Reunião do Conselho Geral da CBB - Área teológica
Os seminários são, a meu ver, as áreas mais difíceis de serem administradas das organizações denominacionais, pelas seguintes razões:
1. Não contam com a ajuda das igrejas através de ofertas, exceto um percentual designado do Plano Cooperativo;
2. Seus executivos não contam com dia especial de oferta, nem têm a abertura, nas igrejas, que os executivos da área missionária, por exemplo, têm;
3. Não dispõem de receitas de venda de livros ou revistas;
4. Não contam com legislação que os proteja dos alunos inadimplentes;
6. Não podem fazer um trabalho agressivo de marketing;
Um GT administrando o STBSB e STBNB
Visando equacionar as finanças do STBNB e STBSB, o conselho elegeu um GT, formado pela diretoria + Pr. Fernando Brandão (JMN), Pr. Davidson (JMN), Pr. Sócrates (CG), irmãos Almir (Juerp) e Luis de Barros (JMM).
No meu não modesto ponto de vista, esse GT não poderia fazer mais do que os atuais dirigentes estão fazendo, pois o problema dos Seminários hoje não é de gestão, mas sistêmico. A gestão pode minimizar os efeitos predadores do sistema de educação teológica dos batistas brasileiros, mas não pode solucioná-lo, pois isso não depende da decisão isolada de uma pessoa, mas de coragem política da liderança, para adotar medidas de mudança radical no atual paradigma.
A vantagem que o GT tem sobre os atuais dirigentes é que a ele foi dado poderes que os atuais dirigentes não têm. Estou destacando isso porque como nossa cultura religiosa gira em torno de um salvador – Jesus – projetamos isso para nossas relações em geral. Assim, temos muita facilidade para eleger salvadores. Uma instituição está mal, então mudamos o técnico e, se ela melhorar, passamos rápida e irrefletidamente a louvá-lo. Sequer paramos para pensar nas diferentes condições que, nessas transições, são oferecidas aos que assumem.
É o caso do GT.
Creio, entretanto, que com os poderes dados ao GT, uma solução de curto prazo poderá ser dada. Essa solução será pelo caminho da transformação de patrimônio em dinheiro ou da transferência de dinheiro de outras áreas – sob a denominação de empréstimo – para os seminários. Como, entretanto, o problema é muito mais sistêmico do que de gestão, se apenas injetarmos dinheiro, estaremos empurrando o problema da explosão para frente.
Proposta para os seminários da CBB
O documento preparado pelo Comitê de Educação Teológica, cujo relator é o Pr. Ágabo Borges, apresentou parecer contendo 8 páginas, tratando dos seguintes pontos:
I. A importância e o papel dos Seminários da denominação;
II. Análise conjuntural da “crise” dos seminários administrados pela CBB
2.1. Modelo de difícil sustentabilidade;
2.2. Concorrência interna;
2.3. Deficiência na gestão, falta de qualificação;
III. Proposta de solução
3.1. Redefinir o conceito de “Seminário da denominação batista”
3.2. Definir a vocação dos seminários administrados pela CBB;
3.3. Determinar a adoção de um modelo de gestão sustentável
3.3.1. Valor mínimo operacional;
3.3.2. Gestão responsável;
3.3.3. Política de subsídios com capacitação de bolsas de estudo;
3.3.4. Reengenharia adminitrativa;
IV. Proposta de implementação da gestão da dívida
4.1. Levantar o endividamento;
4.2. Plano de liquidação;
V. Realizar gestão patrimonial com qualificação e destinação de uso
VI. Construir e aplicar um programa de marketing de relacionamento