As vezes fico invocado com alguns defensores da cultura. São radicais contra a chegada do evangelho em tribos, pois isso, dizem, destrói a cultura indígena. Mas silenciam quando, por razões culturais, crianças são mortas nas tribos porque apresentam "deficiências" ou são "gêmeas" ou até mesmo mães são mortas por serem tidas como promíscuas, simplesmente porque seus filhos nasceram com anomalia, como descreve Eli Leão Catachuga, da etnia Ticuna, no livro "100 dias que impactarão o Brasil".
Concordo que há evangélicos e Evangélicos, religiosos e Religiosos, mas há alguns defensores da cultura que se igualam aos evangélicos do tipo que criticam, justamente por não serem capazes de discernir o trigo do joio no meio evangélico ou por serem preconceituosos, pois sabem que não são todos farinha do mesmo saco, mas insistem em generalizar.
Ora, todos sabemos que cultura é algo que se constrói, que se cultiva. Se constrói com base em crenças, pensamento, sentimento, valores, enfim. Mas se as crenças sofrem alteração com base em avaliações dos prejuizos que provocam à vida de indivíduos ou sociedades, a cultura tem mesmo que ser mudada.
Por mais que valorizemos a cultura de um povo, se há elementos nocivos, por que devemos silenciar? Por que não podemos influenciar na mudança? Se alguém está usando isso como meio de exploração, que se combata a exploração, não a possibilidade de se exercer mútua influência. A não ser que creiamos que não exite o saudável e o nocivo, o bom e o ruim, pois tudo é puramente uma questão cultural ou de ponto de vista. Se é isso, então a discussão deveria se dar em outro campo.
Claro que devemos orar pelas milhares de crianças brasileiras que não vivem em tribos indígenas e são mortas. Mas hoje, o foco são as crianças indígenas que nascem em tribos nas quais podem ser mortas por razões que nenhuma sociedade minimamente evoluida aceita mais. E se isso acontece em território brasileiro, sob nosso nariz, à despeito das proibições legais, silenciar por razões culturais é o cúmulo. Ou não?
Evangelização é uma palavra tão conhecida quanto ambígua. Se nossa prática é nossa verdadeira teoria, o exercício de evangelização dominante nos passa a idéia de que evangelizar é o mesmo que seduzir alguém a comprar Coca-Cola e evangelizado, adjetivo que nos identifica com tocedores de futebol. Evangelho, entretanto, não é produto comercial, nem evangelizado alguém que fica gritando da arquibancada.
Se construirmos nossa teologia da evangelização com base na vida de Jesus e não na numerologia, por exemplo, do texto neo-testamentário de Atos ou nas cruzadas católico-romanas entre os séculos XI a XIII, concluiremos que evangelização é convivência, inclusive com pecadores, com prostitutas; é compartilhar amor; é ser solidário; é ter fome e sede de justiça; é viver em comunhão com Deus e, por isso, ter autoridade para confrontar o pecado não movido por uma cosmovisão moralista da vida, mas por ter sido alcançado pela graça de Deus manifesta em Jesus.
No meu modesto ponto de vista, qualquer movimento evangelizador que desconsidera a vida de Jesus como paradigma, corre um risco imenso de ser confundido com movimentos ideológico-político-mercadológicos de sedução, conquista de corações e ampliação de espaços de status e poder religioso.
Para mim, a maior evidência do equívoco que temos cometido em nossas ações evangelizadoras é o fato do Brasil não apresentar sinais suficientes da presença dos valores do Reino de Deus, a despeito dos 22% de brasileiros que se declaram evangélicos em 2010, contra os 7% de 1980.
Esse dado publicado nessa semana, deveria chamar-nos, nós evangélicos, à reflexão. Se isso não nos incomoda, fica evidente nosso desinteresse por uma evangelização que deseja ver pessoas empenhadas em reproduzir o caráter de Jesus.
Essa falta de mal estar diante de tais números evidencia que, para nós, JESUS é apenas uma figura de linguagem pra fazer a ponte, não entre Deus e o ser humano ou entre humanos e humanos, mas entre um número menor e um maior de adeptos ou um poder menor e um maior no contexto político do país.
Acredito na evangelização porque acredito na mensagem do amor de Deus. Quero participar do desafio de evangelizar o Brasil e por isso acendo meu fósforo. Mas não abro mão da compreensão de que evangelizar não significa encher os bancos das igrejas ou as ruas com "marchas para Jesus", muito menos povoar o céu. Antes, é desafiar pessoas, através de um modo de viver inspirado em Jesus, a desejarem, de coração, crescer em direção à "unidade da fé e do conhecimento do filho de Deus" e chegarmos "à maturidade, atingindo a plenitude de Cristo" (Ef. 4.13)
A região Sul do Brasil parece-me a que apresenta de forma mais nítida a presença de grupos religiosos como católicos, luteranos e espíritas. Além disso, o índice dos que se declaram ateus também é elevado enquanto o número dos que se declaram evangélicos é um dos menores do país. A meu ver essas diferenças acentuadas constituem um desafio tão grande à evangelização quanto às condições econômico-financeiras que estão entre as melhores do país.
Dinheiro e religião representam dois dos maiores desafios ao ser humano: lidar com dinheiro e lidar com o poder. Segundo as palavras de Jesus, não é possivel servirmos a Deus e ao dinheiro. Não vivemos sem dinheiro, mas ter dinheiro não é o sentido do viver. Daí o sábio ter dito: "...não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume; para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o SENHOR? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão." (Provérbios 30:8-9). Para ele, Deus é o sentido do viver e nada que nos separe da comunhão com Deus ou que nos leve a agir de forma contrária aos seus ensinos, vale a pena. Se ter demais ou ter de menos atrapalha nossa comunhão, que almejemos o suficiente, defende o escritor bíblico.
Se lidar com o dinheiro tem sido um desafio para grande parcela da população, lidar com o poder não fica atrás. E poucos poderes se comparam aos poderes que a religião pode exercer sobre indivíduos e sociedades. Lidar com a religião é lidar com o desconhecido e o desconhecido nos amedronta. Diante dela a indiferença não é a marca. Assim, os que lideram a religião, sem ética, transformam-na em instrumento de poder. E a história demonstra muito bem que, em face disso, a religião sempre tem sido um dos eixos geradores de conflito interpessoal e social.
Religião e dinheiro estão presentes no sul do Brasil de forma diferenciada das demais regiões do país. Reconhecer isso é essencial para qualquer projeto de evangelização. Se não ficar claro que nosso objetivo evangelizador é manifestar o amor de Deus, trabalhando para que tal amor supere nossas diferenças religiosas e econômicas e nos mova em direção de uma convivência cooperadora e não competidora, solidária e não opressora, poderemos até sermos bem sucedidos em termos de empreendimento, mas jamais, em termos de fé, no sentido cristão presente na vida de Jesus.
Ao orarmos pelo sul do Brasil, oremos por nós que pretendemos evangelizá-lo, a fim de que tenhamos clareza de propósito e motivação em nossa ação.
“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” (Mt. 28.19-20)
A palavra evangelho, já sabemos, significa boas notícias. A boa notícia, no caso, é que cada pessoa pode alcançar comunhão com Deus através da graça manifesta em Cristo Jesus, dando início, assim, a uma nova caminhada de vida marcada por novos valores que estimulam a permanente revisão de sentimentos, pensamentos e comportamentos. A prática, por exemplo, de sacrificar animais e a necessidade de seguir cegamente leis e costumes, como meio de justificação de pecados, foram anuladas na cruz de Cristo.
Embora o anúncio de uma boa notícia tenha o poder de mudar o rumo da vida de uma pessoa, a notícia em si não é capaz de trazer respostas para todas as questões que envolvem nossa caminhada neste planeta. Daí Jesus ter colocado claramente em seus desafios que a missão dos seus discípulos seria fazer novos discípulos, caminhando com eles, e não apenas dar uma notícia e abandona-los à própria sorte.
Influenciados pelas linhas de produção industrial, pela cultura do “fast food”, do instantâneo, fizemos adaptações ao IDE de Jesus, substituindo o interesse por pessoas e construção de suas vidas a partir do aqui e agora, pela salvação futura de almas, visando povoar o céu rapidamente, fabricando “crentes” em série.
Assim, criamos uma perigosa diferença entre evangelizar e discipular que, além de não representar o desejo de Jesus, tem sido, se não o principal, um dos principais fatores da desmoralização das igrejas cristãs em nossos dias.
Se essa visão fabril de evangelho declara que evangelizar é libertar pessoas do inferno futuro, a proposta de discipulado de Jesus significa ajudar pessoas a se identificarem com Ele na maneira de sentir e pensar a vida e, consequentemente, de comportar-se frente às realidades do aqui e agora.
Se essa visão fabril de evangelho compreende evangelizar como sair em busca de pessoas para serem catequizadas no templo, a proposta de discipulado de Jesus nos desafia à construção de relacionamentos que sirvam de encorajamento “ao amor e às boas obras”.
Se essa visão fabril de evangelho indica que o papel do cristão é levar conceitos teológicos e morais que devem ser observados, a proposta de discipulado de Jesus estabelece a construção de uma nova vida com base em relacionamento direto entre a pessoa e Jesus, à luz dos registros de sua história.
Se essa visão fabril de evangelho gira em torno da ideologia que o crente tem uma verdade para dar, e o incrédulo a alternativa de recebe-la ou ir para o inferno, a proposta de discipulado de Jesus gira em torno da experiência do compartilhar o que uma pessoa passou a ser em Cristo, com uma outra que abre o coração para conhecer e experimentar o modelo de vida de Jesus.
Se essa visão fabril de evangelho visa povoar o céu no futuro e aumentar o número de fiéis da igreja no presente, a proposta de discipulado de Jesus leva pessoas a se identificarem com valores do Reino de Deus visando agir como sal e luz neste tempo e espaço e, no futuro, a continuarem a vida em plena comunhão com Deus.
Se essa visão fabril de evangelho faz com que cristãos entendam que o trabalho com não cristãos termina quando a pessoa “levanta a mão aceitando a cristo”, a proposta de discipulado de Jesus nunca termina, pois visa uma permanente identificação da pessoa com Cristo, construída de forma comunitária, numa caminhada solidária.
“A luz que brilha mais longe, brilha mais, perto” (Oswald Smith)
Num primeiro momento, o impacto ideológico da frase em epígrafe – que marcou profundamente minha vida pastoral desde o seu início - foi maior do que todo o significado que nela encontramos quando refletimos em suas implicações. Por impacto ideológico, refiro-me ao que ela diz através do que não se percebe imediatamente, em função do contexto no qual está inserida.
A idéia inicial é de incentivo à realização da obra missionária em lugares distantes da pessoa que lê e não somente no local onde ela está inserida. Em outras palavras, agora pensando na igreja: quanto mais distante a igreja for capaz de levar a mensagem do evangelho, maior será sua influência no local onde ela está.
Olhando a afirmação por outro ângulo, percebemos que, se o interesse que a igreja mostra por alcançar quem está ao seu redor não for maior do que o demonstrado em alcançar quem está longe, alguma coisa está errada.
Se o interesse de uma pessoa por alcançar um amigo com o amor de Deus não for maior do que o de alcançar quem está distante, alguma coisa está errada.
Se gasto milhares de reais para ir ao Japão numa “viagem missionária” e não sou capaz de convidar um amigo pra tomar um sorvete do outro lado da rua, visando compartilhar o amor de Deus, alguma coisa está errada.
Se me disponho a participar de campanhas de levantamento de ofertas missionária, mas nunca sequer trago alguém para ouvir o evangelho, alguma coisa está errada.
Então, se queremos medir o real amor de alguém por missões, o critério primeiro é: o que ela faz para ajudar pessoas próximas de si a conhecerem a Jesus?
Falar em amor por missões, sem manifestar ações concretas em favor de quem está ao lado, evidencia que nosso envolvimento com campanhas missionárias é fantasioso. Amor maduro pela obra missionária é daqueles que entendem que, de fato, não amamos missões, amamos pessoas.
Se me envolvo com campanhas missionárias, mas não demonstro interesse, respeito e amor às pessoas, posso ser classificado, no máximo, como um marqueteiro especializado em arrancar dinheiro do bolso de pessoas em prol de uma causa, mas, jamais, como missionário.
Se “a luz que brilha mais longe, brilha mais, perto”, quem se interessa por missões, deve demonstrar isso primeiramente sendo uma testemunha viva, ambulante, do amor de Deus a quem está perto e, depois, também levantando recursos para sustentar quem está pregando longe.
Conquanto eu mesmo - digo isso tão somente como exemplo do quanto nos equivocamos em nossa percepção do que significa ser missionário - não seja classificado por alguns como “missionário”, “evangelista”, por não me encaixar em determinados paradigmas, Deus sabe a quantidade de pessoas que passaram a seguir a Jesus através do meu testemunho e pregação.
As igrejas por mim pastoreadas em Alagoas e Pernambuco, por exemplo, sempre estiveram entre as primeiras em número de batismos e valor das ofertas missionárias, por interessar-se pela comunhão de pessoas com Deus e não por alcançar prestígio ou poder no universo eclesiástico.
Repito: não confundamos visão e envolvimento missionário com capacidade para mobilizar e levantar recursos financeiros para agências missionárias. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Somos missionários quando usamos nossos diferentes dons e recursos para facilitar a aproximação de pessoas com Deus, a partir do local onde estamos.
Que tal, então, usarmos a frase inicial - neste mês em que os batistas brasileiros enfatizam missões mundiais - não somente para justificar a importância de olharmos para os campos distantes de nós, mas também para brilharmos mais forte, amorosamente, em favor das pessoas, onde estamos?
1 Coríntios 4.14-21 “Porque ainda que tenhais dez mil aios em Cristo, não tendes contudo muitos pais; pois eu pelo evangelho vos gerei em Cristo Jesus” (v.15).
Conduzir alguém a Cristo é uma das maiores alegrias na vida de uma pessoa. Primeiro, porque a experiência com Jesus é o que de melhor pode acontecer. Segundo, porque isso quer dizer que estamos em harmonia com a orientação de Jesus para fazermos discipulos.
Divergindo daqueles que criticavam os cristãos por evangelizarem, F. Schleiermacher, defendia como natural o compartilhar da fé, uma vez que os seres humanos se comunicam e gostam de compartilhar experiências. Sempre que algo bom ou ruim acontece, imediatamente compartilhamos com alguém. Por que não podemos fazer o mesmo em relação às experiências espirituais?
Quando anunciamos a fé, não como um produto que estamos vendendo, mas como uma experiência que está sendo compartilhada, e o ouvinte decide seguir o mesmo caminho, ele se torna, num certo sentido, nosso filho na fé.
Paternidade espiritual não quer dizer que passamos a ser gurus da pessoa, no sentido de que ela se torna dependente de nós em suas decisões. Significa que temos o compromisso de orientar a pessoa até que ela mesma possa caminhar com autonomia, exercendo seu sacerdócio individual perante Deus.
Na estrutura da Igreja Católica existe a figura da madrinha ou padrinho, cuja responsabilidade seria acompanhar a criança récem-batizada ao longo de sua vida. Para a maioria, porém, tal experiência tornou-se um mero acontecimento social e a intenção dos idealizadores não se concretiza.
Não estaria o mesmo acontencendo entre nós? Por que nos alegramos quando alguém se decide por Cristo, mas não assumimos a paternidade (ou maternidade)? Seria falta de orientação? De interesse? De compromisso? De priorização?
(Texto produzido para a Revista Manancial, da UFMBB e publicado na 1ª quinzena de maio)
1 Coríntios 9.15-27 “Logo, qual é a minha recompensa? É que, pregando o evangelho, eu o faça gratuitamente, para não usar em absoluto do meu direito no evangelho” (v.18).
A vida é feita de recompensas, sejam elas espirituais, emocionais ou materiais. Tudo o que fazemos resulta em algum tipo de recompensa. São elas que nos motivam, quer tenhamos ou não consciencia disso. Portanto, nada do que fazemos ou dizemos é destituido, absolutamente, de qualquer tipo de interesse.
Podemos classificar a natureza dos interesses e até definir uma escala de prioridades pautada em determinados valores universais, diferenciando, por exemplo, atitudes altruístas das egoístas ou espirituais das materiais. Mas as recompensas imaginadas sempre determinarão nossos interesses.
Na pregação do evangelho não é diferente. Alguns, diria Paulo, “pregam Cristo por inveja a mim e por discórdia, mas outros o fazem com a melhor boa vontade. Estes, por caridade...; aqueles, ao contrário, pregam Cristo por espírito de intriga, e não com reta intenção... Mas não faz mal! Contanto que de todas as maneiras, por pretexto ou por verdade, Cristo seja anunciado, nisto não só me alegro, mas sempre me alegrarei.” (Fil 1.15-18).
Paulo não visava recompensas materiais no papel de evangelista. Ele necessitava do material e, por isso, dependia da generosidade dos cristãos, mas sua motivação era quitar um sentimento de débito presente em seu coração. Ele sentia-se obrigado a pregar, mesmo doente, constrangido pelo amor que o alcançou na estrada de Damasco.
Sua pregação, portanto, era uma resposta amorosa à graça de Deus. Sentia-se recompensado combatendo “com feras em Éfeso” ou sofrendo “escárnios e açoites, cadeias e prisões”. Viver o evangelho era seu lucro. E nós, o que nos motiva? Que recompensa almejamos?
(Texto produzido para a Revista Manancial, da UFMBB e publicado na 1ª quinzena de maio)
O Jornal The Christian Post publicou a participação de Rick Warren na 46ª conferência anual da Sociedade Islâmica Norte-Americana, no dia 4 de julho.
Warren é o pastor evangélico, batista, mais influente dos Estados Unidos e, talvez, do mundo atual. É autor do livro “Uma vida com propósito” que já vendeu mais de 30 milhões de exemplares e foi um dos oradores da posse de Barack Obama. No Brasil ele é conhecido popularmente como pastor da igreja com propósito.
Apresentado como alguém que doa 90% do que ganha para a causa e fica com 10% para sua manutenção, em sua fala ele disse não estar interessado no diálogo religioso, mas no diálogo em torno de projetos. As diferenças religiosas de cada lado devem ser mantidas e respeitadas. Porém, trabalhar juntos em projetos é sinal de amor. Nesse sentido ele disse que “falar é fácil. Você pode falar, falar, falar e não conseguir fazer nada. Amor é algo que você faz. É algo que nós fazemos juntos”.
A idéia dele é trabalhar, por exemplo, contra os estereótipos criados pela mídia, de ambos os lados, a respeito da religião do lado oposto, restaurando a civilidade, promovendo justiça, paz e especialmente a liberdade de expressão e de religião. A América, disse ele, não foi construída em torno de uma raça ou de um credo, mas de uma idéia – liberdade, justiça e cidadania para todos.
(Photo: The Christian Post)
Uma possibilidade prática de como poderiam trabalhar juntos, seria desenvolver um plano de paz (ele usa a expressão PEACE (paz em inglês) como acróstico: Promover a educação, Equipar líderes públicos, Assistir os pobres, Cuidar dos doentes e Educar a próxima geração) que mobilizaria um bilhão de cristãos para combater os cinco maiores problemas do mundo: vazio espiritual, corrupção dos líderes, extrema pobreza, doenças (epidemias) e falta de educação.
Rick Warren reconhece o desafio, especialmente em face do conservadorismo presente em ambas as religiões, mas entende que é urgente que se trabalhe junto em prol do bem comum.
Particularmente fiquei muito feliz com esta posição dele e da Sociedade Islâmica, de se abrirem para um diálogo. Os batistas construíram sua marca tendo a liberdade como importante pilar. Lamentavelmente, temos nos esquecido da própria história e cresce entre nós posicionamentos extremistas que, em vez de ajudar na construção da paz, somente acirra a inimizade.
Acho uma profunda incoerência o discurso da pluralidade e do respeito às diferenças, desde que cada um fique em sua trincheira atirando no outro. Bato palmas para Rick Warren pela coragem de aceitar falar em uma conferência islâmica, sendo parte de uma Convenção Batista que se notabilizou nos últimos 30 anos pela radicalização fundamentalista.
PS.: Para aqueles que tem dificuldades com Rick Warren, em função das barbeiragens que alguns pastores brasileiros cometeram ao transplantarem irrefletida e, em alguns casos, até irresponsavelmente o modelo de Saddleback Chucrh para o Brasil, ouçam o que diz o pastor batista mais famoso de todos os tempos e o tele-evangelista mais respeitado nos Estados Unidos, Billy Graham:
A primeira vez que li a estória do Rei Nu foi através da pena de Rubem Alves. Era um rei tão temido que ninguém ousava dizer-lhe verdades; tão ingênuo que acreditava em tudo o que seus súditos diziam desde que massageasse seu ego. Diante dele, todos fingiam acreditar que tudo dele era verdadeiro, belo e bom ainda que, nos corredores, o fuxico corresse solto.
Certa vez ele foi convencido por seu alfaiate a "vestir" uma roupa invisível. Detalhe: para o rei seria invisível, mas para os súditos seria a roupa mais linda do reino. Todo cheio de si, saiu com a "roupa nova", desfilando em carro aberto. Por onde passava era festivamente aplaudido, até que, num tom absoluta e desagradavelmente dissonante, com toda simplicidade e sinceridade peculiar das crianças, um menino grita, alegre e debochado: - "0 Rei está nu!"
O invisível era tão visível que o coração do povo explodiu ao som daquela inocente voz.
Foi um caos!
Assim somos nós. Nos impressionamos com tudo que vem amparado em números e estatísticas, especialmente se embalados em linguagem "científica". Então, aparece um líder com ambições de estrela, decidido a galgar todos os cargos de prestígio ou poder do seu universo significativo, contando maravilhas em suas pregações, tudo devidamente amparado pelo "número" de pregações realizadas, de conversões registradas, de Estados e países visitados, enfim, e os aplausos se tornam ensurdecedores.
Vez por outra, nos plenários da vida, aparece um José de alguma coisa, se esgoelando, tentando chamar a atenção dos "convencionais" de que algo está errado. Mas o delírio coletivo é tal que ele é acusado de recalcado, desajustado, desordeiro, insubordinado e deselegante.
E sua voz é abafada: - "Cala-te 'cego', não vê que o mestre é muito importante, ocupado e que está muito assediado?!"
Mas absurdos não resistem por muito tempo. Como se diz popularmente, enganam-se alguns, durante algum tempo; muitos, durante muito tempo, mas não todos, durante todo o tempo. Um dia, uma voz dissonante, quando a realidade se torna insustentavelmente absurda, consegue fazer a verdade explodir. Então, todos os cegos, surdos e mudos, como que numa tentativa de redenção coletiva e de acomodação à nova realidade, começam um novo coro: - "bem que eu desconfiava, mas preferia ficar calado...".
O problema é preferirmos ficar calados. Na dúvida, é melhor não incomodar o rei nem se indispor com ele.
Até discursos com ares de sabedoria são construídos para nos calar: - "se não tem solução, melhor é ficar calado". Mas, ficar calado por não ter solução representa acomodação e não sabedoria. O fato de não enxergarmos uma solução não é motivo para ficarmos calados. Pensar, expressar-se, compartilhar a dor, o lamento, o problema, isso sim pode fazer brotar uma saída.
Manifestar o desejo é essencial, pois é como diz o trocadilho em inglês, "where there is a will there is a way". É isso, onde há uma vontade, um desejo, há um caminho, uma saída. Portanto, manifestemos nossa vontade, nosso desejo de ver imperar a verdade, a justiça, a honestidade; de ver irromper o Reino de Deus. O silêncio, nesse caso, nada constrói.
Pois é, professor, não lamente! Alegre-se, não pelos falsos números ou pelos falsificadores de quantidades. Alegre-se, pois a alegria, mesmo quando ou até quando ou porque vem depois do anoitecer, deve ser muito bem-vinda. Especialmente se ela é fruto do brotar da verdade, do surgimento de fatos que nos ajudam a crescer naquilo que não pode ser enumerado ou quantificado
O que segue foi publicado na Revista Cristianismo Hoje, de dezembro de 2008 e janeiro de 2009.
"O bizarro ministério Namorar para Salvar propõe o envolvimento sexual de mulheres cristãs com "homens ímpios" para salvar suas almas do inferno.
"Sou sensual e quero usar minha beleza para salvar homens do inferno."
O bizarro anúncio faz parte da estratégia do ministério Namorar para Salvar e é como Tamara, uma morena de 29 anos, se apresenta para divulgar uma maneira bem heterodoxa de cumprir a grande comissão de Cristo.
Dizendo-se "uma mulher cristã que ama Jesus e se importa com todos os seres humanos, mesmo os ímpios", ela conclama outras mulheres para sua cruzada em favor da "salvação" de almas pelo sexo.
Tamara criou uma página na WEB para atrair o que chama de "missionários namoradores", cuja missão seria se envolver sexualmente com outras pessoas e ganhar suas vidas para Deus. A base bíblica da coisa, se é que se pode chamar assim, é uma leitura torta do texto de Romanos 12.1: "Rogo-vos pois, irmãos, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo".
"Devemos usar nossos lindos corpos para glorificar o nome do Senhor através do namoro, e o Espírito Santo fará o resto, uma vez que ele é a parte mais forte em nós. Essa é a melhor maneira de começar o trabalho", continua Tamara, que segundo o site vive em Oakland, na Califórnia (EUA). Ela aparece na pagina em uma foto bem sugestiva. "Jesus está savando muita gente através do contato íntimo com suas servas", diz a inacreditável "missionária".
O ministério oferece camisetas e outros materiais de apoio para quem deseja iniciar o trabalho.
A iniciativa faz lembrar a seita Meninos de Deus que alcançou grande projeção na década de 1960 e 70. Em plena contracultura, o grupo tinha práticas e rituais que incluiam o amor livre como forma de atrair outros jovens para o movimento."
O texto abaixo circula pela rede. Sua autoria é atribuida ao Padre Zezinho. Se é, não sei, mas que merece reflexão, merece!
"Sua Bíblia é um belo e fortíssimo livro. Já transformou a vida de muita gente. Já fez muita gente santa. Já mostrou a milhões Deus e já levou a Deus milhões de fiéis.
Como você provavelmente não sabe aramaico, hebraico, grego ou latim, depende de tradutores.
Se não estudou exegese, depende dos pregadores.
Se o seu pregador for pessoa inteligente, mas fechado e sectário, você vai ler a Bíblia guiada pela cabeça dele. Se ele for pessoa serena, coração e mentes abertos, pessoa de diálogo, culto, sua Bíblia será um livro santo útil para dialogar de irmão para irmão.
Há quem use a Bíblia com respeito, com diálogo, com humildade, como quem aprende e ouve os outros. Há quem a use como se fosse um porrete. Tudo é a seu favor e o que ele puder usar para diminuir ou agredir outras religiões, ele decora e aproveita. Usa-a com maldade no coração, pensando em encher as suas Igrejas.
Você, escolha!
Vai usar as passagens que lhe interessa usar, a favor da sua Igreja e contra a dos outros, ou vai saber pensar e interpretar diferente sem se achar melhor, mais santo e mais eleito que os outros?
Ficou mais humilde ao ler a sua bíblia, ou agora, se acha o certo, o santo, a santa convertida, o máximo dos máximos?
É um excelente livro, mas nem sempre é bem lido e bem usado. Nas mãos de alguns pregadores obcecados e instáveis, parece um porrete.
Não há dúvidas: a instrução de Jesus dada aos onze seguidores é que deveriam ir e fazer “discípulos de todas as nações” (Mt. 28.16-19). Aind...
Fundamentos da minha fé
"Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu filho unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3.16)
"Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar nossa vida por nossos irmãos" (I Jo. 3.16)
"Sabemos que já passamos da morte para a vida porque amamos nossos irmãos" (I Jo. 3.14)
"Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus" (I Jo. 3.17)
"E eles também responderão: 'Senhor, quando te vimos com fome ou com sede ou estrangeiro ou necessitado de roupas ou enfermo ou preso e não te ajudamos?' Ele responderá: 'Digo-lhes a verdade: o que vocês deixaram de fazer a alguns destes mais pequeninos, também a mim deixaram de fazê-lo'". (Mt. 25.44-45)
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*FILOSOFIA DA MENTE E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL:*
MÁQUINAS E HUMANOS REFÉNS DE CÓDIGOS E MOLDURAS
Willians Moreira Damasceno[1]
*Resumo: *Este artigo d...
Erros e Problemas Comuns no Blogger
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Veja como Corrigir Falhas do Blogspot rapidamente. Dicas Uteis para
solucionar alguns problemas e falhas do Blogger que já aconteceram com a
maioria dos do...
SOBRE JULGAMENTOS
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“Há duas coisas que o Senhor Deus detesta: que o inocente seja condenado e
que o culpado seja declarado inocente.” Provérbios 17:15 Nesses dias de
esfriam...
Abo Imo Pectore
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ABO IMO PECTORE. Esta expressão do latim significa: “do fundo do meu
coração”; é quando permito ir ao fundo de mim mesmo e conheço os reais
motivos que me ...
Há 17 anos
"Ninguém se espante me vendo com criaturas tidas como envolventes e perigosas, da esquerda ou da direita, da situação ou da oposição, antirreformistas ou reformistas, antirrevolucionárias ou revolucinárias, tidas como de boa ou de má fé.
Ninguém pretenda prender-me a um grupo, ligar-me a um partido, tendo como amigos os seus amigos, e querendo que eu adote as suas inimizades. Minha porta e meu coração estarão abertos a todos.
Absolutamente a todos. Cristo morreu por todos os homens. A ninguém devo excluir do diálogo fraterno."
(Dom Hélder Câmara, em sua posse como arcebispo de Olinda e Recife, na década de 60, durante o período do regime militar no Brasil)
"A vida me mostrou que a seriedade e importante para a carreira, mas precisamos redefinir seriedade. Profissionais serios, engajados naquilo que fazem, estao sempre se aprimorando, buscando a excelencia. a seriedade, qua do se traduz em compromisso (com a empresa e com os colegas de trabalho), tem a ver com resultado. Mas nao com cara amarrada. Lideres que conseguem unir a seriedade ao bom humor tem maior facilidade de criar um ambiente agradavel e de alto desempenho" (Eugenio Mussak, professor de MBA da FIA e consultor da sapiens Sapiens, em VOCE S/A, março 2010)