Unidade e cooperação, eis dois importantes elementos na caminhada das igrejas.
Da unidade, considero importante destacar que não é sinônimo de uniformidade. Pelo contrário, sempre que um dos lados envolvidos na unidade entende que a manutenção dela depende da uniformidade no modo de ser, sentir, pensar ou agir, misteriosamente ela se fragiliza e até se rompe.
Isso ocorre porque quem acredita na uniformidade nunca é altruista o suficiente para abrir mão do seu modo de ser, e encaixar-se no modo de ser alheio. Pelo contrário, sempre se acha, narcisicamente, o dono da verdade, o espiritual, o bem intencionado, "o salvador da pátria". Portanto, o outro que se corrija, que abra mão do seu modo de pensar e sentir e se conforme. Daí o slogan da ditadura militar: "Brasil, ame-o ou deixe-o". A manifestação do amor, porém, tinha que ser de uma única forma: a dos militares.
Unidade pressupõe um acordo para concordar em discordar. Somos diferentes. Podemos e até devemos dialogar sobre nossas diferenças, seus efeitos sobre a vida de ambos e até mesmo das instituições das quais fazemos parte, mas isso com respeito, lealdade, sem politicalha e autoritarismo. Como não abrimos mão do nosso modo de ser em favor do modo do outro e, geralmente, para fazer prevalecer nosso jeito, "os fins justificam os meios", adeus unidade!
Unidade e cooperação não se separam. A cooperação é necessária sempre que reconhecemos pelo menos duas coisas: 1) o outro tem algo que preciso e não tenho; 2) o que o outro e eu temos é insuficiente para alcançarmos o que ambos desejamos.Como essas duas coisas fazem parte do cotidiano da vida, o espírito de cooperação e a disposição para cooperar precisam estar sempre presentes em nós.Se o que um deseja é diferente do outro, a cooperação é afetada. Daí a necessidade constante de diálogo.
Falando particularmente da cooperação existente entre igrejas batistas e suas convenções, ela se dá de pelo menos 3 maneiras: 1) através da oração; 2) através do know-how de membros das igrejas; 3) através da doação financeira.
Cooperar com oração parece fácil, mas a impressão que temos é que nem todos as partes envolvidas de fato oram pela cooperação denominacional. Isso porque, se a própria oração (aqui entendida como comunhão com Deus na qual ambos os envolvidos - Deus e o ser humanao - ouvem e falam) é retrato de cooperação, por que há quem se beneficie do resultado da cooperação, mas não demonstra esforçar-se para fazê-la acontecer?
Por know-how, refiro-me a doação que membros das igreja fazem do seu "saber-como" em favor do funcionamento eficiente e eficaz da Convenção. O funcionamento de uma Convenção exige múltipla variedade de conhecimentos e, portanto, uma igreja coopera sempre que, pelo menos um de seus membros, dedica voluntariamente parte do seu tempo, energia e conhecimentos para a manutenção e expansão dos objetivos da Convenção.
Quanto a cooperação financeira, ela ocorre através de contriuições regulares e ofertas especiais das igrejas, pois a cooperação é entre igrejas.
(Merece acompanhamento e reflexão cuidadosos, as contribuições que saem diretamente dos membros das igrejas para os cofres da Convenção ou um dos seus órgãos ou entidades, pelos motivos e desdobramentos possíveis. Mas isso é assunto para outra reflexão).
Um dos elementos fragilizadores da cooperação nesta área é o fato de haver uma tendência, em nós dirigentes, de fazermos o máximo, com uma qualidade técnico-profissional excepcional, quando se trata de obter os recursos, mas de "incompetência" profunda, quando se trata de prestar contas com transparência, dos recursos obtidos. (Linguagem didática, propositalmente exagerada, claro!)
Isso produz insatisfação, manifesta ou através de discursos ou da redução e até suspenção da contribuição financeira.
Há quem acredite que isso se resolve adotando-se medidas restritivas que forcem a contribuição, em vez de examinar com dedicação as causas mais profundas. Não resolve, apenas cria uma cooperação conflitante, artificial e frágil.
Nesse espírito, oremos pela unidade e pela cooperação entre igrejas e organizações, a fim de que cada parte avalie seus anseios, práticas, qualidades, disposição e disponibilidade visando atingir os objetivos almejados.
Meu entendimento e interesse pela atuação social da igreja nasceram com a minha chegada ao STBNB, em 1979.
Das palavras incentivadoras do Pr. Harald Schaly, em sala de aula, mostrando ser absurdo uma igreja investir tanto dinheiro em construção para os prédios serem utilizados uma ou duas vezes por semana, brotaram minhas primeiras idéias e imagens do que poderia ser feito.
Coerente com seus ensinos, em 1973 a Igreja Batista Emanuel em Boa Viagem, Recife, havia criado a Creche Raio de Sol e a mantinha em parceira com organização alemã gerenciada no Brasil pela "Amparo ao Menor Carente - AMENCAR", projeto que abrigava 200 crianças, das 7 da manhã às 5 da tarde, com atividades lúdicas e educacionais e alimentação.
Interessar-me pela ação política demorou mais alguns meses. Foi surgindo de conversas sob as mangueiras e da leitura de Jesus Cristo Libertador, de Leonardo Boff, primeiro livro que retirei da biblioteca do STBNB, para entender o assunto. Não tinha idéia de quem seria o autor. Foi uma escolha pelo título.
De lá pra cá, com maior ou menor intensidade, sempre me interessei pelo assunto.
Na Igreja Batista do Pinheiro, Maceió, igreja já em processo avançado de engajamento social, incentivamos a criação do Projeto Oasis que envolvia uma série de atividades na área. Na Igreja Batista Emanuel, em 1987, encontrei a Creche funcionando e assim permaneceu. Deixei a Emanuel para dirigir o Colégio Americano Batista e, ao voltar, 8 anos depois, a igreja, sob a presidência do Pr. Josias Bezerra, havia iniciado uma transição em suas ações sociais, em função de que encerrou a Creche e iniciou outros tipos de serviços. Nesse período incentivamos a criação do "Núcelo de Atuação Social Emanuel - NASCE", para facilitar parcerias com poderes públicos.
Na Flórida, em face do contexto social, esta área foi menos priorizada, mas a decisão de vir para Salvador também sofreu influência do trabalho social desenvolvido pela Igreja que criou, em 1974, sob a presidência do Pr. Djalma Torres, o "Centro Comunitário Batista da Graça - CECOM", hoje C.C. B. Clériston Andrade.
Na Convenção Batista Brasileira, fiz parte do Comitê de Ação Social (órgão que, até então, ainda engatinhava no cumprimento de suas atribuições regimentais, como todos os demais)
Hoje, 33 anos depois, tenho consolidado em mim, tanto os pressupostos bíblico-teológicos para o envolvimento da igreja nesta área, quanto uma boa experiência em organizações e palestras sobre o assunto que me deixam muto à vontade para lidar com ele.
Trago uma firme convicção, inclusive bíblico-teológica, de que Deus não criou o mundo visando interessar-se apenas em tirar a "alma" de cada indivíduo do inferno e colocá-la no céu, no futuro. Deus achou muito bom tudo que criou, amou sua criação e nos desafia a sermos sal e luz deste mundo.
As formas de cada indivíduo ou igreja exercer esse papel podem variar, mas deixar de agir é uma heresia bíblico-teológica. Agir, em termos sociais, não é uma escolha, é um imperativo da vida e ensinos de Jesus. Decidir atuar ou não, como se o social fosse um nicho de mercado no qual se investe ou se deixa de investir em função de tradição ou experiência ou valor que agregaria ao empreendimento religioso, é um tremendo equivo. É uma demonstração de que somos regidos pelas leis do mercado e não pelo evangelho de Jesus.
Em tempos nos quais igrejas se transformaram em empreendimentos regidos pelo quantativismo, pela disputa de mercado, pela conquista de prestígio e poder, tempos nos quais há quem trate o social como uma arapuca para "pegar almas" e, até, para conquistar votos em período de eleições, o grande desafio é espelhar-se em Jesus.
Oremos, então, para que Deus desperte seu povo, a fim de que compreendamos que atuação social não é uma alternativa, é expressão do amor de Deus presente em nós.
Hoje estamos sendo conclamados a orar pelo Sudeste. Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo são os estados desta região.
O sudeste ganhou novo posicionamento na visão estratégica da Junta de Missões Nacionais. Na atual direção uma alteração foi feita em seu foco. Se o critério percebido anteriormente, para envio de missionários, era o das necessidades e desafios sócio-econômico do local, hoje, parece-nos, leva-se em conta a quantidade de habitantes, o maior desenvolvimento local e a repercussão que isso possibilita.
É como se a Junta de Missões Mundiais tirasse o foco da América Latina ou África e o colocasse nos Estados Unidos, por exemplo. A lógica, portanto, parece-nos, é a mesma do mercado empresarial.
Faço esse destaque não com o objetivo de emitir juizo de valor, mas como constatação, como impressão. Se esse reposiconamento é o melhor ou não, é o mais compativel ou não com o espírito de Jesus, que cada um, neste dia de oração pelo sudeste, reflita, colocando o assunto diante de Deus.
No roteiro do livro "100 dias que impactarão o Brasil", os pontos destacados da região são: a maior população do país, a maior densidade demográfica, o mais alto índice de urbanização e duas importantes metróples nacionais. Do povo, o característico destacado foi a pressa. Ironicamente, a lentidão na mobilidade é hoje uma marca também de suas capitais.
Se no nordeste a idolatria gira em torno de personagens que marcaram a população, como Padre Cícero, no sudeste evidencia-se uma idolatria em torno do capital, em torno do acúmulo material. Assim como os Estados Unidos concentram 1/3 do PIB mundial, São Paulo - um dos três estados da região - concentra 1/3 do PIB nacional. Dessa capital, dados de 2010 apontam o seguintes:
38% das 100 maiores empresas privadas de capital nacional
63% dos grupos internacionais instalados no Brasil
17 dos 20 maiores bancos
8 das 10 maiores corretoras de valores
31 das 50 maiores seguradoras
Aproximadamente 100 das 200 empresas de tecnologias
BOVESPA – a maior bolsa de valores da América do Sul
Bolsa de Mercadoria e Futuros - BM&F, a sexta maior do mundo em volume de negócios
Hospital das Clínicas, o maior e mais renomado complexo hospitalar da América Latina
O maior shopping center da América Latina – o Centro Comercial Aricanduva, com 500 lojas
Dos 7 portais de Internet mais conhecidos, 6 estão baseados em São Paulo
1.769 estabelecimentos de saúde, 40 hospitais públicos, 61 hospitais particulares, 24.957 leitos hospitalares, 99 bases móveis da Polícia Militar, 93 distritos policiais, 04 postos do Poupatempo, 146 faculdades, 26 universidades
22 Centros de Educação Tecnológicas
A maior Parada do Orgulho GLBT do mundo
A Corrida de São Silvestre, que atrai em média 15 mil corredores de todo o mundo de cerca de 20 países.
O fato é que, independente de questões políticas ou econômicas, os milhões de habitantes da região sudeste precisam conhecer a pessoa de Jesus não como uma marca de produto, mas como alguém que pode dar à vida o significado que Deus deseja para cada um e para o povo, segundo as Escrituras. Por isso, devemos nos unir em oração e trabalho pela região que é, ainda, o motor do Brasil.
Mesmo tendo tido a oportunidade de ter sido Orador Oficial em assembléias de associações de igrejas batistas; em assembléias de pelo menos 5 convenções estaduais; em 2 assembléias da Convenção Batista Brasileira (uma como Orador Oficial (Teresina, PI) e outra como um dos pregadores(Serra Negra, SP)); de ter pregado em todos os estados do nordeste e em 19 dos 27 estados do Brasil; de ter falado em seminários, universidades, escolas de nível médio, empresas e tantos outros fóruns, e, finalmente, depois de quase 30 anos de exercício pastoral oficial (inclusive por 2 anos fora do Brasil), confesso minha tensão cada vez que vou falar em um culto da igreja da qual sou pastor há 7 anos e 3 meses. Sempre fui assim.
Isso poderia ser explicado apenas pelo perfil de personalidade, entretanto, conscientemente sinto o peso da responsabilidade que representa cada palavra dita no púlpito de uma igreja. Ali, as palavras são proferidas num contexto que envolve um elemento místico que varia de intensidade de pessoa pra pessoa. Uma palavra que pode não representar nada para um ouvinte ou até ser motivo de duras críticas, para outro pode significar um marco de tomada de decisão e mudança radical em alguma área de sua vida. Sei, por exemplo, de caso de casais que se "re-uniram" e de casais que se separaram a partir do sentimento e entendimento que tiveram de uma palavra dita (até nem relacionada a casamento)
Lembro-me da conversa que tive com dois ou três então adolescentes no meu primeiro pastorado, na Igreja Batista do Pinheiro, em Maceió. Um deles comentou. Ontem à noite eu estava achando seu sermão tão ruim, tão ruim, que quando você começou a fazer o apelo pensei: como é que depois de um sermão tão ruim ele ainda vai fazer apelo. Assustou-se, porém, quando nove pessoas manifestaram a decisão de iniciar uma nova vida tendo Jesus como Senhor e Salvador. Quem pode entender o mistério que envolve a pregação da palavra de Deus?
Eu mesmo talvez seja meu maior carrasco em termos de autocrítica. Não poucas vezes senti o desejo de sair pela porta dos fundos, sem falar com ninguém, por achar que a mensagem não foi como eu mesmo gostaria, mas, depois, me surpreendo com o que ela representou para alguém.
Minha tensão, portanto, não é pelas críticas que podem brotar no coração dos ouvintes. Sempre que as recebo, faço uma avaliação, mas não permito que elas determinem o que devo pregar ou deixar de pregar. Não falo, portanto, em função do que os críticos poderão pensar e dizer, mas em função daqueles que poderão ter o rumo de suas vidas modificado, por todos os sentimentos e pensamentos que envolvem uma palavra no contexto de um culto.
Em termos técnicos, há uma diferença entre pregação (querigma, no grego) e ensino (didaque, no grego). Porém, independente de qual for o objetivo de quem fala, o fato é que as palavras (expressão de pensamentos ou sentimentos sob qualquer símbolo ou formato) norteiam nossas vidas e determinam nossas decisões. Isso significa que quem ousa tornar-se um pregador da palavra de Deus (uso palavra com letra minúscula, pois não me refiro somente ao sentido dominante de Palavra de Deus - Escrituras Judaico-Cristãs - entre nós protestante, ainda que elas sejam por mim usadas em todas as mensagens), precisa ter plena consciência das implicações e, consequentemente, das responsabilidades envolvidas.
Em tempos em que pregador tem sido sinônimo de vendedor e evangelho é tido como mais um produto nesta nossa economia de mercado, oremos por nossos púlpitos, pregação e pregadores, a fim de que tenhamos a noção mais exata possivel do que significa PALAVRA DE DEUS e como devemos lidar com ela, cada vez que temos a oportunidade de proclamá-la ou ensiná-la.
Há uns dois anos, durante uma reunião do Conselho Geral da Convenção Batista Brasileira, no Rio de Janeiro, diante de uma situação jurídica, comentei rindo com dois advogados, líderes destacados da denominação, sentados à minha frente, que escreveria um texto sobre a “advocracia batista”. Um deles, brincando, respondeu: “não mexe com a gente”. Demorou, mas escrevi!
A “advocracia” batista
A democracia batista, nesses 400 anos, já venceu a “patriarcracia”, a “sacerdotecracia”, a “apostolocracia”, a “gerontocracia”, a “episcocracia”, a “poimencracia”, a "diaconocracia" e agora, ao que algumas evidências indicam, terá que lutar contra a “advocracia". Não por causa da legítima e saudável necessidade de orientação técnico-jurídica, em face da complexidade da relação entre nossas decisões políticas e suas possíveis implicações jurídicas, mas pelo oportunismo político inerente a todos nós, porém exagerado e antiético em alguns.
É que alguns, quando não querem cumprir a vontade soberana do povo batista reunido em Assembléia, usam do artifício do parecer jurídico, geralmente fornecido por advogados por eles nomeados, para advogar causas do seu interesse em vez de esclarecer, imparcialmente, pontos duvidosos.
Como as atas das reuniões de alguns órgãos, para serem aprovadas, precisam de parecer de comissão jurídica, até quando um assunto contrário aos seus interesses é aprovado, eis que uma nova oportunidade de debate surge, com pareceres que deturpam o deliberado.
Pastor e advogado
O problema se agrava quando dirigentes, além de pastor e bacharel em direito, são também narcisistas. Nessa condição, proclamam sua lucidez superior, sua divina e inquestionável autoridade para interpretar “a lei maior”, a Bíblia, acima de qualquer outro simples mortal; usam toda a influência psico-política que a função pastoral exerce e maximiza sua portabilidade da carteira de filiado à OAB para proferir sentenças, sim, sentenças, não pareceres, em relação a tudo.
Diante desses, que enfiem o rabo entre as pernas todos os seus “interlocutores”, se não quiserem correr o risco de serem lançados na fogueira da marginalização (via difamação), bem ao estilo da Santa Inquisição, ou, no bom “advoguês”, se não quiserem “ser processados” – antiga ameaça usada por dominadores de cultura coronelista, para amedrontar gente empobrecida e ignorante.
A necessidade de assessoria jurídica
Não que seja errado contar com uma assessoria jurídica, nem que a colaboração dos irmãos da área do direito seja dispensável. Pelo contrário, a contribuição de bons advogados, especialmente honestos, verdadeiros, crentes sérios e não mero clientes de banco (de igreja) é essencial em nossas Assembléias. O que não podemos deixar continuar acontecendo é a absolutização de pareceres de indivíduos ou grupos de advogados, sob a alegação de que se trata de “parecer técnico” (leia-se sentença), como se isso significasse, necessariamente, neutralidade política.
Neutralidade política?
Neutralidade política é uma posição que não existe. Nem mesmo nas sentenças da magistratura existe neutralidade política. Todas as nossas palavras, sejam manifestas através de linguajar técnico ou popular, produzem efeitos e, portanto, a elas subjaz interesse político, mesmo que seja o de ficar omisso. Omissão e neutralidade são igualmente posicionamentos políticos.
O sentido verbal da advocacia
Advogar – em seu sentido verbal - não é prerrogativa de bacharéis da área do direito, sejam eles atuantes na iniciativa privada, sejam eles funcionários públicos pagos com dinheiro do nosso trabalho. Advogar é uma possibilidade inerente a todos os seres humanos. Todos nós fomos dotados da capacidade de defender nossos interesses. O que se pode discutir é se estamos devidamente qualificados para advogar todas as causas e se estamos socialmente autorizados, através das leis, para o seu exercício nos tribunais do Poder Judiciário.
Qualificação para advogar
Em relação à qualificação, claro é que isso depende do tempo investido por cada um no estudo das leis. Destaco no estudo, porque encontramos pessoas com diploma de Bacharel em Direito que, além de não terem sido estudiosas na faculdade, não mais investiram em leitura depois de receber o diploma, a carteira da OAB ou serem aprovadas num concurso para ser funcionário público do Poder Judiciário.
Por outro lado, há pessoas que nunca foram ao banco da faculdade de direito, mas, como autodidatas, estudam séria e profundamente os assuntos do seu interesse; nunca entraram numa faculdade de direito, não tem carteira da OAB, mas defendem seus direitos como ninguém. É o caso de Jesus em relação aos pecadores, na linguagem didatica usada por João (I Jo. 2.1).
Autorização para advogar
Quanto à autorização para advogar nos tribunais, esta é uma matéria definida pela lei de cada país. Há causas que não exigem presença de advogado e que o próprio interessado, se julgar-se capaz, pode preparar a defesa de seus interesses. Há outras em que o cidadão sequer pode comparecer à presença do juiz se não estiver acompanhado de um profissional do direito, devidamente habilitado na forma da lei.
Destaque-se ainda que a exigência de advogado definida em lei é fruto, como toda legislação, tanto de estudos sérios e profundos em defesa do interesse democrático da cidadania, quanto de lobbies profissionais em defesa de interesses corporativos e até casuísticos.
Fóruns do Poder Judiciário e Assembléias Batistas
Se há exigência da presença de advogados na maioria dos fóruns do Poder Judiciário, o mesmo não ocorre nas assembléias democráticas dos batistas. Nas assembléias, cada membro-mensageiro é advogado e a sentença é proferida pelo voto da maioria dos presentes. Assim, a razão para contarmos com o auxílio de advogados em nossas assembléias visa tão somente estarmos cientes do cumprimento ou não das leis do país e não para sermos subjugados por alguns, cuja desonestidade é visível, conquanto membros de igrejas.
Sentenças da Assembléia e Sentenças do Poder Judiciário
Parecer de assessoria jurídica sempre será parecer. Cabe ao plenário dar a sentença, pelo voto de aprovação ou rejeição ao parecer, podendo orientar-se ou não por ele. Se o assunto for controvertido e a sentença do plenário ao parecer provocar prejuízos claros de qualquer natureza – seja à instituição, seja aos interesses particulares dos integrantes -, que se busque recuperar o prejuízo através de sentença do Poder Judiciário, na forma da lei. Afinal, não pregamos, nós batistas, corroborando com Paulo, que a autoridade – inclusive a do Poder Judiciário – foi instituída por Deus (Rom. 13.1,5) e está a serviço de Deus (Rom. 13.6)?
O que não pode continuar acontecendo é a soberania das assembléias estar subordinada à interpretação que um advogado ou mesmo um grupo deles, dá aos textos da lei. Sim, falo de interpretação porque, na maioria dos casos, chama-se de “parecer jurídico” uma mera interpretação de texto. Não existe interpretação técnica desvinculada de algum tipo de posicionamento político, explicito ou implícito, objetivo ou subjetivo.
Prerrogativa de interpretação de textos
Interpretação de texto também não é prerrogativa de bacharéis em direito. Pressupõe-se que todos que passam pelos bancos de uma escola são ensinados a interpretar textos desde quando são ensinados a ler, até porque toda leitura, sem exceção, é uma interpretação. Além disso, diversas outras atividades profissionais – além das do Direito - exigem especialidade em interpretação de textos, inclusive o pastorado.
Precisamos, portanto, entender melhor o conceito “interpretação de texto” tanto quanto “parecer jurídico”, “parecer técnico”, “manipulação política”, pois todos estão relacionados ao exercício da advocacia e são direcionados para um objetivo que interessa ou, no mínimo, salta inconscientemente, como um ato falho, aos olhos de quem dá o parecer.
Consideração final
Já identifiquei 5 magistrados e uma infinidade de advogados na igreja à qual sirvo como pastor. Já trabalhei em mais de uma dezena de comissões de reforma de Estatuto ou Regimento Interno, de igrejas ou instituições batistas, ao lado de excelentes advogados. A alguns deles devoto uma admiração imensa, seja pela competência técnico-profissional, seja pelo caráter, pela maneira respeitosa, amorosa, sem empáfia, como tratam seus semelhantes. Esses compreenderão e certamente se aliarão ao espírito deste texto: o de coibir aqueles que estão transformando nossa democracia em “advocracia”; que, escondendo-se atrás de um título, um diploma ou carteira da OAB, semeiam a usurpação, tratam nossa gente como feudos de ignorantes, destruindo um dos principais pilares das instituições batistas que é a soberania democrática de suas assembléias.
Para quem ainda não sabe, a Igreja Batista da Graça, SSA, faz parte do rol cooperativo da Convenção Batista Brasileira. Isso significa que nos unimos em comunhão a outras igrejas batistas para fins de cooperação em todas as áreas ministeriais das igrejas.
Anualmente tais igrejas se reúnem, representadas por parcela de seus membros, a fim de examinar e aprovar os relatórios das organizações da Convenção, serem inspiradas e desafiadas a aprofundarem a fidelidade espiritual e experimentarem a comunhão cristã.
A última assembléia aconteceu em Cuiabá com mais de 1000 mensageiros e transcorreu num clima de harmonia. As reuniões noturnas e parte das sessões matutinas foram inspirativas, com diversas mensagens desafiadoras e expressões de adoração através da música.
Em relação aos relatórios das organizações, por definição regimental foram examinados através de câmaras setoriais. As câmaras de educação ministerial, educação religiosa, missionária e ação social, aconteceram no sábado, 23, à tarde.
De uma maneira geral destaco a ascensão da Junta de Missões Nacionais. Quanto as demais, percebo a JMM caminhando, a Jumoc dando sinais de vida, outras se movimentando sem clareza de objetivos e os seminários do Sul e do Norte em situação de crise administrativo-financeira.
Particularmente me senti muito feliz vendo funcionar, pela primeira vez, a Câmara de Ação Social, inclusive com relatório do departamento de Ação Social do Conselho que agora conta com um diretor de tempo integral. Isso fez reascender a esperança de maior estímulo às igrejas no cumprimento do seu papel social.
Fui a Cuiabá com dois assuntos em mente: a filosofia e formato dos relatórios e a constituição do Conselho Editorial d’O jornal Batista. Entretanto, um novo assunto surgiu ao chegar lá, relacionado às pastoras batistas o que me fez deixar o assunto OJB para outra ocasião.
Em relação aos relatórios, foi aprovada a criação de um GT da Transparência Batista para estudar filosofia e formato de relatório que os torne mais tecnicamente transparente. Farei parte deste GT juntamente com outros quatro líderes, representando cada uma das cinco regiões geo-políticas do país.
Quanto às pastoras, creio que se fez justiça àquelas que já haviam sido aceitas pelas ordens estaduais, antes de 2007, quando ficou definido que pastoras não seriam aceitas.
A próxima assembléia acontecerá em Niterói, em janeiro de 2011.
Compartilho com os batistas e com todos os cidadãos brasileiros interessados na questão da transparência em nossas instituições públicas, o documento que gerou a criação de um GT que estudará a filosofia e formato dos relatórios das organizações executivas e auxiliares da Convenção Batista Brasileira, visando torná-los ainda mais tecnicamente transparente.
Agradeço aos líderes de diversas regiões do país que, acreditando na proposta, subscreveram o documento, possibilitando que fosse examinado pela Comissão de Assuntos Especiais e aprovado pela 90 Assembléia Anual da CBB, reunida em Cuiaba.
Tecerei novos comentários ao assunto posteriormente.
xxx
À Comissão de Assuntos Especiais da 90 Assembléia da CBB
Assunto: GT da transparência batista
Os convencionais signatários deste documento, vêm, na forma do Estatuto e Regimento da CBB, submeter a esta magna assembléia, as seguintes considerações e proposições:
Considerando que, para que se tenha conhecimento da realidade das organizações executivas e auxiliares da CBB através dos relatórios, esses precisam ser tecnicamente transparentes;
Considerando a impossibilidade dos mensageiros das igrejas cooperadoras da CBB de apresentarem recomendações eficientes e eficazes às organizações (ou mesmo contribuir para um planejamento organizacional – estratégico, tático e operacional) se não houver dados comparativos referentes a determinado período;
Considerando a impossibilidade dos mensageiros das igrejas cooperadoras da CBB, de tomarem decisões sólidas sem informações objetivas e transparentes;
Considerando que as exigências contidas no Art. 54 do Regimento Interno, não são claras quanto às informações que precisam ser dadas, para que a Assembléia tenha condições efetivas de conhecer a realidade das organizações;
Considerando que o formato dos atuais relatórios privilegia mais relatos de atividades do que de dados, em alguns casos até sem relação objetiva e clara com a missão e visão estratégica das organizações e da própria CBB;
Considerando a ausência, nos relatórios apresentados à CBB, de dados comparativos com anos anteriores para que se possa avaliar o desenvolvimento das organizações;
Considerando as experiências negativas na área econômico-financeira, nos últimos anos (Juerp, Jumoc, Juratel, OJB, JMN, STBSB e STBNB), sem que os mensageiros das Assembléias dispusessem de informações objetivas para que, a tempo, pudessem recomendar medidas necessárias;
Propomos:
1.Que a diretoria da CBB nomeie, nesta assembléia, um GT da transparência batista, composto de 5 membros sem vínculos empregatícios com instituições da Convenção, para reavaliar filosofia e forma dos atuais relatórios e propor, na próxima assembléia, um novo formato de relatório que corrija as deficiências supramencionadas;
2.Que na elaboração do novo relatório, o GT defina os dados essenciais (de finanças, patrimônio, pessoal, produção editorial, atividades gerais, etc.) que cada organização deve apresentar e o período de tempo, para efeito de comparação;
3.Que, ao resultado deste trabalho, o GT de uma redação adequada à inclusão no Regimento Interno da CBB;
4.Que na próxima convocação da Assembléia seja incluída a reforma da cláusula regimental referente ao relatório das organizações.
Cuiabá, 23 de janeiro de 2010 xxx Leia aqui a proposta encaminhada pelo GT em janeiro de 2011, em Niterói, encaminhada pelo Presidente da CBB ao Conselho Geral e reapresentada com falha técnica na convocação, em janeiro de 2012 (Foz do Iguaçu) ficando sobre a mesa até janeiro de 2013
"Segundo o presidente da OPBB, pastor Orivaldo Pimentel, não houve uma decisão para a aceitação pela OPBB de qualquer pastora, mas apenas daquelas que atendam aos pré-requisitos da entidade e que tenham se filiado à mesma através das sessões estaduais antes da Assembleia de 2007"
Pastores, pastoras e povo batista em geral, de todo o Brasil, estão atentos e prontos a denunciar eventuais lucubrações que possam vir a ocorrer, no sentido de se tentar interpretar a decisão tomada pela assembléia de Cuiabá 2010, da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil, de maneira desfavorável às pastoras, dificultando o reconhecimento do direito que nunca deveria ter sido negado a todas elas e muito menos agora, a algumas delas, diante da decisão da tomada.
O que esperamos dos dirigentes da OPBB, agora sob a presidência de Lécio Dornas:
1. que as pastoras beneficiadas pela decisão de Cuiabá, não tenham privilégios que os pastores não têm;
2. que às pastoras, não sejam feitas exigências que não eram feitas aos pastores à epóca da filiação, na seção que as recebeu;
3. que a direção nacional, portanto, não se envolva no processo de filiação das pastoras, se não se envolve na dos pastores;
4. que a aplicação das normas seja feita em espírito de amor e justiça e não de acordo com a filosofia: "para os amigos as facilidades da lei; para os inimigos, os rigores da lei", pois as pastoras não são nossas inimigas. São seres humanos, criadas igualmente à imagem e semelhança de Deus, resgatadas igualmente pelo sacrifício do Cristo, comissionadas igualmente para ir por todo o mundo, fazer discípulos e batizá-los "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho mandado".
Quando penso no lugar onde trabalho como pastor e nas condições que me são oferecidas e comparo com o lugar onde a maioria das pastoras está trabalhando e as condições que a elas têm sido oferecidas, sinto vergonha só de pensar na humilhação a que têm sido submetidas, sendo tratadas como "vocacionadas de segunda classe" que não estão à altura de compartilhar a mesma organização.
A Associação dos Diáconos Batistas do Brasil não só aceita diaconizas, mas é presidida por uma delas.
A Ordem dos Advogados do Brasil é composta também de Advogadas.
Entre os pastores batistas, entretanto, há quem justifique que a Ordem é dos "pastores" e não das "pastoras".
Para alguns colegas, dividir a Ordem com mulheres parece ser vergonhoso, ainda que a maioria de nós pastores divida teto, mesa e cama diariamente com uma delas.
Não estou aqui semeando conflitos.
Não confunda paz com ausência de tensão. Ausência de tensão é sinônimo de morte não de paz.
Paz que não é construida em bases amorosas e justas não é paz, é ausência de vida.
Nem estou aqui semeando divisão. Unidade que não é contruída em bases amorosas e justas não é unidade, é opressão.
Muito menos estou aqui defendendo posições antibíblicas. Posições bíblicas saudáveis são aquelas cuja fundamentação se dá em bases hermenêuticas sólidas e não incoerentes.
Se sou contrário à liderança da mulher por "razões bíblicas", deveria ser, também, contrário à liderança delas em todas as áreas da vida e não somente no ministério.
Se defendo o silêncio da mulher na igreja (igreja gente, não templo), por "razões bíblicas", deveria ser, também, contrário a que se manifestassem em todas as atividades da igreja.
Se aplico literalmente textos bíblicos para manter a mulher na condição de cidadã de segunda categoria, assim deveria agir, também, em relação a roupas, cabelo, uso de bijuterias, maquiagem, diálogo em público, ocupação de assento no templo, só pra exemplificar.
Que Deus nos ajude a sermos misericordiosos em nossas dificuldades naturais de enxergamos e interpretarmos as realidades de maneira compatível com o espírito do evangelho que produz vida e que haja em nós o firme propósito de nos guiarmos pelo espírito que vivifica e não pela letra fria que produz morte.
"Em reunião realizada no dia 15 de outubro a Convenção Batista Brasileira e a Ordem dos Pastores Batistas do Brasil vêm comunicar ao povo batista:
I. Reafirmamos à luz da Declaração Doutrinária da CBB que a convocação de concílios de exame e consagração ao ministério pastoral são prerrogativas e competência inalienáveis e exclusivas da igreja local;
II. o Estatuto da OPBB foi homologado pela CBB e não está sob qualquer questionamento;
III. o Regimento Interno da OPBB está em vigor pleno e em processo de aperfeiçoamento pela própria Ordem;
IV. denunciamos que lamentavelmente vêm acontecendo concílios que fogem à praxe batista e aos procedimentos mais recomendáveis à luz das Escrituras Sagradas;
V. a diretoria da CBB ofereceu várias sugestões quanto à redação dos documentos constitutivos da OPBB, que serão apreciados pela Ordem;
VI. a CBB apreciará e decidirá sobre os critérios de realização de concílios de exame, contidos no Regimento Interno da OPBB, para que tenham também valor de recomendação para as igrejas;
VII. a CBB e a OPBB reafirmam que continuam percorrendo o mesmo caminho de convivência e cooperação no serviço do Reino.
Rio de Janeiro, Dia Batista do Brasil de 2009.
Pr. Dr. Josué Mello Salgado
Presidente da CBB
Pr. Orivaldo Pimentel Lopes
Presidente da OPBB
Autorizamos a reprodução deste conteúdo única e exclusivamente se a fonte for citada como Convenção Batista Brasileira e com a inclusão do link para www.batistas.com (na internet). "
XXXXX
Percebe-se que o assunto não está resolvido.
A nota publicada apenas representa que há uma consciência e um esforço de que a diretoria da OPBB e a diretoria da CBB, por seus representantes, não devem continuar discutindo através da midia.
Por isso, sentaram-se em torno de uma mesa, discutiram o assunto, concluiram que não há convergência na prática adotada, mas apenas no princípio de soberania da igreja local na questão de concílio.
Assim, a Assembléia, em Cuiaba, deverá decidir se a prática adotada pela OPBB representa exigência ou imposição que prejudica a soberania da igreja local na consagração, ordenação ou o nome que se quiser usar.
Se prevalecer, na Assembléia, a forma adotada pela OPBB, penso que teremos um problema maior a resolver do que o mal resolvido problema da consagração de pastoras. Tanto creio assim que estava pensando em não ir em minha última reunião como conselheiro, em novembro, mas começo a mudar de idéia. Por isso, penso que devemos dar uma atenção muito especial ao assunto.
O bacana da história é que nós pastores ficaremos como salsicha dentro do pão ou, entre a cruz e a espada. De um lado, nosso corporativismo dirá: defenda a Ordem; do outro, o individualismo gritará: defenda a soberania de sua igreja.
Pessoalmente, em que pese concordar com toda iniciativa que venha criar condições para um ministério pastoral mais qualificado, não me enxergo defendendo nada que fira a beleza da soberania da igreja local, simplesmente porque, no meu modo de pensar, a soberania da igreja local retrata a teologia da soberania de cada indivíduo em sua relação com Deus.
“Dessa forma o amor está aperfeiçoado entre nós, para que no dia do juízo tenhamos confiança, porque neste mundo somos como ele.” (1 João ...
Fundamentos da minha fé
"Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu filho unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3.16)
"Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar nossa vida por nossos irmãos" (I Jo. 3.16)
"Sabemos que já passamos da morte para a vida porque amamos nossos irmãos" (I Jo. 3.14)
"Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus" (I Jo. 3.17)
"E eles também responderão: 'Senhor, quando te vimos com fome ou com sede ou estrangeiro ou necessitado de roupas ou enfermo ou preso e não te ajudamos?' Ele responderá: 'Digo-lhes a verdade: o que vocês deixaram de fazer a alguns destes mais pequeninos, também a mim deixaram de fazê-lo'". (Mt. 25.44-45)
-
*FILOSOFIA DA MENTE E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL:*
MÁQUINAS E HUMANOS REFÉNS DE CÓDIGOS E MOLDURAS
Willians Moreira Damasceno[1]
*Resumo: *Este artigo d...
Erros e Problemas Comuns no Blogger
-
Veja como Corrigir Falhas do Blogspot rapidamente. Dicas Uteis para
solucionar alguns problemas e falhas do Blogger que já aconteceram com a
maioria dos do...
SOBRE JULGAMENTOS
-
“Há duas coisas que o Senhor Deus detesta: que o inocente seja condenado e
que o culpado seja declarado inocente.” Provérbios 17:15 Nesses dias de
esfriam...
Abo Imo Pectore
-
ABO IMO PECTORE. Esta expressão do latim significa: “do fundo do meu
coração”; é quando permito ir ao fundo de mim mesmo e conheço os reais
motivos que me ...
Há 17 anos
"Ninguém se espante me vendo com criaturas tidas como envolventes e perigosas, da esquerda ou da direita, da situação ou da oposição, antirreformistas ou reformistas, antirrevolucionárias ou revolucinárias, tidas como de boa ou de má fé.
Ninguém pretenda prender-me a um grupo, ligar-me a um partido, tendo como amigos os seus amigos, e querendo que eu adote as suas inimizades. Minha porta e meu coração estarão abertos a todos.
Absolutamente a todos. Cristo morreu por todos os homens. A ninguém devo excluir do diálogo fraterno."
(Dom Hélder Câmara, em sua posse como arcebispo de Olinda e Recife, na década de 60, durante o período do regime militar no Brasil)
"A vida me mostrou que a seriedade e importante para a carreira, mas precisamos redefinir seriedade. Profissionais serios, engajados naquilo que fazem, estao sempre se aprimorando, buscando a excelencia. a seriedade, qua do se traduz em compromisso (com a empresa e com os colegas de trabalho), tem a ver com resultado. Mas nao com cara amarrada. Lideres que conseguem unir a seriedade ao bom humor tem maior facilidade de criar um ambiente agradavel e de alto desempenho" (Eugenio Mussak, professor de MBA da FIA e consultor da sapiens Sapiens, em VOCE S/A, março 2010)