segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Preferia a alternância, mas ela não ocorreu.

Preferia a alternância, mas ela não ocorreu. Paciência.

Votar na contramão da minha própria história eleitoral foi pra mim o grande desafio. A alternância, o voto em símbolo, o espírito de cardume, a aparência de intelectualidade, a espiritualidade seletiva, as bravatas, a rejeição, os rótulos, os discursos destituidos de conexões mínimas com a factibilidade retrospectiva ou perspectiva, os fantasmas do medo, enfim, foram mais fáceis de serem enfrentados, pois são pontos em adiantado processo de superação, seja através de reflexões teóricas, seja em processos de psicanálise. Decidir, repito, modificar um histórico eleitoral linear, foi o maior desafio. (Digo histórico eleitoral, pois o difiro de histórico político-ideológico. Mas esse seria um outro assunto).

Termino o domingo feliz.

Feliz porque consegui vencer a mim mesmo, ao reafirmar a liberdade para seguir  o que minha consciência, coração, razão sinalizaram.

Feliz porque se o segundo mandato #Dilma for melhor (acho difícil pela piora, pra ela, no perfil do Congresso) em quesitos essenciais, estruturantes, ótimo para todos, até porque não me declarei antiisso ou antiaquilo; se não - se for pior - poderei lembrar-me de que, juntamente com 54,70% dos eleitores brasileiros (soma dos que optaram por anular, deixaram branco ou votaram em Aécio, fora os 21,10% que optaram por não ver o desfile com as "roupas novas") percebi que a rainha estava, aos meus olhos, seminua no mínimo e não deixei de gritar -  o Rei está nu - em meio a multidão dos 51,64% que, sem demérito ou juizo de valor, não enxergaram o que ou como enxerguei.

Continuarei minha luta e minhas ações na mesma linha e direções que caracterizam minha caminhada, com acertos e erros, fazendo o melhor à luz do que consigo enxergar, com meus próprios olhos.

Que Deus abençoe #Dilma, manifestando assim sua graça e misericórdia para com este povo sofrido.

domingo, 26 de outubro de 2014

Meu voto e a Igreja Batista Graça, SSA

Agradeço a Deus pela Igreja Batista da Graça e sua reação às minhas escolhas eleitorais.

Durante os aproximadamente 10 anos que a pastoreio, sempre deixei minha preferência eleitoral ser conhecida. Nesses anos todos, aqueles que não votaram em candidato do PT à presidência sabiam em quem eu votava. Nunca nenhum deles me desrespeitou por isso e vice-versa.

Nesses últimos 60 dias, quando deixei que soubessem que, pela primeira vez, não votaria em candidato à presidência do PT, tenho sido, da mesma forma, respeitado pelos eleitores da Dilma, membros da IBG.

Não separo minha vida espiritual das demais áreas da minha vida, mas sempre procuro diferenciar os espaços das minhas manifestações.

Nos cultos não manifesto minhas preferências eleitorais, pelo menos não conscientemente. Quando preciso usar uma ilustração do universo político, procuro deixar claro que não se trata de ataque ao usado como ilustração. Em meu blogger, twitter ou linha do Tempo do Facebook expresso com toda a liberdade a que tenho direito como cidadão.

Adoto esta postura por uma simples razão: nos cultos vão pessoas de todas as matizes ideológicas em busca, em tese, de aproximação com Deus. Lá, anuncio princípios que creio serem da Palavra de Deus e fica para cada um a responsabilidade de aplicá-los em suas escolhas concretas.

Não é o caso desta Linha do Tempo, do Twitter ou Blogger. Nesses vêm aqueles que querer saber o que digo ou faço. Vêm porque querem. 
Ficam porque querem. Se não quiserem têm duas opções:


1. Fazem um comentário contrário ao meu modo de pensar (sem agredir-me, claro, pois não sou masoquista. Se agredir, deleto);
2. Deixam minha lista de amigos ou deixam de ler o que publico.

Sempre fiz esta distinção. Se é a melhor ou pior, o juízo é de cada um. Mas sempre agi assim.

Por isso, na Igreja Batista do Pinheiro, em Maceió, podia-se identificar claramente a pluralidade de posicionamentos.

Por isso, na Igreja Batista Emanuel em Boa Viagem, Recife, podia-se identificar claramente a pluralidade de posicionamentos.

Por isso, na Igreja Batista da Graça, em Salvador, na qual hoje pastoreio, pode-se identificar claramente a pluralidade de posicionamentos.

E assim será até que me convença a mudar. E posso mudar. A vida me foi dada por Deus e sou livre pra fazer escolhas. Liberdade é graça de Deus, é minha salvação em Cristo Jesus. Sempre me empenharei para exercitá-la graciosamente.

Desta feita decidi alternar. Não vou com a candidata do PT.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Quando bate a solidão (18.10.1998)

Quando bate a solidão e a sensação de se estar só domina o coração,
O vazio invade a vida, tudo ao redor transforma-se em deserto
E a existência fica sem significado,
A conclusão a que chegamos é tenebrosa e assustadora:
Não vale a pena viver!

Quando bate a solidão e a sensação de se estar só domina o coração,
A madrugada parece não ter fim, o trabalho fica enfadonho,
O amor fica doloroso,
A esperança se iguala ao vento,
A conclusão a que chegamos é tenebrosa e assustadora:
Não vale a pena amar!

Quando bate a solidão e a sensação de se estar só domina o coração,
A realidade torna-se insuportável, a fantasia se transforma em carrasco,
E o sonho vira ilusão utópica,
A conclusão a que chegamos é tenebrosa e assustadora:
Não vale a pena sonhar!

Quando bate a solidão e a sensação de se estar só domina o coração,
A pessoa amada fica distante, o passado vira fumaça,
O futuro é apenas escuridão, o presente fica indefinido,
E o tempo torna-se insuportável,
A conclusão a que chegamos é tenebrosa e assustadora:
Não vale a pena esperar!

Quando bate a solidão e a sensação de se estar só domina o coração,
O sono desaparece, a música entedia,
A tristeza passa a ser o oxigênio,
E a desconfiança, o sangue que rega a vida,
A pergunta que fazemos é tenebrosa e assustadora:
Vale a pena ter fé?

Quando bate a solidão e a sensação de se estar só domina o coração,
Perguntas tenebrosas e assustadoras surgem com emoção:
Vale a pena viver?
Vale a pena amar?
Vale a penas sonhar?
Vale a pena esperar?
Vale a pena ter fé?
Vale a pena?

Vale a pena, pois a solidão é uma ilusão necessária
que se desfaz na realidade incontestável:
Deus está presente!

(Escrita em outubro de 1998, em função de mensagem produzida sobre a vida de Elias e publicada no Boletim 41 ANO V, da Igreja Batista Emanuel em Boa Viagem, Recife, PE, em 18/10/1998)

sábado, 4 de outubro de 2014

Cuba, USA e PT: símbolos e realidades

Há momento na vida que nos guiamos por símbolos, pela dificuldade de lidarmos com a realidade. O amadurecimento nos leva a, paulatinamente, sermos capazes de diferenciar símbolo de realidade e administrá-los.

Na política há casos emblemáticos. Cuba, USA e PT são exemplos.

Cuba. Uma é a Cuba simbólica, outra a real.

A simbólica é aquela que representa em nosso imaginário a resistência de um povo empobrecido diante de um enriquecido do planeta; a resistência da "colônia" ao império; a luta entre David e Golias. Isso a torna admirável àqueles que, reconhecendo a profunda e injusta desigualdade, veem nela o que deveria estar presente na vida de todos: a luta por justiça social, a capacidade de resisitir, símbolo que eu também admiro.

A realidade porém, retrata elementos que não são tão admiráveis. Um deles, pra minha personalidade, é a impossibilidade do exercício da liberdade de iniciativa, da liberdade de ir e vir, do controle estatal sobre a privacidade.

Conheço pessoas cujo discurso é ferrenho em defesa dos direitos individuais, da dignidade humana, da liberdade de escolha, mas quando falam de Cuba suas línguas travam, seus olhos se fecham e tudo que elas conseguem fazer é aplaudir a Ilha que, para elas, NÃO parece ser a Ilha da fantasia. É.

USA. Um é o país simbólico, outro o real.
O simbólico é aquele em que as coisas funcionam. A justiça é ágil, o bem-estar social e a ética predominam, a cidadania individual é respeitada, o acesso aos bens materiais que torna a vida mais confortável é mais "fácil", a liberdade individual é respeitada. Esses elementos eu também admiro.

A realidade, porém, nos apresenta elementos discutíveis. A coisificação do ser, o massacre impiedoso fora de suas fronteiras quando seus interesses são afetados, a massificação ideológica através do marketing, são exemplos que questiono.

Conheço pessoas cujo discurso em defesa dos USA imaginário é tão forte que tornam-se incapazes de perceber que também há elementos nocivos no modelo de vida predominante que precisam ser questionados.

PT. O partido do imaginário e o real.
Aqui parece ser desnecessário entrar em detalhes. Apenas dizer que ocorre o mesmo. Para uns o PT é idolatrado como Deus, para outros, ridicularizado como o cão. Enquanto isso não for administrado em nossas cabeças seremos regidos pelo mesmo princípio que regeu a ditadura militar brasileira: Brasil, ame-o ou deixe-o.

Pra mim, PT não é Deus, nem demônio. É um partido que não tem controle sobre minha mente e coração. Eu o controlo em minha mente e coração, não o inverso. Esse fato me deixa livre para apoiá-lo e criticá-lo sempre que eu assim entender e não porque pessoas de quem gosto e admiro querem.

Nessas eleições presidenciais não o quero mais no cargo máximo. O real venceu o imaginário. Ponto. Vou com Marina 40. E tenho o maior respeito por quem pensa diferente e vai com Levy Fidelix. Já dizia minha avó: uns gostam do olho, outros do remelo e gosto não se discute, no máximo se dialoga e se respeita!

Sim, vou com Marina, 40

Não sou Juiz, não sou Promotor Publico, não sou da Polícia Federal, muito menos sou imune a pecados.

Sou um cidadão não filiado a partido (e isso não é virtude), que abomina os governos Dilma, Lula e FHC por não terem se empenhado por uma reforma político-eleitoral.

Sou um convencido de que todas as benesses de governos para com os empobrecidos os tornam dependentes se não houver reformas estruturais que deem a eles autonomia para participarem dos processos de escolha de seus dirigentes, poder para retirar os maus representantes e acesso pleno à informação. Isso exige muito mais do que alguns reais mensalmente em suas contas, anos após anos, em que pese crer ser um bom meio transitório em meio à fome e à injustiça social epidêmicas no país.

Sou um cidadão que acreditou que um segundo mandato seria necessário para Lula fazer tais reformas, mas ele não fez; um terceiro mandato para o PT fazer isso com Dilma, mas não fez. Hoje acredito que seria burrice de minha parte dar uma quarta chance.

Se isso não bastasse, a lista de corrupção nos faz perder o fôlego. E não estou falando da corrupção de terceiros, descobertas pela Polícia Federal. Refiro-me à que envolve membros do Partido. (Jamais me esquecerei de como o ex-diretor da Polícia Federal foi mandado pra china, ops, Portugal, sob pressão de Gilmar Mendes, "coincidentemente" quando a PF descobriu um irmão de Lula envolvido em falcatruas). Refiro-me aos conchavos com Sarney (MA ou AP?), Collor (AL), Renan (AL) Malluf (SP), Barbalho (PA) ...

Não, não tenho a ilusão de que com Marina, em um passe de mágica, tudo será diferente, mas, como nossas decisões levam em conta o histórico da pessoa, já sei, pelo histórico, porque não devo manter o PT ou reconduzir o PSDB à presidência.

Marina é a via alternativa para continuar lutando pelo pão que cada um deve ser capaz de colocar sobre a mesa e não por migalhas que deixam cair em nossas contas, sim migalhas em relação aos montantes da corrupção que dirigentes derramam em suas contas.

Se está esquecido, de uma olhada nesta lista: https://pt-br.facebook.com/karlmarxdadepressao/posts/261163790748690

Amanhã, 5.10.2014, vou com Marina, 40.

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Temas da reforma político-eleitoral que não avançam
1 – Sistemas Eleitorais
1.1 Sistema majoritário. 
1.2 Sistema proporcional 
1.2 Sistema misto 
2 - Financiamento eleitoral e partidário 
3- Suplência de senador 
4- Filiação partidária e domicílio eleitoral 
5- Coligação na eleição proporcional 
6- Voto facultativo 
7- Data da posse dos Chefes do Poder Executivo 
8- Cláusula de desempenho 
9 - Fidelidade partidária 
10 – Reeleição e Mandato 
11 – Candidatura avulsa