sexta-feira, 6 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Línguas afiadas, ouvidos de bonecos
“Na época áurea de Hollywood, duas mulheres disputavam ferrenhamente o posto de fofoqueira mais poderosa da América: Louella Parsons (1881-1972) e Hedda Hopper (1885-1966) (J.G.Couto, Carta Capital, 4.11.09 )
Famílias se dividem, igrejas perdem o brilho, partidos se repartem, pessoas ficam desempregadas, desesperadas e estigmatizadas, relacionamentos são prejudicados simplesmente pelo poder destruidor da palavra.
Não se trata, portanto, de tema de segunda categoria. É assunto que merece atenção.
Pessoas de língua afiada brotam como erva daninha em qualquer ajuntamento humano. Frustradas, com complexo de inferioridade, não imaginam que podem superar, através de caminhos saudáveis, os traumas impostos pela vida. Humilhar, acreditam, seria o antídoto para o sentimento de humilhação que carregam. Destruir a imagem alheia abafa a dor de seus abalos.
Não nos enganemos. As mais poderosas línguas afiadas não se caracterizam por falar muito. Pelo contrário, falam pouco, sem serem notadas. Não falam abertamente em grande grupo. Preferem a “boca miúda”, o “pé de ouvido”. Escolhem cuidadosamente a quem falar. Sabem como espalhar um boato, uma difamação, correndo o mínimo possível de risco de serem descobertas.
Como ventríloquos, seus maiores aliados são os ouvidos de bonecos.
Quem dá ouvido a fofocas, revigora o linguarudo. Repassando informação sem certificar-se, sem ouvir o outro lado, reage exatamente do jeito que o produtor de fofocas espera. Por isso, a postura de quem dá ouvidos é tão danosa quanto a de quem tem língua afiada. Quem tem ouvidos de boneco pode ser classificado de fofoqueiro passivo.
É claro que há situações em que não há como fugir. Por uma questão de educação aguardamos o fim da “conversa”. Na esperança de não perder o relacionamento, evitamos confrontar a peçonhenta pessoa e nos retiramos.
Se, entretanto, quisermos ajudar tais pessoas, o melhor caminho é levá-las a perceberem as causas de tal postura, os sentimentos que as levam a serem intrigantes. Caso não nos sintamos preparados para isso, o melhor é não levarmos a sério o que elas dizem e, em último caso, nos afastarmos delas.
Nas igrejas, línguas afiadas e ouvidos de bonecos encontram no ativismo religioso, no conhecimento bíblico, na aparência de espiritualidade, ótimos esconderijos. Portanto, se nosso interesse é cooperar com a construção e manutenção da comunhão, prestemos atenção para não bebermos "água doce" de fonte salgada.
As palavras
Sérgio Pimenta
As palavras não dizem tudo
Mesmo que o tudo seja facíl de dizer
Com certeza fala bem melhor o mudo
Se sua atitude manifesta o que crê.
Compromisso submisso omisso
Ou faz o que fala ou se cala de uma vez
Que não venha sobre si justo juizo
Pois terrivel coisa é cair nas mãos do rei
Mesma lingua que abençoa amaldiçoa
Mesma lingua canta um hino e traz divisão
não pode da mesma fonte o doce e amargo
se Cristo habita de fato no coração
As palavras
Sérgio Pimenta
As palavras não dizem tudo
Mesmo que o tudo seja facíl de dizer
Com certeza fala bem melhor o mudo
Se sua atitude manifesta o que crê.
Compromisso submisso omisso
Ou faz o que fala ou se cala de uma vez
Que não venha sobre si justo juizo
Pois terrivel coisa é cair nas mãos do rei
Mesma lingua que abençoa amaldiçoa
Mesma lingua canta um hino e traz divisão
não pode da mesma fonte o doce e amargo
se Cristo habita de fato no coração
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Incentivo e alerta
O incentivo:
"Os Beatles foram recusados pela Decca Records. Fred Astaire, numa seleção de elenco no começo da carreira teve a seguinte crítica: "Baixo, sem carisma, sabe dançar um pouco." Max Lucado, que já vendeu 65 milhões de livros, foi recusado por 15 editoras. O livro Fernão Capelo Gaivota foi recusado por 13 editoras. O projeto Walt Disney World foi recusado por 67 bancos (os gerentes diziam que a idéia de cobrar um único ingresso na entrada do parque não daria lucro)."
O alerta:
"É óbvio que mestrado e doutorado são títulos meritórios. Contudo, como aluno e como coordenador de universidades e cursos, informo que alguns dos melhores professores que conheci não tinham títulos, pois dedicavam todo o seu tempo à sala de aula, ao front. Tive professores maravilhosos e ruins, tanto com quanto sem títulos. Tenho mestrado e optei por gastar o tempo que teria para o doutorado me preparando para correr uma maratona. Apenas uma escolha. Admiro, portanto, meus colegas com doutorado e mestrado, mas não ouso dizer que por si mesmo o título garanta competência. Aliás, Steve Jobs e Bill Gates podem dar boas dicas sobre o assunto"
(William Douglas, Juiz Federal, professor universitário, palestrante e autor de mais de 30 obras, dentre elas o best-seller Como passar em provas e concursos. Fonte Jornal A Tarde, 27.10.2009)
Marcadores: Filosofia de Vida
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
A seriedade que não quero ter
Não quero ter a seriedade dos que se escondem dentro de um paletó, escudados por uma gravata, ainda que nada tenha contra tal indumentária ou contra os que, como eu, não têm problemas com usá-la;
Não quero ter a seriedade dos que impostam a voz para anunciar seus títulos, suas viagens ou seus relacionamentos com gente “poderosa”;
Não quero ter a seriedade dos que rebuscam o vocabulário à moda dos antigos coronéis, candidatos a cargos públicos, visando criar uma imagem que esconde realidades danosas em seu ser;
Não quero ter a seriedade dos que se manifestam pouco não por acreditarem que não têm o que dizer, ou por acharem que precisam ouvir para refletir, mas por estarem convencidos de que expondo-se menos conquistam mais reconhecimento e poder;
Não quero ter a seriedade dos que acreditam que rir em público, da vida, dos próprios erros, das derrapadas que damos nos desqualificam para assumir responsabilidades, cumprir deveres ou executar atribuições que beneficiam a coletividade.
Não quero ter a seriedade deste tipo porque minha parca experiência mostra que não poucos, daqueles que assim agem, na verdade têm segundas, e nem sempre as melhores, intenções; que são uma coisa na vida pública e outra, oposta, na privada.
Conheço de perto alguns a quem se entregaria a chave do cofre do Banco Central, pela imagem pública que apresentam, mas a quem eu não daria a chave de sanitários de alguns postos de gasolina de regiões paupérrimas do nosso país.
Não estou falando de pessoas que, como todos, cometem erros em sua trajetória de vida. Falo de cínicos, de covardes, de mentirosos. Falo de gente que erra por que erra; que erra quando não assume que erra; que erra quando usa a imagem de que não erra para levar outros a errarem enganados por sua aparência.
Já vivi dois terços de minha vida, segundo os indicadores do IBGE. Já tive tempo suficiente para quebrar meus ídolos e destruir meus mitos. Esse tempo foi suficiente para conhecer de perto a anormalidade daqueles a quem admirava pela imagem que deles construí.
Alguns desses continuam sendo por mim admirados justamente porque, com o conhecimento de suas limitações, conheci também a sinceridade e a humildade; outros, porém, descobri que juntamente com as imperfeições havia empáfia, personalismo e até mesmo a falsa humildade e espiritualidade que se esconde atrás da fachada da fala mansa, pausada e recheada de citações “bíblicas”.
Quero ser sério sem deixar de rir, sem deixar de ouvir piadas, sem deixar de brincar com gente que tem coragem pra se assumir como gente.
Quero pode brincar sem perder a seriedade, a transparência e a sinceridade como referenciais de conduta, sabendo que há situações que exigem administração do tempo e circunstância, para que a verdade seja anunciada como manifestação de amor, de cuidado, não de ódio, amargura ou deabafo.
Quero pode brincar sem perder a seriedade, a transparência e a sinceridade como referenciais de conduta, sabendo que há situações que exigem administração do tempo e circunstância, para que a verdade seja anunciada como manifestação de amor, de cuidado, não de ódio, amargura ou deabafo.
Quero, por isso, ter a seriedade de Jesus que se sentava com pescadores pecadores, com eles comia peixe frito, dividia o pão, tomava vinho, ouvia e contava histórias, mas que, na hora de dizer o que precisava ser dito e fazer o que precisava ser feito, agia movido por valores espirituais e não por más conveniências políticas ou interesses mesquinhos.
Marcadores: Etica, Filosofia de Vida, pessoal
domingo, 18 de outubro de 2009
Resposta a um amigo
Meu amigo,
Você não me deve nada
Você não me deve nada
Por favor, não se preocupe em retribuir
não tente devolver
nem cogite me pagar
Eu nem me lembrava
de ter feito algo que te beneficiou.

não tente devolver
nem cogite me pagar
Eu nem me lembrava
de ter feito algo que te beneficiou.

Já havia apagado da minha mente
que um dia te estendi a mão.
Por alguma razão meu cérebro deletou
que um dia te estendi a mão.
Por alguma razão meu cérebro deletou
que uma palavra ou ação minha
havia afetado,
ainda que de maneira quase imperceptível,
o rumo de sua história.
Então, peço-te veementemente:
não aja como quem quer pagar um débito.
Eu não te vendi nada
Eu não te emprestei nada
Eu não investi nada em você
por isso, não estou esperando nada.
Se algo que fiz foi importante para sua vida
deve ter sido pela força estranha da graça de Deus.
Independente dos desdobramentos de nossas histórias,
dos rumos que nossas vidas tomaram,
faria tudo de novo e, talvez, melhor
porque agora aprendi um pouco mais da vida,
especialmente um pouco mais de mim.
Estou com alguns cabelos brancos a mais,
especialmente um pouco mais de mim.
Estou com alguns cabelos brancos a mais,
com velas diferentes em meu bolo de aniversário.
Então, se você sente
que deve fazer algo por mim,
que deve fazer algo por mim,
basta, vez por outra,
pararmos
pararmos
pra falar de bobagens
pra rirmos de nossas histórias
pra chorarmos nossos desencantos
pra compartilharmos alguns sonhos
pra descobrimos nossos corações.
Você não imagina o quanto me faz bem
sua simples tentativa de transformar
nossos casuais encontros
em momentos agradáveis.
Não me trate como um negociante
Não me trate como um parceiro comercial
Não me trate como um colega profissional
Não trate nossa aproximação pela relação custo-benefício,
até porque devo ser muito mais custo do que benefício.
Olhe pra mim como se estivesse diante de um espelho.
O respeito e afeto que você precisa
eu também preciso.
A amizade que você pode oferece,
eu também posso.
Então, que sejamos amigos,
que a amizade se manifeste
seja num recado "sem escrita revisada"
seja num telefonema sem hora agendada.
É só isso que quero
isso é tudo de que preciso.
Marcadores: Filosofia de Vida, pessoal, Poesia
sábado, 17 de outubro de 2009
O poder lá e aqui
Do blog de Fernando Rodrigues:
(via blog do Noblat)
Duas imagens recentes mostram como o Brasil e os Estados Unidos reverenciam o poder de formas diferentes. Ou como o poder gosta de se apresentar para a população.
A primeira, dos EUA, foi publicada pelos jornais no último domingo (11.out.2009). Mostra o presidente norte-americano, Barack Obama, reunido com sua equipe. É de autoria de Pete Souza, fotografo da Casa Branca.
A outra imagem é de ontem (16.out.2009), no sertão de Pernambuco. Mostra um tapete vermelho sendo estendido para a chegada do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. De autoria do excelente Evelson de Freitas.
Qual é a diferença entre essas duas imagens?
Na reunião do presidente dos EUA, várias pessoas (Barack Obama, inclusive) usam canetas esferográficas ordinárias, dessas descartáveis. À mesa, garrafinhas de plástico com água.
Algumas pessoas têm à sua frente aqueles indefectíveis copos de papelão tampados (possivelmente com o horroroso café que se toma por lá).
Há assessores com latinhas de refrigerantes, sem copo. Em resumo, nada daqueles garçons com paletós brancos (em geral, com as bordas encardidas) servindo cafezinho e água em louça personalizada como ocorre em toda a Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
Na segunda foto, a imagem é autoexplicativa. A cena estapafúrdia parece ter saído de um livro de realismo fantástico escrito por Gabriel García Márquez. Um tapete vermelho para o presidente naquele ambiente chega a ser ofensivo ao próprio Lula.
Em resumo, a forma como o poder é tratado e se apresenta é um traço marcante do caráter e do estado de espírito de um país.
Marcadores: Atuação Social, Etica, Política
A questão em torno dos concílios examinatórios de pastores
"Em reunião realizada no dia 15 de outubro a Convenção Batista Brasileira e a Ordem dos Pastores Batistas do Brasil vêm comunicar ao povo batista:
I. Reafirmamos à luz da Declaração Doutrinária da CBB que a convocação de concílios de exame e consagração ao ministério pastoral são prerrogativas e competência inalienáveis e exclusivas da igreja local;
II. o Estatuto da OPBB foi homologado pela CBB e não está sob qualquer questionamento;
III. o Regimento Interno da OPBB está em vigor pleno e em processo de aperfeiçoamento pela própria Ordem;
IV. denunciamos que lamentavelmente vêm acontecendo concílios que fogem à praxe batista e aos procedimentos mais recomendáveis à luz das Escrituras Sagradas;
V. a diretoria da CBB ofereceu várias sugestões quanto à redação dos documentos constitutivos da OPBB, que serão apreciados pela Ordem;
VI. a CBB apreciará e decidirá sobre os critérios de realização de concílios de exame, contidos no Regimento Interno da OPBB, para que tenham também valor de recomendação para as igrejas;
VII. a CBB e a OPBB reafirmam que continuam percorrendo o mesmo caminho de convivência e cooperação no serviço do Reino.
Rio de Janeiro, Dia Batista do Brasil de 2009.
Pr. Dr. Josué Mello Salgado
Presidente da CBB
Pr. Orivaldo Pimentel Lopes
Presidente da OPBB
Autorizamos a reprodução deste conteúdo única e exclusivamente se a fonte for citada como Convenção Batista Brasileira e com a inclusão do link para www.batistas.com (na internet). "
XXXXX
Percebe-se que o assunto não está resolvido.
A nota publicada apenas representa que há uma consciência e um esforço de que a diretoria da OPBB e a diretoria da CBB, por seus representantes, não devem continuar discutindo através da midia.
Por isso, sentaram-se em torno de uma mesa, discutiram o assunto, concluiram que não há convergência na prática adotada, mas apenas no princípio de soberania da igreja local na questão de concílio.
Assim, a Assembléia, em Cuiaba, deverá decidir se a prática adotada pela OPBB representa exigência ou imposição que prejudica a soberania da igreja local na consagração, ordenação ou o nome que se quiser usar.
Se prevalecer, na Assembléia, a forma adotada pela OPBB, penso que teremos um problema maior a resolver do que o mal resolvido problema da consagração de pastoras. Tanto creio assim que estava pensando em não ir em minha última reunião como conselheiro, em novembro, mas começo a mudar de idéia. Por isso, penso que devemos dar uma atenção muito especial ao assunto.
O bacana da história é que nós pastores ficaremos como salsicha dentro do pão ou, entre a cruz e a espada. De um lado, nosso corporativismo dirá: defenda a Ordem; do outro, o individualismo gritará: defenda a soberania de sua igreja.
Pessoalmente, em que pese concordar com toda iniciativa que venha criar condições para um ministério pastoral mais qualificado, não me enxergo defendendo nada que fira a beleza da soberania da igreja local, simplesmente porque, no meu modo de pensar, a soberania da igreja local retrata a teologia da soberania de cada indivíduo em sua relação com Deus.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
I Never lost My Praise - Brooklyn Tabernacle Choir
I've lost
Perdi
Some good friends
Alguns bons amigos
Along life's way
Ao longo do caminho da vida.
Some loved ones departed
Alguns partiram
In heaven to stay
Para o céu.
But thank god
Mas agadeço a Deus
I didn't lost everything
Pois não perdi tudo.
I've lost faith in people
Perdi a fé em pessoas
Who said they cared
Que diziam cuidar de mim,
In time of my crisis
mas em meus tempos de crise
They were never there
não estavam lá.
But in my disappointment
Porém, em minhas frustrações,
In my season of pain
Em meus tempos de dor,
One thing never wavered
Numa coisa nunca hesitei
One thing never changed
Numa coisa nunca mudei
Chorus:
I never lost my hope
Nunca perdi a esperança
I never lost my joy
Nunca perdi a alegria
I never lost my faith
Nunca perdi a fé
But most of all
E, acima de tudo,
I never lost my praise
Nunca deixei de louvar
My praise still here
Meu louvor está aqui
My praise still here
Meu louvor está aqui
I've let some blessings
Deixei algumas bênçãos
Slip away
escapar
When i lost my focus
Quando perdi meu foco
And went astray
E me desviei.
But thank god
Mas, graças a Deus
I didn't lost everything
Não perdi tudo.
I lost possessions
Perdi bens
That were so dear
Tão queridos.
I lost some battles
Perdi algumas batalhas
Walking in fear
Caminhando apreensivo.
But in the midst
Mas em meio
Of my struggles
Aos meus conflitos,
In my season of pain
Em meus tempos de dor
One thing never wavered
Numa coisa nunca hesitei
One thing never changed
Numa coisa nunca mudei
(chorus)
Praise, praise, praise
Praise, praise
Most of all
I never lost my praise
My praise still here
My praise still here
Perdi
Some good friends
Alguns bons amigos
Along life's way
Ao longo do caminho da vida.
Some loved ones departed
Alguns partiram
In heaven to stay
Para o céu.
But thank god
Mas agadeço a Deus
I didn't lost everything
Pois não perdi tudo.
I've lost faith in people
Perdi a fé em pessoas
Who said they cared
Que diziam cuidar de mim,
In time of my crisis
mas em meus tempos de crise
They were never there
não estavam lá.
But in my disappointment
Porém, em minhas frustrações,
In my season of pain
Em meus tempos de dor,
One thing never wavered
Numa coisa nunca hesitei
One thing never changed
Numa coisa nunca mudei
Chorus:
I never lost my hope
Nunca perdi a esperança
I never lost my joy
Nunca perdi a alegria
I never lost my faith
Nunca perdi a fé
But most of all
E, acima de tudo,
I never lost my praise
Nunca deixei de louvar
My praise still here
Meu louvor está aqui
My praise still here
Meu louvor está aqui
I've let some blessings
Deixei algumas bênçãos
Slip away
escapar
When i lost my focus
Quando perdi meu foco
And went astray
E me desviei.
But thank god
Mas, graças a Deus
I didn't lost everything
Não perdi tudo.
I lost possessions
Perdi bens
That were so dear
Tão queridos.
I lost some battles
Perdi algumas batalhas
Walking in fear
Caminhando apreensivo.
But in the midst
Mas em meio
Of my struggles
Aos meus conflitos,
In my season of pain
Em meus tempos de dor
One thing never wavered
Numa coisa nunca hesitei
One thing never changed
Numa coisa nunca mudei
(chorus)
Praise, praise, praise
Praise, praise
Most of all
I never lost my praise
My praise still here
My praise still here
Marcadores: Devocional, Fé, música
Não perca a esperança
O sol está fortíssimo neste início de manhã, como é próprio nesta estação do ano, e os pássaros estão fazendo uma festa nas mangueiras do Marista, ao lado do meu apartamento. Isso me fez incluí-lo – o sol - em meu momento de devoção, pensando em como ele pode ser usado como símbolo de esperança quando o céu está carregado de nuvens escuras.
Então me pus a pensar em pessoas que usaram o “astro maior” como símbolo de esperança.
Para Renato Russo, cantor popular já falecido, diante da adversidade da situação, não se pode perder a esperança. Ele canta:
“Mas é claro que o sol vai voltar amanhã, mais uma vez, eu sei. Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã. Espera que o sol já vem”
Kleber Lucas, cantor popular gospel, também canta sua esperança:
“Eu sei que para além das nuvens
O Sol não deixou de brilhar só porque a terra escureceu”
Ambos, através da poesia e da música, usam o sol como imagem que alimenta a esperança quando a situação nos impede de enxergarmos uma seta que indique a saída.
A solução apresentada pelos dois, entretanto, é diferente.
R. Russo apresenta a autoconfiança como porta ao afirmar:
“Se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo.
Quem acredita sempre alcança”
K. Lucas apresenta Deus como razão de sua esperança:
“Eu vou seguir com fé
Com meu Deus eu vou
Para a rocha mais alta que eu
Eu sei pra onde vou
Como águia vou
Nas alturas sou filho de Deus”
Como cristão, minha inclinação “natural” seria descartar a proposta de R. Russo e seguir com K. Lucas, pois a maldição, sobre aqueles que depositam a confiança "no Homem", é popularmente apresentada citando-se as palavras do profeta Jeremias:
“Maldito é o homem que confia no Homem e faz da carne o seu braço e aparta o seu coração do Senhor” (Jer. 17.5).
Porém, a radicalidade - ou Deus ou o homem – não é a alternativa profética. O texto não diz: ou uma, ou outra, mas uma - a fé no Homem - em detrimento da outra - a fé em Deus.
É claro que, se a única opção fosse escolher uma das duas, optar pelo criador parece mais sensato, pela consicência de nossas limitações e pela crença na divindade de Deus.
É claro que, se a única opção fosse escolher uma das duas, optar pelo criador parece mais sensato, pela consicência de nossas limitações e pela crença na divindade de Deus.
Penso, entretanto, que as duas coisas – autoconfiança e confiança em Deus – são elementos essenciais diante da adversidade. Penso também, que nossa autoconfiança aumenta extraordináriamente quando confiamos que não estamos sós neste universo frio – a despeito dos milhares de sóis - e infinito.
Quer palavra mais rica em esperança do que a do profeta Malaquias:
“Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e cura trará nas suas asas; e saireis e saltareis como bezerros da estrebaria.” (Ml. 4.2)
Interessante que, antes dessa afirmação, o profeta está prenunciado que dias maus estão por vir:
“Porque eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo.” (Ml. 4.1)
Mas completa que, com os dias maus, virá o sol da justiça para os que respeitam ao Senhor.
Por isso, não vejo porque escolher entre confiar em Deus ou em si mesmo. Acredito, como Jeremias, que o problema está na autoconfiança que exclui Deus, não na autoconfiança que brota da comunhão com Deus.
Portanto:
Se nuvens escuras estão à nossa frente, lembremo-nos de que:
“As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto esperarei nele.” (Lam. 3.21-24)
"Vindo sombras escuras nos caminhos teus
oh, não te desanimes, canta um hino a Deus!
oh, não te desanimes, canta um hino a Deus!
Cada nuvem escura arco-íris traz
quando em teu coração reinar perfeita paz.
Se o viver é de lutas, cheio de amargor,
mostra afeto aos aflitos, age em seu favor.
E de tudo o que sofres tu te esquecerás;
fruirás muitas bênçãos se tiveres paz.
Vem após longa noite a aurora matinal,
fica o céu mais brilhante após o temporal.
A esperança não percas, tudo vencerás;
fugirão as tristeza se tiveres paz."
(Bentley DF.Ackley (1872-1958) - Lizzie De Armond (estribilho))
Marcadores: Devocional, música
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Líderes rebeldes
Quando leio um texto como o acima mencionado fico pensando no profundo fosso que separa o tipo de fé que caracterizou os apóstolos e o que nos caracteriza. As razões da nossa alegria não são as mesmas que as deles, nem nossas reações à humilhação se assemelham, ainda que declaremos fé no mesmo nome, o nome de Jesus.
A leitura da narrativa que antecede tal descrição de Lucas nos indica que eles foram açoitados e proibidos de falar no nome de Jesus. Só que, em vez de silenciarem ou saírem cabisbaixos, como se fossem vítimas, eles simplesmente saíram de cabeça erguida, triunfantes, felizes e, sobretudo, com o mesmo espírito de rebeldia demonstrado quando entraram para o julgamento e declararam: “É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens” (At. 5.29)
Somos uma geração de cristãos que valoriza prioritariamente o reconhecimento social.
Valorizamos uns aos outros não pelo nível de fidelidade ao nome de Jesus ou pelos compromissos que demonstramos com os valores do Reino de Deus, mas pela capacidade de ocuparmos posições de poder ou prestígio e de rechearmos nossa conta bancária, alguma vez até através da negação de valores essenciais como respeito ao semelhante, honestidade ou espírito público.
Claro que não é errado ocupar funções de poder ou prestígio ou, muito menos, manter um bom saldo bancário. A questão é a forma de conseguirmos e a finalidade. Forma e finalidade precisam ser confrontadas com a vida e ensino do “Nome” que declaramos ser senhor e salvador de nossas vidas.
Estamos precisando de um pouco mais de rebeldia.
Não a rebeldia resultante de traumas emocionais não curados ou de amargura provocada por frustrações a que todos estamos sujeitos. Muito menos a rebeldia de discursos emotivos e inconsistentes. Estamos precisando de líderes que se rebelem de forma objetiva e consciente contra forças humanas malignas que ameaçam todas as dimensões da vida, contaminando corações e estruturas sociais.
Estamos precisando de líderes
que não se envergonham da humilhação a que podem ser submetidos os que decidem agir com honestidade; que, pelo contrário, se sintam felizes por estarem convencidos de que o caminho de Deus para nossas vidas é o do bem e não o do mal.
Alguém se habilita?
Marcadores: Devocional, Etica, Liderança, Reflexão bíblica
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