quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Vou com Dilma, vou com 13 !!!

Quando eu era pastor no Recife, fui convidado para um almoço no Club Internacional, com Garotinho, então candidato à presidência. Fui por questão de educação e relacionamento. Ele era, então, apresentado como homem de Deus, professor de Escola Bíblica, com história de vida lançada em livro, etc. e eu todo desconfiado.

Claro, mantive minhas posições políticas não movidas por discurso religioso (não confundir com razões espirituais), segui com Lula e hoje vejo o mesmo candidato Garotinho concorrendo graças à liminar, aguardando julgamento por Ficha Suja. Não o julgo, apenas menciono o fato para lembrança dos mais antigos e conhecimento dos mais novos.

Por isso, em que pese o meu respeito sincero por Marina,
em quem cheguei a pensar em votar, cuja folha de serviços a qualifica para presidência e, se eleita, me deixaria feliz também, decidi dar meu voto para Dilma.

O PT não representa tudo o que acredito e até contraria uma ou outra crença minha, especialmente em termos de papel do Estado cuja abrangência ainda não está clara para mim, mas é, a meu ver, o que melhor responde às necessidades mais gritantes do Brasil, neste momento, como por exemplo a de justiça social.

Dia 3, vou com Dilma!

Paschoal Piragine e Silas Malafaia na cerimônia em que o Governo Lula assina lei sobre liberdade religiosa. (Pause 1:46 / 3:21)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A iniquidade dos candidatos, dos partidos, dos pastores e de todos nós!


Quem não tiver pecado que atire a primeira pedra.
O problema é que hierarquizamos os pecados.
Os nossos, geralmente, são mais aceitáveis

Os dos outros geralmente são inaceitáveis.

Os do meu candidato são aceitáveis.
Os do adversário são "iniquidade".


Se você está publicando os pecados de uma pessoa, sua intenção é ajudá-la ou difamá-la?
Se está difamando, está sendo um pecador pior, pois conhece os ensino de Jesus sobre isso, mas não segue.

Lembre:se "todos pecaram e destituídos estão da Glória de Deus" (Rom. 3.23)



 
Pela Bíblia, nem os pastores escapam. 

Leia:
 "São cães devoradores, insaciáveis. São pastores sem entendimento; todos seguem seu próprio caminho, cada um procura vantagem própria." (Is. 56.11)

 Portanto, assim diz o Senhor, Deus de Israel, aos pastores que tomam conta do meu povo: "Foram vocês que dispersaram e expulsaram o meu rebanho, e não cuidaram dele. Mas eu vou castigar vocês pelos seus maus procedimentos", declara o Senhor. (Jer. 23.2)

 "Contra os pastores acende-se a minha ira, e contra os líderes eu agirei." (Zac. 10.3)

Você acha certo dizer que um pastor é mais iníquo do que o outro com base nesses textos?

O partido de MARINA SILVA sempre defendeu, em seu programa de governo, a liberação da MACONHA, do aborto, fim do serviço militar obrigatório, criação de “ecotaxas” para coibir o consumo de gasolina e a produção de automóveis.

É honesto eu esconder isso só porque Marina se declara evangélica?

 
Há iniquidade em todos os candidatos, partidos, em você e em mim!

Se está difamando uma pessoa com fins políticos, isso o torna menos pecador do que a difamada?

Se for honesto, ou pare de repassar listas com "pecados" alheios ou mostre os "pecados" de todos, como fez o político-evangelista abaixo!

...

 A "iniquidade" em todos os partidos

Por Carlos Apolinário


"O ilustre pastor Silas Malafaia, em seu programa de televisão do dia 11 de setembro de 2010, sugeriu aos seus telespectadores que assistissem ao vídeo do pastor Paschoal Piragine, que faz afirmações contra o PT e pede aos internautas para não votarem em candidatos desse partido. O pastor Paschoal Piragine diz que eles são a favor do aborto e do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Como evangélico há 51 anos e evangelista da Assembléia de Deus, gostaria que meus irmãos de fé fizessem uma reflexão sobre algumas informações:

1º) Eu tenho tomado posições claras contra o PL 122, o casamento gay e todos os privilégios dados a esse movimento. Para confirmar, basta acessar o meu site – www.carlosapolinario.com.br – e ler os artigos e entrevistas que registram as minhas posições.

2º) É bom lembrar que, em todos os partidos, existem pessoas a favor do aborto e do chamado casamento gay.

3º) José Serra, quando era prefeito de São Paulo, criou a Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual (CADS), órgão institucionalizado pelo prefeito Gilberto Kassab, em 19 de janeiro de 2008. Serra, quando governava São Paulo, assinou o decreto nº 55.588, de 17 de março de 2010, que permite o uso de nomes sociais por funcionários do Estado. Por exemplo, se um homem com o nome João quiser colocar em seu crachá de funcionário o nome Marieta, ele pode. Segundo o jornal Mensageiro da Paz (edição de setembro de 2010), órgão oficial da Assembléia de Deus presidida pelo eminente pastor José Wellington Bezerra da Costa, José Serra é a favor da união civil homossexual e da adoção de crianças por homossexuais. Também de acordo com o Mensageiro da Paz, Serra, quando era ministro da Saúde, editou a Norma Técnica que permitiu que os hospitais conveniados com o SUS praticassem abortos pela primeira vez no Brasil.

4º) Marina Silva, segundo o jornal Mensageiro da Paz (também na edição de setembro de 2010), é a favor da legalização civil das uniões homossexuais. “Marina defende que homossexuais que vivem como ‘casais’ tenham direito à herança conjunta, plano de saúde conjunto e direitos civis como qualquer casal”, diz o Mensageiro da Paz. Sobre a adoção de crianças por homossexuais, ela declara não ter posição. Em relação ao aborto, pretende transferir a decisão para os eleitores, com a promessa de realizar um plebiscito.

5º) Geraldo Alckmin, como governador, sancionou a lei 10.948. de 5 de novembro de 2001, de autoria de um deputado do PT e aprovada por unanimidade na Assembléia Legislativa de São Paulo e que tem o objetivo de penalizar qualquer instituição acusada de discriminar gays. Segundo essa lei, a empresa acusada de discriminação contra homossexuais poderá ser multada e ter o seu alvará de funcionamento cassado.

6º) Gilberto Kassab, como prefeito de São Paulo, enviou o projeto de lei nº 359/07, que tramita na Câmara Municipal de São Paulo e é praticamente uma versão municipal do PL 122/06, em tramitação no Congresso Nacional.

Ao expor esses dados, não tenho a intenção de defender o PT ou acusar os demais candidatos. Faço isso apenas em defesa da verdade. Porque se nós, para votarmos no dia 3 de outubro, levarmos em consideração apenas posições que tratam do aborto e do homossexualismo, conforme as informações, entre outras, publicadas no Mensageiro da Paz, teremos que votar em branco."

sábado, 25 de setembro de 2010

A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma

Por Leonardo Boff

Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso” pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais” onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.
 

Esta história de vida, me avaliza fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa.
Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.
Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública.

São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja, em que se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discussão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.

Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do país, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.

Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.

Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e não contemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)”.

Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles têm pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascendente como Lula.

Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidene de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.

Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e de “fazedores de cabeça” do povo.

Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palavra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.

O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceitual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros.

De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa se fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, a melhorar de vida, enfim.

Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão social e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome.

Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.

O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil.

Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. 
A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela Veja faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais, não somente com referência à terra, mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.

O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista? Ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes?

Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.

Teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

We who believe in freedom cannot rest



"Ella's Song", based on the life and writings of Ella Jo Baker, the intellectual and spiritual mentor of the Student Non-violent Coordinating Committee (SNCC).

We who believe in freedom cannot rest
We who believe in freedom cannot rest until it comes
We who believe in freedom cannot rest
We who believe in freedom cannot rest until it comes

Until the killing of black men, black mothers' sons
Is as important as the killing of white men, white mothers' sons

We who believe in freedom cannot rest
We who believe in freedom cannot rest until it comes

That which touches me most is that I had a chance to work with people
Passing on to others, that which was passed on to me

We who believe in freedom cannot rest
We who believe in freedom cannot rest until it comes

To me young people come first, they have the courage where we fail
And if I can but shed some light, as they carry us through the gale

We who believe in freedom cannot rest
We who believe in freedom cannot rest until it comes

The older I get the better I know that the secret of my going on
Is when the reins are in the hand of the young, who dare to run against the storm

We who believe in freedom cannot rest
We who believe in freedom cannot rest until it comes

Not needing to clutch for power, not needing the light just to shine on me
I need to be one in a number, as we stand against tyranny

We who believe in freedom cannot rest
We who believe in freedom cannot rest until it comes

Struggling myself don't mean a whole lot, I've come to realize
That teaching others to stand and fight is the only way my struggle survives

We who believe in freedom cannot rest
We who believe in freedom cannot rest until it comes

I'm a woman who speaks in a voice and I must be heard
At times I can be quite difficult, I'll bow to no man's word.

We who believe in freedom cannot rest
We who believe in freedom cannot rest until it comes

sábado, 18 de setembro de 2010

Fazer missões


Somos o que somos porque nos relacionamos, nos percebemos, nos enxergamos, nos ouvimos, nos tocamos, nos comunicamos. No outro nos vemos e existimos. Por isso, com o outro trocamos palavras, afetos e experiências. Na troca, nos construímos e reconstruímos durante toda a caminhada da vida.


Compartilhamos nosso saber em todas as áreas da existência visando uma caminhada individual e coletiva mais feliz. Trocamos conhecimentos e experiências nas áreas da saúde, economia, lazer, transporte, comunicações, enfim, em todas as áreas que afetam nosso ser no mundo.


Não poderia ser diferente, portanto, na área espiritual. Nela também temos necessidades a serem atendidas e experiências e conhecimentos a serem compartilhados. A esse compartilhar damos o nome de “missão”, na linguagem religiosa.


Por ser algo essencial à existência, por haver manifestações inequívocas dos profundos prejuízos que a falta de cuidado com esta dimensão da vida causa à individualidade e a coletividade, temos o forte impulso de buscarmos permanentemente respostas para nossas inquietações. Quando as encontramos, não resistimos ao desejo de dividir não somente com os que nos cercam, mas também com os que estão distantes de nós.

Claro que diferentes motivações podem brotar, quando nos unimos a outras pessoas com experiências semelhantes e nos organizamos institucionalmente em grupos chamados de igrejas para aprofundar e difundir tais experiências e conhecimentos. Se não ficarmos atentos, tais motivações podem sufocar as razões que nos levaram a nos unirmos.


Exemplo disso é quando a igreja passa a ser um empreendimento meramente econômico, visando aumentar sua receita e patrimônio ou movimento político, visando impor seu modo de ver a vida a todos os demais seres.


É inevitável que elementos da economia ou da política transpareçam em nossas ações, pois a vida é fruto de um conjunto de sistemas que se interrelacionam. Porém, precisamos ter clareza de qual é a motivação central de nossa existência institucional, a fim de não a sufocarmos.


Nossa motivação nos impulsiona a fazer missões a partir do que somos e a apoiar outros a fazerem missões, a partir do que são. É a partir da visão de que temos diferentes dons que entendemos o agir missionário de cada pessoa no mundo.


Isso deve nos levar a entender que fazer missões não é uma atividade na qual a igreja é vista como uma empresa de pesca competindo para provar sua capacidade de pescar mais do que empresas da mesma natureza e até, se possível, pescar peixes da concorrente. Fazer missões é compartilhar o que somos e temos visando ajudar na construção de uma vida mais feliz a partir do que cremos ser revelação divina para sua criação.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A influência cristã na política e o posiconamento do Pr. Paschoal Piragine sobre as eleições 2010

"Meios imorais não justificam fins morais, pois os fins preexistem nos meios" (Martin Luther King Jr.)

Ao publicar neste blog diversas opiniões sobre as palavras do Pr. Paschoal Piragine, da PIB de Curitiba - palavras fundamentadas num vídeo de imagens que emocionam (como a Globo faz com suas novelas e filmes para ampliar a presença do espiritismo no Brasil) e não numa hermenêutica bíblica - meu objetivo foi enfatizar o pensamento, buscando o equilíbrio com o sentimento no trato de assunto da maior relevância para nossas vidas.

O vídeo, como as imagens de filmes e novelas com ideologia espírita, atrai por si só, daí os textos publicados serem de críticas - para trazer à reflexão - e não de apoio irrestrito. 

Claro é, portanto, que os textos pareçam mais em defesa do PT. Isso ocorre não pelo PT em si, mas por ter sido ele - o PT -  o grande "demonizado" do discurso que segue ao vídeo de imagens fortes. 

(Não nego que o fato de ter um amigo, líder batista e do PT em Alagoas, concorrendo com chances, a vice-governador do seu Estado e de ter entre os meus candidatos na Bahia, dois batistas filiados ao PT aumentaram ainda mais meu interesse no debate)

Não foi fácil, até aqui, selecionar os comentários enviados à luz deste norte (chamada à reflexão para equilibrar com a emoção do vídeo), uma vez que os sentimentos afloram num período pré-eleitoral e muitas agressões e acusações são enviadas pelas centenas de pessoas que têm visitado este blog diariamente. 

Também não tem sido fácil separar a pessoa do Paschoal Piragine do papel de ícone que ele passou a exercer nessa história. Meu sentimento cristão e o respeito que tenho pela pessoa e colega de ministério entram em permanente conflito com a postura que ele passou a representar. 

A dimensão que o vídeo dele tomou, fez com que o debate deixasse de ser em torno de uma pessoa bondosa, piedosa e respeitada que é o Piragine e passasse a ser em torno do que ele passou a representar,  pela idéia mais polêmica de sua fala que não é sua posição sobre aborto, pedofilia ou homossexualismo, mas a partidarização e demonização decorrentes da interpretação dada a citação - a meu ver ideológica e infeliz - do PT.

A condição de ícone, parece-me, foi por ele assimilada, na medida em que mantém o discurso na página de sua igreja na internet e nenhuma nota de esclarecimento, mantendo ou reconsiderando algo da fala foi publicada.


Assim, o Piragine passou a ser atacado por simbolizar uma postura partidária contrária ao PT e às conquistas sócio-econômicas alcançadas sob a liderança deste partido, assim como Lula é atacado ou aplaudido por tudo o que ocorre de mau ou bom no país, mais pela representação da função que exerce do que pelo demérito ou mérito pessoal de suas ações.
No meu caso, portanto, cada vez que refiro-me ao Piragine, não está em minha mira sua pessoa, mas o ícone que ele representa (perdoem-me a redundância) nesta polêmica.

Compatibilizar pensamento e sentimento nem sempre é fácil, da mesma maneira que é difícil a fala prevalecer sobre imagens. Imagens iludem. De qualquer modo, publico o vídeo que segue, cujo mérito, a meu ver, é trazer uma possibilidade de reflexão em torno da relação religião e política.

Sei que o ícone Barach Obama também suscita aproximação e aversão, como todo ícone, seja em termos políticos, seja em termos religiosos. Peço-lhe, entretanto, que invista um pouco do seu tempo ouvindo sua fala, pois ela expressa minha forma de relacionar política e religião, como batista que defende o princípio histórico de defesa de Estado leigo.



Entenda o problema clicando em:

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Gracias A La Vida - Mercedes Sosa

Em tempos de mensagens que visam embaçar nossos olhos, com informações falsas, beligerantes, nada como agradecer pela capacidade de enxergar, de distinguir!




Gracias a la Vida
de Violeta Parra ( Tradução de FL)

Obrigado à vida que me tem dado tanto
deu-me dois olhos que, quando os abro
perfeitamente distingo o preto do branco
e no alto céu, o seu fundo estrelado
e nas multidões, o homem que eu amo.
.
Obrigado à vida que me tem dado tanto
deu-me o ouvido que, em toda a amplitude,
grava, noite e dia, grilos e canários
martelos, turbinas, latidos, chuviscos
e a voz tão terna do meu bem amado.
.
Obrigado à vida que me tem dado tanto
deu-me o som e o abecedário
e, com ele, as palavras com que penso e falo
mãe, amigo, irmão e luz iluminando
a rota da alma de quem estou amando.
.
Obrigado à vida que me tem dado tanto
deu-me a marcha dos meus pés cansados
com eles andei por cidades e charcos,
praias e desertos, montanhas e planícies
pela tua casa, tua rua e teu pátio.
.
Obrigado à vida que me tem dado tanto
deu-me o coração que todo se agita
quando vejo o fruto do cérebro humano,
quando vejo o bem tão longe do mal,
quando vejo no fundo do teus olhos claros.
.
Obrigado à vida que me tem dado tanto
deu-me o riso e deu-me o pranto
assim eu distingo a felicidade da tristeza,
os dois materiais de que é feito o meu canto
e o canto de todos, que é o meu próprio canto
.
Obrigado à Vida
Obrigado à Vida
Obrigado à Vida
Obrigado à Vida

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Esther Lemos e o posicionamento do Pr. Paschoal Piragine Jr. sobre as eleições 2010



 Prezado Pr. Paschoal,
Venho manifestar meu espanto e ao mesmo tempo minha decepção quanto ao seu posicionamento frente às eleições 2010, realizada no púlpito de seu ministério e registrada no site da Primeira Igreja Batista da Curitiba da qual é pastor e ao mesmo tempo presidente.

Sou membro da Igreja Batista Central em Toledo PR, também filiada à Convenção Batista Brasileira. Recebi este conteúdo via e-mail, o qual por sinal está circulando como vento!

Um dos valores mais caros mantidos pela instituição Batista não apenas no Brasil, que vem nos últimos anos sendo absolutamente destruído por nossas lideranças religiosas, tem sido a democracia e o princípio democrático da separação Igreja e Estado.

No início de sua manifestação afirmou que em 30 anos de ministério nunca realizou o que fez neste dia (não sei a data exata pois no vídeo não expressa, mas entendo que deva ser agosto/2010). Até então posso dizer que era uma liderança lúcida que não tinha sucumbido às tramas da luta pelo poder político no nosso país.

Não quero entrar no conteúdo da sua manifestação e das outras lideranças religiosas que se uniram num movimento nacional “para impedir que a iniquidade seja institucionalizada em forma de lei”. 
Mas me causa indignação saber que a mesma manifestação não foi referente a “iniquidade” naturalizada diante da pobreza de milhões de brasileiros e brasileiras e a respectiva exigência de leis que suprimam de nosso país a desigualdade social.

Diante de tal dissonância num contexto complexo e nebuloso de perpetuação da injustiça social, fiquei “arrasada” em ouvir e ver tal discurso, no dia de ontem (02 de setembro de 2010). 
Sua voz ecoou diante de milhares de cidadãos(ãs) que, talvez no único espaço que ainda resistia à massificação, buscam sinceramente autonomia e desenvolver o livre pensamento ao mesmo tempo recebendo orientação espiritual para suas ações no mundo presente.

A referência ao Partido dos Trabalhadores foi absolutamente infeliz e tendenciosa. Realizada por alguém que revelou publicamente desconhecer a luta histórica de uma organização da sociedade civil que, com todas as adversidades de qualquer organização humana, buscou agregar e tem colocado como projeto para a sociedade brasileira o fim das desigualdades. 
Obviamente projeto que não é compartilhado por todos. Porém, muitos cristãos como eu, ao longo dos anos de democratização de nosso país, encontraram como cidadãos e cidadãs deste mundo, o espaço para fazerem valer a luta pela justiça social e pela paz. Projeto que a igreja brasileira, especialmente de tradição Batista, insistindo no princípio da separação Igreja e Estado, optou em não se posicionar publicamente, orientando a livre associação de seus membros. Para nossa realidade uma decisão sábia! 
No contexto atual, em plena campanha eleitoral no país, a manifestação pública de seu posicionamento deve ser denunciada como uso deste espaço para outros fins que não os propostos pela natureza da organização da qual é presidente. Não entendo que tenha sido irrefletida, mas fruto de uma decisão pessoal ou talvez compartilhada pelo grupo dirigente da PIB Curitiba.

Diante do fato, no mínimo espero uma reparação pública tendo em vista nossa tradição denominacional ou, diante de sua inexistência, a capitulação do princípio democrático de separação Igreja/Estado e da luta histórica de constituição de um Estado laico no país.

Com todo o respeito que tenho à nossa organização denominacional, manifesto esta solicitação desejando que tenhamos lucidez e discernimento para de fato fazermos diferença e influirmos nos rumos de justiça e paz da sociedade por nós constituída.
Respeitosamente,
Esther Lemos

...

PT do Paraná e o posicionamento do Pr. Paschoal Piragine Jr. sobre as eleições 2010

Veja como se constrói uma ilusão de perseguição à Igreja

1. O Pr. Piragine ataca o PT no púlpíto de sua igreja;

2. O presidente do PT reage;

3. A imprensa que vive de notícias coloca o debate no ar;
(lembremo-nos de que parte da imprensa está faminta por algo que possa levar a eleição para o segundo turno e, se possível, derrotar o governo Lula);

4. O Pr. Piragine, segundo a CBN, viaja para a Argentina;

5. Começa a circular e-mails de que a igreja de Jesus Cristo está sendo perseguida.

Adianto que não considero que esteja havendo perseguição contra a igreja. 

Sejamos objetivos: não estamos diante de perseguição espiritual ou religiosa. 

Há uma inevitável reação natural, numa campanha política acirrada no Paraná. 

Ao posicionar-se partidariamente no púlpito da igreja, cometeu-se um equívoco ético e legal e a reação é inevitável. O equívoco não foi a intenção de despertar a igreja para um voto consciente; foi combater um partido no lugar errado, com informações que precisavam de melhor fundamentação.

Portanto, o problema não é de perseguição religiosa, mas uma disputa política entre alguns pastores, representados pelo Pr. Paschoal Piragine e um segmento político, representado pelo PT.

Ouça a reação na imprensa do Paraná: 

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Mais dez "razões" pra "evangélico" não votar em Dilma

"10) Foi a Dilma que mostrou o fruto proibido a Eva;

9) Moisés rodou 40 anos no Deserto do Sinai, porque Dilma escondeu o mapa;

8) Deus ia fazer o mundo em 4 dias mas houve atraso na obra do PAC;

7) A Al-Qaeda era só um grupo de árabes nerds, fãs de RPG e aeromodelismo, até conhecerem a Dilma;

6) Dilma gostava de apertar campainha e sair correndo. "Ela fez isso duas vezes na minha casa", revela ex-vizinha indignada;

5) Folha de São Paulo: "Descoberto plano de Dilma para secar o Aquífero Guarani";

4) Erro de Dilma nos cálculos provocou inclinação da Torre di Pisa;

3) Dilma Roussef inventou a vuvuzela;

2) Folha de São Paulo: "Dilma lava as mãos, Cristo é crucificado"

E o #1 entre todos os #DilmaFactsByFolha:
1) Serra lamenta: a Dilma me indicou o Shampoo."
Autor desconhecido (com adaptações de título e ilustrações minhas, com imagens disponíveis na rede)
...
Moral da história: Quando a nossa predisposição é contrária, qualquer razão se torna uma forte razão, seja qual for o candidato de nossa preferência. 
...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O difícil posicionamento do Pr. Paschoal Piragine Jr sobre as eleições 2010

O Brasil tem sede de Deus

Editorial: “Contra iniqüidade, pela equidade”
por Vital Sousa


Tenho um profundo respeito pelo Pastor Piragine.

Ele é capa do meu site, www.vigiai.net
E é um pregador de função exponencial no cenário evangélico brasileiro. Para mim o único que consegue dominar a mídia de tal forma para transmitir a mensagem de Cristo com integralidade e compaixão, amor, salvação, libertação, vivência...
É o dom que Deus lhe deu... E tal dom deveria ser melhor aproveitado para que muitos conheçam mesmo o Deus verdadeiro.

Precisamos do Pr. Paschoal na TV aberta, todos os finais de semana e em todo o Brasil.

Mas, ele não foi muito feliz no último domingo
quando usou do púlpito de sua igreja e gravou e postou para o You-Tube
( http://www.youtube.com/watch?v=ILwU5GhY9MI )

 
Tudo o que está no vídeo apresentado é ruim mesmo, mas dizer que tudo é do PT, como foi insinuado, é um erro grave. Não sou PT, mas, não posso concordar com tais exageros.


Primeiro não se deve falar a uma igreja para não se votar nos candidatos do PT. Isto é política partidária e no meio da campanha, é comício, é o uso do palanque-igreja, e quem se sentir ofendido pode exigir na justiça eleitoral o direito de resposta.
E se a justiça conceder usar do púlpito da igreja para repudiar tais declarações...será muito complicado; podemos esperar aberrações na Casa do Senhor.


Devemos evitar usar o púlpito das igrejas para tais pronunciamentos.
Existem escritórios, palanques políticos e muito etc.
Lá temos o direito de falar e até errar.

Até se pode e se deve usar o púlpito para conscientizar, mas, dentro de critérios.

Depois da apresentação do filme só cabia um amém e vamos pensar...Toda a extrapolação pode ser castigada e dizer que Deus se agrada de tal ato é no mínimo querer ser Deus...

Nem tudo o que está no PNDH-3 é ruim, devemos separar o joio do trigo
. O Pr. Vieira Rocha tem um posição consistente com relação ao PNDH-3. O que é ruim devemos nos posicionar contra seja como cidadão ou como instituição

No “tudo isto” da fala do pastor está o problema da pedofilia.

Também da agressão às mulheres. Debitar ao PT “tudo isto” é verdadeiro? E até o infanticídio indígena
Certamente que a política do PT para FUNAI esbarra nos interesses das missões católicas.
Mas, o infanticídio indígena tem o buraco bem mais embaixo
É um outro povo, uma outra nação, que estava aqui antes da gente
E com a sua cultura e muitos povos defendendo o infanticídio.
Para muitos deles a pessoa têm alma e corpo, mas alma só depois da fala, da expressão.
Sem alma, a morte, quando necessária, segundo tal cultura, é um ritual, um credo. E por isto se matam gêmeos, se matam os aleijados, os cegos, os mudos, os surdos...
Devemos acabar com isso com leis sobre os índios? Seria no mínimo violar os princípios constitucionais. Outras saídas são necessárias.


O vídeo é muito simplista e calculista em suas diretas e indiretas.

Entrar no mérito da fidelidade programática do partido é um direito

Deve-se instruir mesmo para que todos tenham conhecimento, mas, nós, evangélicos em geral, temos a nossa fidelidade também e excluímos quem sai dela. E pregamos o amor acima de tudo.

Devemos sim nos posicionar.

E muitas igrejas e seus pastores estão se posicionando e isto é salutar. Mas dentro da ética e da verdade.


Pastor Paschoal e seu momento me fez lembrar de uma poesia.
Compartilho abaixo.

Bertolt Brecht


Eu vivo em tempos sombrios.

Uma linguagem sem malícia é sinal de
estupidez,
uma testa sem rugas é sinal de indiferença.
Aquele que ainda ri é porque ainda não
recebeu a terrível notícia.

Que tempos são esses, quando

falar sobre flores é quase um crime.
Pois significa silenciar sobre tanta injustiça?
Aquele que cruza tranqüilamente a rua
já está então inacessível aos amigos
que se encontram necessitados?

É verdade: eu ainda ganho o bastante para viver.

Mas acreditem: é por acaso. Nado do que eu faço
Dá-me o direito de comer quando eu tenho fome.
Por acaso estou sendo poupado.
(Se a minha sorte me deixa estou perdido!)

Dizem-me: come e bebe!

Fica feliz por teres o que tens!
Mas como é que posso comer e beber,
se a comida que eu como, eu tiro de quem tem fome?
se o copo de água que eu bebo, faz falta a
quem tem sede?
Mas apesar disso, eu continuo comendo e bebendo.


Eu queria ser um sábio.


Nos livros antigos está escrito o que é a sabedoria:

Manter-se afastado dos problemas do mundo
e sem medo passar o tempo que se tem para
viver na terra;
Seguir seu caminho sem violência,
pagar o mal com o bem,
não satisfazer os desejos, mas esquecê-los.
Sabedoria é isso!
Mas eu não consigo agir assim.
É verdade, eu vivo em tempos sombrios!

II


Eu vim para a cidade no tempo da desordem,

quando a fome reinava.
Eu vim para o convívio dos homens no tempo
da revolta
e me revoltei ao lado deles.
Assim se passou o tempo
que me foi dado viver sobre a terra.
Eu comi o meu pão no meio das batalhas,
deitei-me entre os assassinos para dormir,
Fiz amor sem muita atenção
e não tive paciência com a natureza.
Assim se passou o tempo
que me foi dado viver sobre a terra.

III


Vocês, que vão emergir das ondas

em que nós perecemos, pensem,
quando falarem das nossas fraquezas,
nos tempos sombrios
de que vocês tiveram a sorte de escapar.

Nós existíamos através da luta de classes,

mudando mais seguidamente de países que de
sapatos, desesperados!
quando só havia injustiça e não havia revolta.

Nós sabemos:

o ódio contra a baixeza
também endurece os rostos!
A cólera contra a injustiça
faz a voz ficar rouca!
Infelizmente, nós,
que queríamos preparar o caminho para a
amizade,
não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos.
Mas vocês, quando chegar o tempo
em que o homem seja amigo do homem,
pensem em nós
com um pouco de compreensão.

...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Posicionamento do Pr. Paschoal Piragine Jr. sobre as eleições 2010




Tenho um grande, mas muito grande mesmo, respeito pelo Pr. Paschoal Piragine, da PIB de Curitiba, mas, sem entrar na avaliação do conteúdo de sua tese e suas intenções (óbvio!), sua postura me fez lembrar de Edir Macedo quando demonizou Lula e o PT, em uma das eleições passadas.

Na Bahia, votarei em Walter Pinheiro - 130 - para Senador e Isaac Cunha - 13300 -, para Estadual, ambos do PT e membros de igrejas batistas, sem medo de ser feliz!

E votarei em Jacques Wagner - 13 para governador, também do PT,cujo candidato a vice - Otto Alencar - é esposo de uma irmã membro ativo da IB da Graça, SSA!

E já votei, sem me arrepender, ao longo desses anos, em candidatos do PT e de outros partidos sem qualquer vínculo com igreja batista.

Ainda estou definindo o Federal e já decidi que não voto em Serra, nem que serrem meu pescoço!

É lamentável que, como os demais partidos, em sua maioria, não têm posicionamento público sobre questões melindrosas da sociedade, fiquemos com a impressão de que o bicho papão é o PT, ainda que o Pr. Paschoal tenha ressalvado que há pessoas boas e ruins em todos os partidos.

Falar da importância do voto para o legislativo é muito importante, como a própria assembeia da Convenção Batista Brasileira decidiu em Cuiabá, mas nominar partido, como exemplo de iniquidade, parece-me algo extremamente ideologizado.

Espero que ele refaça o discurso.

Quanto ao conteúdo do vídeo por ele apresentado, por ter sido professor de ética em seminário batista, tenho muita dificuldade quando assuntos dessa natureza são tratados de forma emocional, sem que saibamos os prós e contras em cada caso e, especialmente em período de campanha eleitoral quando o jogo de interesses por detrás dos discursos é infinitamente maior do que nossa vã filosofia possa imaginar! 
 ...
PS.: Confira a possível origem do vídeo usado pelo Pr. Piragine, avalie o conteúdo teológico do possível autor e confira se se trata de pessoa com evidência de formação bíblico-teologica sólida para servir de referência para elaboração de pensamentos e posicionamentos éticos
http://prednilsonfernandes.webnode.com/photogallery/fotos/
http://www.youtube.com/user/ednilsonfernandes

Leia o que médico, membro da PIB de Curitiba, pensa sobre o discurso do seu Pr. Piragine em:
O Brasil tem sede de Deus