sábado, 19 de junho de 2010

Dan Dan, me ajuda!



De repente chego à PIB X, mas, na verdade, não era a PIB X. O prédio não era o da PIB X. A PIB X tem um prédio moderno, mas o prédio da PIB X, aonde cheguei, era ainda mais moderno.
 A calçada era toda jardinada, a escadaria de 3 degraus era larga e dava acesso a um pátio ainda mais largo, descoberto e amplo. Tudo muito bonito, organizado. À esquerda seguia-se para um outro pátio, na verdade, uma espécie de hall, também amplo, no qual não tive oportunidade de entrar. Apenas avistei.
De repente chego, desço do taxi, paletó no braço direito, maleta executiva na mão esquerda. Alguém olha pra mim, me reconhece, abre um sorriso, vem ao meu encontro. Subo os 3 degraus e, por alguma razão, caminhamos para o lado direito, oposto ao de onde está uma multidão, especialmente de homens, todos de camisa social, predominantemente calças escuras e camisas azuis claras.
A pessoa que me recebe não é da PIB X. É daqui. Ela sorri. Então todos começam a se deslocar de onde estão e a vir em nossa direção. Cumprimentos daqui, cumprimentos dalí. O Pr. L., que atuou no Rio e em Goiás, colega dos tempos de JUMOC, agora aposentado, mas ainda muito jovem, também faz parte do grupo. Todos me cumprimentam, mas não me sinto acolhido. De longe o diácono V. me olha. Sinto que está desconfiado. Ele me conhece das assembléias convencionais, mas não se aproxima.
Conversei com todos, sorri, mas era como se algo estranho estivesse acontecendo.
De repente me dei conta. Não sabia o que estava acontecendo ali, mas num estalo lembrei-me de que a PIB X estava sem pastor e minha passagem ali, que para mim não passava de uma passagem casual, para aquele grupo não tinha o mesmo significado. A ficha caiu. Eles me olhavam como se eu fosse um candidato a algo que não fazia parte dos meus planos. Eu não estava ali com vistas a nada. Apenas estava passando. Parei, entrei, alguém conhecido se aproximou, sorriu, me recebeu e todos, como se fosse uma formalidade social, se aproximaram, um por um, e me cumprimentaram. Mas cumprimentaram-me como candidato a algo a que eu não havia pensado, muito menos imaginava ou soubesse que poderia ser, como parecia aos olhos deles.

Então me senti extremamente desconfortável. Não estava preparado para ser observado, analisado, julgado, acolhido com sorrisos superficiais, com um pé atrás.
Em seguida todos foram se afastando. 2 ou 3 permaneceram conversando comigo. Dentre eles, um desconhecido, o Pr. L e ela, que estava lá, mas nem sempre foi de lá, que me conhecia, sorria pra mim, mas sempre desconfiei que não me digeria.
Despedimos-nos e fui conduzido pelos dois, sem ela, em direção a um local de hospedagem. Caminhávamos por ruas amplas, limpas, arborizadas. Havia sol, mas não calor. Olhei para cima num dado momento, vi uma criança que brincava no alto de uma árvore, dependurada de cabeça para baixo e sorrindo.
Enquanto caminhávamos e conversávamos sobre assuntos que visavam apenas manter a comunicação, pensava no nó de bico no qual me encontrava. Estava ali, sem ter ido pra’li; sendo observado com vistas a uma função pela qual não estava interessado; envolvido num processo para o qual não estava preparado e cercado por pessoas que me recebiam bem, mas que pareciam não me querer. E eu teria de suportar aqueles dias com elas, sorrindo, sem querer sorrir, falando, sem querer falar, simplesmente porque estava onde não pensei estar, tendo caído de pára-quedas.
Dan Dan, me ajuda!

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