(Odílio (esquerda), representanto a I.B. da Graça e Waldir (direita), representando a I.B. Esperança)
Pois é amigas e amigos, segunda-feira é meu dia de folga. Então aproveitando as férias do Alonso, nos juntamos - Tavinho, filho dele, o Odílio, o Valdir, da equipe pastoral da IB Esperança, eu e ele - e fomos pescar no quebra-mar perto do Mercado Modelo.
O trajeto é simples. Deixamos o carro perto do Elevador Lacerda, pagamos R$ 6,00 cada um e somos transportados de barco até o local. Acertamos a hora e o cidadão volta nos buscar. Assim saimos pela manhã e, às 3 da tarde, como combinado, lá estava o barco como acertado.
Detalhe: o pagamento ao barqueiro é feito só quando retornamos. Se pagarmos antes, ele pode encher a cara de cachaça e nos esquecer por lá? rs
Nunca me interessei muito por pescaria. As primeiras experiências aconteceram na infância nas redondezas de Garça. Devia ter por volta de 10 anos quando ia com meu primo Samuel, sem que meus pais soubessem, pescar em riachos próximos da cidade.
Samuel, meu primo, é um palmeirense fanático. Pelo menos era. O símbolo do Palmeiras é o porco. Do glorioso Santos Futebol Club, meu time, o símbolo é o peixe. Acho que não gostava muito de pesacaria porque detestava ver o peixe dependurado num azol, agoniando até morrer. Isso, além de ter que aguentar piadinhas bíblicas do tipo: "Preciosa é a aos olhos do Senhor a morte do SEU Santos".
Além disso sou um tanto pragmático e gosto de ver o resultado mais rápido naquilo que faço. Lembro-em de que o Pr. Luis de Assis, ex-missionário de Missões Nacionais, tinha um acordo comigo no primeiro pastorado. Como ele era muito bom de português, pedi a ele que sempre corrigisse meus erros. Não faltaram bilhetes com recomendações.
Certa vez o bilhete nada tinha a ver com português. Percebendo que eu estava angustiado com a demora dos resultados na igreja, ele mandou um bilhete que dizia: coentro nasce rápido, mas também rapidamente desaparece. Carvalho não! Desde então, tento ser mais paciente, sem muito sucesso, admito.
O bom de pescar no quebra-mar é que ficamos do alto olhando os cardumes. O problema é que os peixes grandes passam de largo pelo tipo de isca usado. Já os "piabas", aqueles que cabem na palma da mão, pegamos aos montes.
Assim passamos o dia cortando isca, pegando "peixinhos" - que o Alonso disse que trataria e comeria frito - e jogando muita conversa fora.
Quem sabe, apesar do "peixe" dependurado no anzol, passe a curtir mais a pesca em meus dias de folga. Se quiser, podemos combinar sua participação!