segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Lidando com a aflição


“Pois tenho pra mim que as aflições deste presente tempo não se podem comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Rom.8.18)
Todo ser humano já experimentou aflição. É como se o coração não coubesse no peito e, por isso, palpita agitado batendo contra os ossos querendo explodir. É como se algo crescesse dentro de nós exigindo uma resposta que não está disponível. É como se o sangue necessitasse sair pelos poros em busca de alívio, trazendo para fora uma dor que não é sentida na pele, mas é profundamente real.
Uma idéia fixa domina o pensamento sugando as energias. Ela é ingerida na hora das refeições, mas não é digerida pelo estômago. É levada à cama na hora do descanso, mas o travesseiro parece agitado. E testada em caminhadas que visam cansá-la, mas a cada passo dado se revigora dominando o corpo. Ela se torna o centro da existência, deixando-nos sem saber se somos mortos-vivos ou vivos-mortos.
Desiludido, o portador da aflição insiste em encontrar uma saída, uma válvula de escape, mas, tudo que vê diante de si é um beco sem saída. Seus sentimentos, de tão machucados, transformam até mesmo uma possível luz do fim do túnel numa locomotiva em sentido contrário.
"A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal. Fiquem aqui e vigiem comigo. Indo um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto em terra e orou: "Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres". (Jesus, em Mt. 26.38)
O estado da alma é de vigília. A tristeza predomina. A solidão nos atormenta, mas nos afastamos da presença alheia. A cabeça se inclina. O chão nos atrai, mesmo sem ser o destino preferido. A vontade própria desaparece.
Depois, voltou aos seus discípulos e os encontrou dormindo”. (Mt. 26.40)
Quando nem mesmo os amigos são capazes de manter a solidariedade por não sentirem a dor que sentimos, nem entenderem a causa do nosso tormento, resta-nos o criador, o doador da vida, esperança de solução.
“O Senhor é refúgio para os oprimidos, uma torre segura na hora da adversidade. É o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade.” (Salmos 9.9; 46.1)
Na aflição colocamos o rosto em terra, mas os pensamentos são dirigidos ao altíssimo. Em oração, a força de vontade se desfalece, mas não desaparece, apenas é transferida àquele que é soberano.
“Faça-se a tua vontade” (Mt. 26.39)
Colocando a angústia diante do Senhor, recuperamos a esperança, a confiança e as energias, essenciais para enxergarmos saídas que nos libertem do sentimento de opressão que domina nosso ser.
“Na oração encontro calma, na oração encontro paz.
Orar a Deus faz bem à alma, falar com Deus me satisfaz.
Falar com Deus que privilégio, abrir a alma ao Criador.
Sentir que os céus estão abertos e ouvir a voz do Salvador.
Falar com Deus é o que preciso, pois Ele é fonte de poder.
Só nEle a vida faz sentido, pois me dá forças pra viver.
Grande é o nosso Deus e as obras que Ele faz.
“O seu amor não tem limites, em seu perdão encontro paz.”
(Lineu Soares e Valdecir Lima)

"Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo". (Jesus, em João 16.33)

6 comentários:

Anônimo 18 de outubro de 2010 11:41  

Realmente, todos nós experimentamos, de alguma forma, aflições. Feliz aquele que pode transferi-las. Mas, eu acho que as ditas cujas só desaparecem no calvário.
Aldezir

Sandro 18 de outubro de 2010 15:25  

Graça e paz, sempre!

Passei por aqui para conhecer seu blog.
Estou procurando bons blogs para compartilhar.

Já estou te seguindo.

Ficaria muito feliz se puder me visitar.
Se quiser me seguir também será um prazer para mim.

Abraço em Cristo,

Sandro
http://oreinoemnos.blogspot.com/
Te espero lá.

Anônimo 19 de outubro de 2010 14:02  

Pr. Edvar,

Que msg. linda e verdadeira, o Sr. descreveu a aflição como uma médica que conheço me explicou a depressão, ou seja sofrimento da alma, o nosso cérebro atacando o nosso corpo literalmente, Pr. as vezes ou na maioria das vezes é muito difícil viver por anos e anos assim. Realmente só encontramos refugio na oração, ela literalmente nos ajuda a vencer.
abraços.

Anônimo 19 de outubro de 2010 14:25  

Pr. Edvar.

Gostaria que respondesse a esse comentário. Eu posso copiar algum artigo seu desse blog e enviar através de email pra algumas pessoas?
Alguns embora polêmicos mas bastante proveitosos para reflexão.
Esse sobre a aflição, o Sr. descreve exatamente o que uma médica falou, só que ela usou o termo "SOFRIMENTO DA ALMA" as vezes sem causa aparente.
Pr. um grande abraço e que Deus continue lhe usando infinitamente.

Edvar 19 de outubro de 2010 16:29  

Use à vontade os textos.
Esclareço que a oração é um importante "arma" disponível para enfrentamento de realidades da vida, inclusive as adversidade, mas não substitui outras "armas" disponibilizadas pelo criador, como por exemplo o conhecimento médico.
Destaco isso porque há ainda preconceitos, expecialmente em relação aos profissionais que trabalham com a psiqué humana (psicanalistas, psicólogos, psiquiatras...), mas o trabalho deles é de fundamental importãncia na solução de problemas de natureza psicosomática.

Nilce 20 de outubro de 2010 10:15  

Pr. Edvar, que Deus continue abençoando a sua vida cada dia mais, para que vc possa abençoar e confortar muitas vidas que estão precisando de um texto como este. Como vc já autorizou acima, vou repassar por e-mail para alguns amigos. Grande abraço!