segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Saudade

Sinto saudade de não sei bem o que
O sentimento chega não sei de onde
Vai crescendo
Vai tomando conta
Vai dominando
E dominado fico me perguntando:
Saudade de quem?
Do que?
De quando?
De onde?

Sinto saudade por que parti?
Sim, parti tantas vezes,
De tantas pessoas,
De tantos lugares,
De tantos sentimentos
Que foram ficando pra trás
Mas nem tanto.
E, como nossa sombra,
Ora aumenta,
Ora diminui,
Ora desaparece,
E novamente aparece,
E melancolicamente floresce

Sinto saudade por que perdi?
Sim, perdi o afeto de pessoas de quem gostava
Que partiram para muito longe
Que partiram mesmo estando perto
Que partiram, sem ter partido
Mas a lembrança insiste em trazer à tona
Momentos de risos espontâneos
De abraços apertados
De lágrimas solidárias
De conversas demoradas
Cuja ausência produz um abismo
Profundo
Escuro
Doloroso

Sinto saudade de não sei bem o que.
O sentimento chega não sei de onde
Sinto saudade porque parti
Sinto saudade porque perdi
E vou curtindo
E vou sentindo
E vou pensando
E vou chorando
E vou seguindo
E vou vivendo
E esperando
E revivendo
E revive
E revi
E re
E...
(Copyright @, 2010 Edvar Gimenes de Oliveira)

5 comentários:

Waldir 16 de agosto de 2010 21:43  

Muito legal Edvar...
Triste, profundo, esperançoso, sobretudo, humano esse sentimento que assalta e faz pensar, chorar, escrever. E esse Almir Sater, sem palavras.
Um abraço.

Vanzi 17 de agosto de 2010 02:10  

Obrigado...

SEXTO EMPÍRICO 17 de agosto de 2010 19:21  

Simplesmente, sensacional, meu camarada!
O melhor de tudo é que no expressar do poeta o universal se apresenta e eu me senti existenciando a mesma sensação.

Glau 18 de agosto de 2010 20:55  

Partilhando a saudade com você: saímos de vários lugares, de várias pessoas, de várias e variadas formas de ser e ver. Deixamos muitos lugares, muitas pessoas, muitos aconchegos e sentimos o vazio de cada pedacinho que consquistamos. Você é dez, meu Love!

Raphael Carvalho Gimenes 22 de agosto de 2010 08:04  

também temos saudades velhão!