quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

A propósito da morte de Billy Graham

Estava aqui pensando, a propósito da morte de Billy Graham, nessa quarta-feira, 21/2/2018. Talvez tenha sido o top dos assuntos nas redes sociais, especialmente entre os batistas.

Considero justo. Cresci ouvindo falar dele e li alguns - 4 ou 5 - de seus livros na adolescência. Viajei por uma rodovia que leva seu nome, não tenho certeza se na Carolina do Sul, do Norte ou no Tennessee. Com Jonh Sttot como arquiteto-chefe, liderou o evento que produziu o Pacto de Lausanne, fruto do encontro de 2400 líderes de 150 paises do planeta, que norteou toda uma geração de pastores espalhados pelo mundo, a partir de 1974. Era respeitado.

O curioso é que, por ser um homem de diálogo, conquanto ortodoxo (e esse conquanto é essencial, pois há um tipo de "ortodoxo" que não dialoga nem com seus próprios pensamentos divergentes, pois trata di-vergência como sentimento diabólico), repito, por ser um homem de diálogo, encontrava-se com líderes das mais variadas matizes político-religiosa-ideológicas. Logo, mantinha uma eixo de posições rotuladas de conservadoras, mas assimilava algumas veementemente rejeitadas por conservadores radicais, leia-se fundamentalistas.

Assim sendo, e este é o ponto que estava pensando quando iniciei este registro, se fizermos um levantamento de todas as frases grafadas por ele, que circularam ontem pelas redes sociais, veremos que há idéias pra gostos e correntes de pensamento bastantes variados e cada um usou aquela que afirmava melhor sua própria cosmovisão.

É o que, na Idade Média, denominava-se "argumento de autoridade". Ou seja, o peso, o valor do argumento, dependia de quem o havia proferido. Se Billy Graham falou, merece, no mínimo, respeito. Billy Graham merece, sim, todo o nosso respeito.

1 comentários:

Joaquim Cerqueira César 27 de fevereiro de 2018 23:25  

Pr Edvar, parabéns. Billy Graham merece nosso respeito.