quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Corrupção sob as bênçãos de Deus


O final da história já sabemos tanto quanto o início e seu desenrolar. Se o poder judiciário aceitar a acusação, não haverá punições, afinal, o crime envolve dinheiro e poder, melhor dizendo, muito dinheiro e muito poder. Portanto, nem nos alegremos, nem nos irritemos, simplesmente nos conformemos, afinal, nós não somos um povo politicamente sério e, portanto, temos os representantes políticos que merecemos.



Estou falando do escândalo do panetone, versão do Democratas, do que teria sido o mensalão criado pelo PSDB, em Minas Gerais e aperfeiçoado pelo PT e sua base aliada (ou “cumplicidada” ?) no governo federal.


Curiosamente, meses atrás a Revista Veja publicou uma entrevista em suas páginas amarelas com o governador do Distrito Federal. Deixando de lado seu envolvimento passado, ao lado de ACM, no escândalo da violação do painel eletrônico do senado, Arruda foi premiado com elogios. Em seguida, a Revista Carta Capital denunciou que Veja teria sido beneficiada com contratos fabulosos com o governo do DF.



Claro, não cremos em nada disso. Tudo, dizemos nós do lado de cá, não passa de perseguição política. Aqueles que elegemos são pessoas boas. Não existiu escândalo do painel; não há troca de interesses entre a mídia e o poder público; a Polícia Federal age como num estado “policialesco”, a serviço de governo autoritário; mensalão, como disse o presidente, foi uma tentativa de golpe e, agora, segundo ele, "imagem não fala por si".



De fato, imagem não fala por si. As aparências enganam. Trancar a porta para “embolsar” dinheiro ou enfiar reais nas meias – já batizadas como cuecas dos sapatos – são apenas medidas de segurança num país cheio de ladrões perigosíssimos que vivem nas ruas e não em gabinetes.



A maior prova de que estamos enganados é que parte dos envolvidos são, como Bush na Casa Branca, homens de oração. Homens de oração merecem todo o nosso respeito e, também, o nosso voto. 

Votemos, irmãos, em homens de oração. Não nos preocupemos com sua história, seus deslizes,  seu passado. Irmão vota em irmão!

Ou não?





Deputado Rubens César Brunelli (PSC) orando com o secretário Durval Barbosa e com o presidente da Câmara Legislativa do DF  

1 comentários:

Fco.Araújo 4 de dezembro de 2009 às 15:04  

A politica é salutar o que corrompe mesmo é o dinheiro farto e fácil. Não sei em Brasilia, mas aqui no Recife dinheiro é coisa rara para alguns. Esses sujeitos pela alegria demonstrada e pela forma como agradeceram ao Altíssimo, estavam na pindaíba. O errado nessa história é o corruptor, pois quem isso prática, tem muito interesses escusos a defender e a esconder. Os irmaos tão certo, eles não agiram de má fé. Eles tinha certeza que a grana era uma bençao de Deus. E quem dúvida? Deus num escreve certo em linhas tortas? Quem sabe....