sábado, 20 de dezembro de 2014

Depende de quem rouba, do quanto se rouba e de quem se beneficia

De repente lembrei-me do vídeo no qual Lula confessa suas bravatas em torno dos números para impressionar seus ouvintes. (http://youtu.be/M5bOtqmvJHE).

Lembrei-me disso porque Ricardo Semler escreveu um texto intitulado "Nunca se roubou tão pouco", referindo-se a roubalheira descoberta na Operação "Lava Jato"(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/196552-nunca-se-roubou-tao-pouco.shtml), no que foi contestado por Gravatai Merengue (http://www.implicante.org/blog/semler-diz-que-hoje-roubam-menos-na-petrobras-mas-seu-atual-socio-ja-presidiu-a-empresa-19992001/).

Números pra cá, números pra lá, parece que roubar nada tem a ver com ética. Quem olha pelo ângulo ético é rotulado pejorativamente, pleonasticamente falando, de moralista ou perfeccionista.

Nesse caso, roubar é apenas um problema matemático-político. Ou seja, o mais importante não é se se rouba ou se deixa de roubar, mas o peso político da quantidade do roubo.

Todo mundo rouba, em todas as intituições, inclusive religiosas, se rouba. Então, quem rouba menos, tem "meu" apoio, especialmente se for uma reencarnação de  Robin Hood ou se, como se atribui a velhas figuras de destaque da história política brasileira, "rouba mas faz", parece dizer-se.

É isso.

Ou não.

Depende dos efeitos políticos e de quem se beneficia.





1 comentários:

António Jesus Batalha 28 de dezembro de 2014 12:24  

Estive a ver e ler algumas coisas, não li muito, porque espero voltar mais algumas vezes, mas deu para ver a sua dedicação e sempre a prendemos ao ler blogs como o seu.
Como não passei aqui antes do Natal, e só agora me foi possível.
Vim também desejar um Ano_Novo cheio de paz,saúde e grandes vitórias.
São os votos do Peregrino E Servo.
Abraço.