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domingo, 19 de agosto de 2012

Desenvolvimento Econômico do Brasil - 31.07.12 - 100/100 dias de oração pelo Brasil

Lembro-me dos anos do "milagre brasileiro", na década de 70. Era adolescente e, mesmo a filosofia da época sendo 'primeiro aumentar o bolo para depois distribuí-lo', experimentei os efeitos benéficos da fase. Foi nela que iniciei, aos 15 anos, minha vida de trabalhador remunerado. Ainda que sob ditadura e visão social a meu ver equivocada, algumas migalhas caíram da mesa...

Hoje vivemos um novo momento de crescimento econômico e o bolo está sendo dividido junto com ele. Em partes ainda pequenas, muito menores do que desejamos e necessitamos, mas seus benefícios podem ser percebidos. Desejamos que assim continue e se amplie até que os sinais de justiça social na área de distribuição de renda brilhe intensamente.

Nesse período de férias, almoçando na casa de uma família dinamarquesa, o hospedeiro destacava que a Dinamarca é uma grande classe média. Há problemas, como em qualquer meio humana, mas não se constituem o que chamamos de "problema social". Ainda em 2009, quando a crise mundial dava os primeiros sinais, o parlamento dinamarquês decidiu que o Estado investiria em obras estruturais para aquecer a economia e manter empregos. Hoje há grandes obras sendo realizadas em cada canto por onde se passa.

Dizia também que os níveis baixíssimos de corrupção favoreciam o desenvolvimento econômico do seu país. Atuando numa empresa multinacional que está iniciando suas atividades em São Paulo, já estava bem informado deste entrave ao desenvolvimento do Brasil. O triste é que todos sabemos disso, mas preferimos tirar nossa "casquinha", em vez de lutar para removê-la.

Diversos são os entraves ao mais rápido, sólido e profundo desenvolvimento do país. As deficiências na infraestrutura, nas estruturas institucionais e na qualificação técnico-educacional da população estão entre as mais citadas. Pouco se fala do perfil ético-moral que caracteriza parcela significativa de nossos dirigentes e da nossa passividade diante dele.

Qualquer grupo que deseja desenvolver-se, precisa não somente fazer um diagnóstico adequado da realidade, mas dispor-se a implementar o que for necessário para atingir seu objetivo. Se queremos ver o desenvolvimento econômico do Brasil, que busquemos conhecer sua realidade, os obstáculos a serem vencidos e, não somente agir em seu raio de influência e conhecimento, mas também unir-se a outros, inclusive de áreas diferentes, na busca de soluções que beneficiem a todos e não somente uma parcela dominante.

Abraços do seu pastor,

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A culpa é do "socialismo"

Depois de um longo período de convalescença, voltei a sair de casa. Gláucia convidou-me para acompanhá-la ao oftalmologista uma vez que temia não encontrar lugar para estacionar o carro. Ela estava com a razão. Deixei-a na porta da clínica e consegui uma vaga apertada a 100 metros de distância. 

Pensei em agendar uma consulta pra mim, mas a clínica estava cheia, precisaria entrar na fila do telefone para marcação e, depois, esperar não sei quantos dias. Preferi aguardar pra depois...

Quando voltávamos, decidimos parar num supermercado para umas compras. Estacionamos com dificuldades e, enquanto ela foi à farmácia, sai à procura de um carrinho ou de uma cestinha. Não era o único. Muitos procuravam o mesmo e ninguém achava. Olhei a fila do caixa eletrônico com 30 metros de cumprimento, maior do que a da mega cena acumulada em 39 milhões, do lado de fora da loja.

Depois de olhar pra dentro do supermercado e perceber a multidão, fui ao encontro dela, Gláucia, na farmácia. Ela estava na fila. Desistimos e decidimos ir ao supermercado vizinho de casa, no Canela.

Na ida, parei no Banco do Brasil e ela seguiu à pé para o supermercado. Vencida a fila no Banco, segui para o Bom Preço. 

Quem disse que conseguia estacionamento?

Perdi as contas das vezes que rodei o estacionamento em frente à loja e também o da parte inferior. Passei quase uma hora rodando em fila nos estacionamentos. Havia carro parado irregularmente e gente disputando palmo a palmo uma vaga. Um cidadão discutiu com o policial, pois queria deixar o carro sobre um espaço reservado aos pedestres. Um outro gritou comigo porque estava rodando muito devagar.

O mesmo fenômeno de congestionamento acontecia na rua em frente.

Depois de muito rodar, consegui um cantinho, literalmente, e entrei para procurar Gláucia. Todos os caixas estavam funcionando, fato raro no Bom Preço (não por falta de consumidores, mas por ganância). Ela estava sorrindo numa das filas internas, com quatro carrinhos cheios à sua frente e mais meia dúzia atrás. Esclareço: os carrinhos eram dos outros.

(Em janeiro, no interior de São Paulo, meu sobrinho falava dos planos para o casamento. Provavelmente, compraria uma casa em vez de construir. Motivo: dificuldades para encontrar mão de obra disponível na construção civil).

Qual seria a justificativa? Simples: aumento no poder aquisitivo das pessoas e rápido crescimento da chamada classe média. A chamada classe C ganhou, nos últimos 5 anos, 30,2 milhões de consumidores, enquanto as classes D e E perderam 26,1 milhões. (E, claro, os empresários não multiplicarão suas lojas até quando puderem). Tudo isso em meio a uma profunda crise econômica internacional.

Foi-se o tempo em que não havia engarrafamentos e entrávamos com tranquilidade nos supermercados. Agora, por culpa - ironizando - do "socialismo", milhões de pessoas empobrecidas passaram a ter acesso aos bens de consumo. Até os aeroportos - até pouco tempo símbolo de status de uma minoria - estão lotados.

Escrevo que a culpa  é do "socialismo" - entre aspas - pra dizer que não me refiro a um modelo sócio-político-econômico totalitário. Não me considero tão burro a ponto de defender o igualitarismo. Nem também, tão desinformado a ponto de pensar que modelos sócio-político-econômicos possíveis se resumem a dois: capitalismo versus comunismo. Refiro-me a uma visão de sociedade na qual "justiça social" não seja apenas uma frase de efeito.

Quando se tem uma visão "socialista" de sociedade, busca-se permanentemente os melhores caminhos para que "corra a retidão como um rio, a justiça como um ribeiro perene!" (Amós).

Considero inconcebível a alguém que busque uma comunhão sincera, íntima e profunda com Deus e que conheça em profundidade a vida e ensinos de Jesus que se oponha a valores espirituais que nos estimulem a lutar por oportunidades iguais e vida digna para todos.

Compreendo que a transformação de valores espirituais - verdade, honestidade, justiça, solidariedade, por exemplo - em políticas públicas e estruturas organizacionais é um grande desafio técnico e político. Técnico, porque exige conhecimento das causas e efeitos das ações humanas sobre a sociedade e a natureza. Político, porque somos milhões de pessoas com motivações e objetivos de vida diferentes, fato gerador de tensão cada vez que se investe em mudanças. 

Mesmo assim, como cristãos devemos nos alegrar com cada sinal, por menor que seja, que aponte na direção de uma vida em sociedade na qual as pessoas possam viver de maneira digna e adequada à condição de criadas "a imagem e semelhança de Deus".

Isso significa interesse pela vida humana em todas as suas dimensões, especialmente a dimensão espiritual. Se isso é ser "socialista", então sou um deles.

domingo, 27 de setembro de 2009

Ascensão social

Deu na Veja:

"Entre 2003 e 2008, 19,3 milhões de brasileiros melhoraram de vida e deixaram a classe E. No mesmo período, 6,1 milhões de pessoas ingressaram nas classes A e B e 25,7 milhões subiram à classe C. Hoje, as classes A,B e C somadas representam 59,64% da população brasileira. Esses números constam de um estudo que o economista Marcelo Neri, da FGV-RJ, fez com base em dados divulgados na semana passada pelo IBGE e que será lançado na segunda-feira. Mas a crise não estragou essa festa de ascenção social? Segundo outro estyudo de Neri, a resposta é não: os recuos na desigualdade social registrados no último trimestre do ano passado e no início de 2009 já foram anulados"  (23.09.09)

sábado, 1 de agosto de 2009

Mudanças nas estruturas da CBB (I) (2007)

Não tenha dúvida: a 87ª Assembléia da CBB entrará para a história como aquela em que, provavelmente, se operou a mais significativa intervenção na estrutura da Convenção Batista Brasileira, nesses cem anos de existência. Foi uma mudança corajosa. Como, porém, coragem e insensatez são separadas por uma tênue linha, somente pelos efeitos poderemos definir em qual das duas atitudes serão enquadrados os líderes que conduziram o processo.

De uma coisa estamos certos: os batistas clamavam por mudanças e elas aconteceram. Por isso, concordando ou não, devemos continuar de mãos dadas, cooperando para que os acertos sejam aplaudidos e os equívocos corrigidos. Não tendo bola de cristal para prever o futuro, resta-nos analisar o que aconteceu e sinalizar possibilidades que merecem atenção.

Para mim, o processo de aprovação foi como a passagem de um furacão. Ainda estou digerindo as mudanças e nisto vejo um problema. Pelo que percebi, a quantidade de líderes em situação semelhante a minha é surpreendentemente grande. Se eu que tenho um envolvimento acima da média com líderes denominacionais, pelas funções já exercidas, me senti “como um cego em tiroteio”, imagino como deve estar a cabeça daqueles que têm envolvimento menor.

Sou leitor do Jornal Batista, acesso regularmente o Portal Batista na internet, mantenho comunicação diária com batistas de diversos pontos do país, mas somente tive acesso ao projeto de mudanças no plenário da Assembléia. E daí? Três alternativas: 1) Estou alienado e preciso prestar mais atenção; 2) Houve falha nos processos de comunicação; 3) A ausência de debate fez parte de uma estratégia política de condução do processo.

Com toda honestidade, a terceira hipótese foi a que mais martelou minha cabeça, ainda que não tenha especulado quem seria(m) seu(s) mentor(es). E olha que não sou adepto de teorias conspiratórias, nem me considero um paranóico em permanente estado de alerta contra ações traiçoeiras.

Olhando o ocorrido, do futuro para o passado, recordo-me da decisão de não se aceitar propostas orais sobre a reforma, durante os debates. Tal decisão foi tomada logo no início da instalação da Assembléia, quando a maioria dos convencionais mal havia se “instalado psicologicamente” no plenário, nem tinha noção do que estava por vir.

Depois, a reforma foi colocada diante do plenário em forma de alterações no Estatuto e Regimento. Nenhuma exposição foi feita, por exemplo, informando as diferenças entre o que era e o que estava sendo proposto; quanto se gastava com o funcionamento da estrutura anterior e quanto se gastaria com a nova;.uanto se gastaria com a nova; que falhas se pretendida corrigir com as propostas feitas. funcion que benefícios – gerenciais, financeiros, políticos... - se pretendida alcançar com as propostas feitas; quem perderia ou ganharia poderes com as mudanças, enfim.

O uso da expressão “o assunto é técnico”, para apressar a aprovação foi um dos recursos políticos adotados. Tal artifício pressupunha, a meu ver, duas coisas: 1) o que é técnico é politicamente neutro; 2) se é técnico deve ser reservado a um grupo de iluminados. Os dois pressupostos são falsos.

Quanto à primeira alternativa, não existe uma única forma “técnica” de se fazer algo. Logo, precisamos fazer uma escolha. Fazer escolha pressupõe que cada alternativa apresenta ganhos e perdas. Se há ganhos e perdas, alguém ganha e alguém perde. Se alguém ganha e alguém perde, o assunto, ainda que técnico, não pode ser dissociado da política.

Em relação ao segundo, devemos considerar que um grupo de pessoas não é formado somente por aqueles que sabem tudo e aqueles que nada sabem. Entre os dois extremos encontramos pessoas especializadas no assunto, com formação acadêmica ou experiências práticas e pessoas que, embora não sejam especialistas, interagem e sofrem os efeitos da realidade e, por isso, também têm algo a dizer. Ouvir, por exemplo, os mais simples trabalhadores envolvidos nos processos de produção empresarial, tem sido conselho comum em cursos de capacitação gerencial.

O apelo à confiança na liderança - quando ainda não nos recuperamos dos efeitos Juerp, da “venda” do terreno do Seminário do Sul ou déficits na Junta de Missões Nacionais - foi outro artifício usado.

O abandono das regras parlamentares em momentos decisivos tirou muito da beleza do processo e descaracterizou parte da decisão como sendo democrática. Por um momento pensei que, se o plenário não fosse de cristãos, talvez cadeiras e sapatos voariam... Mas foi só por um momento e o bom espírito predominou...

Todos sabemos que, se há dois ou três parlamentares que fazem muito uso da palavra, há também 200 ou 300 convencionais, adeptos do silêncio, predispostos a votar favoravelmente qualquer proposta de encerramento de discussão. Porém, é tão prejudicial ao andamento da causa atropelar as regras por causa dos que falam muito, quanto apressar decisões fazendo uso daqueles que preferem não discutir nada.

Alguém poderá ser alegrar, no curto prazo, por ter “conseguido” aprovar uma reforma usando de argumentos questionáveis, mas a instituição perderá no longo prazo, se o mesmo tipo de procedimento for adotado em larga escala. Por isso, independente da qualidade das reformas, não podemos silenciar quanto ao processo.

Penso que a reforma em si era necessária e seu conteúdo, em linhas gerais, positivo. Do jeito que estava não poderia continuar. O fato de ter ocorrido fez brotar uma nova esperança. Que Deus continue a nos iluminar nos ajustes que precisarão ser feitos.

Mudanças nas estruturas da CBB (II) (2007)

Ao ser eleito, mais uma vez, em 2006, para o Conselho do Seminário do Norte, compartilhei com o diretor da instituição, em seu escritório, minha falta de ânimo com a estrutura vigente. É que, com 35 anos ininterruptos de exercício de liderança em igreja local ou estrutura denominacional, já trabalhei dos dois lados: presidi e fui presidido; fui conselheiro e executivo. Já experimentei, portanto, o que seria ser “vilão” ou “vítima” do modelo.

Talvez por isso coloquei-me ao lado dos que se alegraram com as reformas, mesmo criticando alguns aspectos da forma. Como educador, aprendi que devemos valorizar tanto o processo quanto o resultado.

Se estivesse executivo, destacaria vantagens e desvantagens gerenciais das mudanças. Como não estou, destaco os aspectos políticos. Assim, meus comentários nesta parte do texto têm como alvo alguns resultados políticos.

O Perfil do Conselho Geral

Politicamente, a mudança mais importante tem a ver com a composição do Conselho Geral. A Assembléia da CBB ampliou sua perda de controle sobre o perfil do Conselho Geral. Enquanto a Assembléia elegerá 25 componentes do Conselho (8 membros da diretoria administrativa + 12 membros renovados anualmente + 5 relatores de comitês), 70 serão eleitos por outros caminhos (5 nomeados pelo próprio Conselho (executivos da JMM e JMN e do STBNB, STBSB, STBE) + 3 eleitos por organizações auxiliares (Jumoc, UHBB, UFMBB) + 62 escolhidos pelas convenções regionais (presidentes e executivos)).

Assim, salvo melhor juízo, de um total de 95 conselheiros, a Assembléia da CBB terá poderes sobre o perfil de apenas 26%. Isso tem pelo menos duas boas implicações:

O Fortalecimento do Pluralismo

A primeira implicação disso é que estamos livres de articulações como a realizada na Convenção do Sul dos Estados Unidos, há 26 anos.

Lá, quando os fundamentalistas assumiram a direção da Convenção, iniciou-se um processo de uniformização do pensamento batista (contrariando nossa história e princípios de pluralidade). Os conselhos passaram a ser formados por aliados do pensamento único que, por sua vez, passaram a eleger somente aliados para a direção das organizações que, por sua vez, passaram a eliminar funcionários (especialmente professores de seminário e missionários) que divergiam da política do pensamento único.

O pensamento expresso nas salas de aula dos seminários e na literatura publicada passou a ser único e a visão de mundo dominante naquela convenção, preto e branco. (Tem gente de lá investindo em gente de cá, através de literatura e conferências, esperando que o mesmo acontecesse em nossa Convenção).

No modelo adotado pela CBB, para haver pensamento único seria necessário articular todas as igrejas na escolha de mensageiros, todas as assembléias estaduais e organizações auxiliares por ocasião de suas eleições presidenciais, além dos conselhos regionais na hora da escolha de seus executivos. Impraticável!

A visão do Plano Cooperativo

A segunda é que o modelo ajuda a aumentar a consciência das convenções estaduais quanto ao princípio da lealdade na administração e envio do Plano Cooperativo.

Esclareço: as igrejas batistas são filiadas a duas convenções: a estadual e a nacional. Para facilitar a remessa, num tempo em que não havia transferências on-line, e fortalecer a cooperação, ficou decidido que, em vez das igrejas enviarem metade para cada Convenção, elas enviariam tudo para a Estadual que, por sua vez, repassaria 50% para a nacional.

Ocorre que tal princípio foi rompido unilateralmente, através das Assembléias Estaduais, que deixaram de repassar 50% do Plano Cooperativo recebido das Igrejas, reduzindo o repasse para 20% ou menos. Sem falar na retenção feita por alguns escritórios estaduais que, para saldar déficits, utiliza o dinheiro que seria da CBB, sem sequer informar a executiva nacional. Não discuto a questão do percentual, mas que a decisão unilateral é desleal, isso é.

O quorum das reuniões do Conselho *

Se por um lado a representação dos campos aumentou, há um detalhe que merece reflexão, relacionado ao quorum das reuniões do Conselho. Conquanto seja composto por 95 conselheiros com direito a voto, suas reuniões poderão acontecer com a presença de apenas 14, em primeira convocação ou 11 em segunda, sendo que para nomear ou exonerar o Diretor Executivo bastam apenas 15.

Qual a razão de uma reunião acontecer até com 12% dos membros? Provavelmente se deve ao fato de 70 dos 95 conselheiros não terem suas viagens financiadas pela CBB e sim pelas convenções que representam.

Assim, apesar da impressão de que a representatividade aumentou, na realidade não há garantia de que presidentes e executivos das regionais se farão presentes, pois isso depende das possibilidades financeiras e interesse de cada convenção. Essa é a única justificativa que enxergo para quorum tão baixo.

Como conseqüência do não financiamento pela CBB e possibilidade de funcionamento com, inclusive, 12% dos conselheiros, as convenções situadas mais próximas da sede do Conselho (coincidente as que têm receitas maiores e custos de transportes menores) são beneficiadas, fortalecendo o domínio do sudeste nas decisões de uma convenção que é de abrangência nacional.

A Nomeação e o Salário dos Executivos

Outra mudança importante tem a ver com a nomeação dos executivos pelo Conselho e não por diversos conselhos. Um dos primeiros efeitos disso será quanto ao salário deles. Há instituições que enfrentam dificuldades para escolher executivos por falta de condições financeiras. Se executivos não podem dar tempo integral, em algum ponto a qualidade de suas ações será prejudicada. Não defendo salário igual para todos, muito menos discrepância absurdas. Com o novo modelo, as comparações, nas reuniões, serão inevitáveis e critérios mais justos terão que ser estabelecidos.

Obviamente, o Conselho precisará estar atento para uma articulação especial com os seminários do Norte e Equatorial, por razões geográfico-culturais. Mas isso não é difícil de se resolver.

Os critérios de Composição dos Comitês

A questão da nomeação dos Comitês (palavra importada das estruturas americanas) pelo Conselho Geral, através de critérios técnicos é outro aspecto que julgo importante. Na parte anterior deste texto já defendi que técnico e político são categorias diferentes, mas inseparáveis. Assim, defenderei dois aspectos em relação a isso: 1) que os critérios que definirão a escolha técnica sejam explicitados; 2) que haja garantias de que os técnicos que preencherão os comitês sejam oriundos das diversas regiões do país.

Em relação ao primeiro ponto, o Conselho Geral deverá apontar explicitamente qual a formação ou experiência de cada indicado e que necessidade técnica do Comitê se busca atender. Falo da necessidade do comitê porque, é óbvio que um Comitê de Missões, por exemplo, não precisa ser formado apenas por missiólogos ou ex-missionários para ser técnico. Nem seria técnica – mas política - a escolha de alguém por ser de uma igreja que envia ofertas acima da média para missões (ofertas altas e ardor missionário não são, necessariamente, sinônimos. Pode ser apenas retrato de má distribuição de renda). O funcionamento das organizações missionárias exige, também, pessoas com conhecimento em, por exemplo, administração, contabilidade e finanças, relações públicas, inclusive internacionais.

Quanto ao segundo, justamente por não dissociar o técnico do político, por ser “sudestino” por nascimento e nordestino por opção e conhecer batistas de todas as regiões do país, sei que pessoas qualificadas estão presentes em todas elas e devem ser aproveitadas. Este é o preço de querermos ser uma Convenção Batista Brasileira.

Comitê de Ação Social e Necessidade de Câmara Setorial

A definição, em plenário, da criação do Comitê de Ação Social foi outro ponto relevante. Mudar a mera condição de departamento do Conselho para Comitê fará diferença. Essa diferença será ainda mais significativa quando a Câmara de Ação Social, para tratar do assunto nas assembléias, for incluída no Regimento Interno. Num país com os graves problemas sociais como o nosso, uma denominação que se preze, independente de concepções teológicas, não poderia deixar tal assunto em segundo plano.

Papel das Comunicações

O papel das comunicações em nosso “projeto” denominacional ainda não mereceu maior atenção. Atenção especial precisa ser dada não somente quanto ao possível uso da televisão, rádio ou internet, mas também, por exemplo, da estrutura de funcionamento d’O Jornal Batista. A meu ver ela é um retrato da importância que damos às comunicações.

Finalizando, há uma série de outros aspectos interessantes para nossa reflexão e penso que o povo batista deveria ser convocado a emitir suas opiniões sobre as mudanças, no espírito de ajudar nossos líderes. Manifestações públicas são geradoras de reflexão, favorecem o despertar de idéias e possibilita surgimento de soluções.

A paixão de Cristo (2004)

Depois de dez dias da estréia, fui aumentar a conta bancária de Gibson em 7,75 dólares, além dos impostos de 0,44 cents para o governo americano. Ninguém é de ferro! A estratégia de marketing foi tão boa que nem ateus – que não é o meu caso - resistiram. Por isso, fala-se em faturamento cinco vezes maior do que os 25 milhões de dólares investidos.

Não estou dizendo que ele fez o filme visando lucro. Isso não precisa ser dito num pais em que se respira dinheiro e lucro não é sinônimo de pecado. Aqui ninguém é criticado por ganhar dinheiro. Pelo contrário, quanto mais acumular, mais prestígio terá.

O filme inicia com Jesus esmagando a cabeça de uma serpente no Getsêmani. Com isso, deixa claro, de cara, que nEle se cumpriu a promessa registrada em Gênesis 3:15. Sob esse pressuposto, prossegue enfatizando aquilo que tem sido anunciado historicamente nas igrejas cristãs: o contraste entre as extremas maldade humana e bondade divina.

Senti-me emocionado na cena em que Pedro nega a Jesus. As reações emocionais de Maria, porém, me desapontaram. Talvez, no afã de apresentá-la como uma mulher forte, sua atuação ficou aquém da que seria comum em mães diante do sofrimento do filho.

Judas foi premiado. Tendo sua crise de consciência demonstrada em pelo menos 4 ou 5 cenas fortíssimas, parece pagar ali seu pecado da traição. Doravante, quem sabe, será menos surrado no sábado de aleluia.

Pilatos, criticado historicamente por “lavar as mãos”, ganhou uma oportunidade de defender-se, apresentando suas razões de forma um tanto comovente.

O “Santo Sudário”, mais conhecido como peça de museu e de controvérsias históricas, ganhou cores e vida. Teria surgido das mãos de uma bela e bondosa jovem.

Uma cena de conteúdo duvidoso é a que um corvo pica o ladrão crucificado que zombou de Jesus. Simbolizaria o diabo? Não, pois eram aliados. Simbolizaria Deus? Não, pois Aquele que perdoa os que “não sabem o que fazem”, não agrediria o infeliz, afinal, ladrões não são piores do que líderes religiosos sem escrúpulos.

O momento em que o carpinteiro Jesus brinca, jogando água no rosto de Maria, após inovar fabricando uma mesa, repassa uma idéia positiva, menos medieval do Cristo, infelizmente ausente dos púlpitos eclesiásticos e do imaginário popular.

Seria o filme, um incentivo ao anti-semitismo? Não! Talvez estimule o sentimento anti-religião institucionalizada, pois a postura dos líderes religiosos judeus é nojenta, como nojentos são todos aqueles que querem impor impiedosamente sua crenças. Seria capaz de motivar pessoas a serem cristãs? Não! Pode sim, suscitar debates e abrir espaços para o compartilhar da fé. Porém, não passaria disso, pois o que se vê é um festival de barbáries contra Jesus, desproporcional à acusação e incompatível com o bom senso, mesmo em tempos remotos.

A violência pode gerar pena de Jesus, mas jamais serviria de ponte, para uma reflexão existencial ou revisão de valores e crenças. Violência produz revolta contra os violentos, e não amor pelo violentado ou compromisso com valores e causas defendidos por ele. O confronto entre os ensinos do Mestre e o sofrimento imposto, isso sim, poderia surtir efeito, mas recebeu pouca ênfase.

Num pais em que o fundamentalismo é politicamente ativo e ativamente político, Gibson acertou na fórmula. Aproximou sua versão dos textos canonizados pelo catolicismo e defendidos com unhas e dentes pelo protestantismo; incluiu poucos conceitos apócrifos; declarou-se inspirado pelo Espírito Santo na produção e imbuido de uma missão evangelizadora; respondeu, antes que alguém perguntasse, que não era anti-semita e anunciou que era sua, a mão que aparece segurando o braço de Jesus na cena em que é cravado na cruz, incluindo-se assim, disse, como culpado pela crucificação.

Se as intenções de Gibson foram espirituais, não cabe a nós julgar. Mas que ficou muito mais rico, isso ninguém pode negar!

Relações de poder nas Juntas(2005)

Ocupei, em 30 anos de atuação na estrutura denominacional, funções nos dois lados da mesma moeda: membro e executivo de Junta. Já me senti “representante de interesses do povo” e defensor das finalidades ou sobrevivência institucional. Aprendi um pouco dos sentimentos reinantes nos dois lados e os conflitos que caracterizam a relação membro de Junta/Executivo. Há seis anos sem ser vidraça e feliz no ministério pastoral, sinto-me à vontade para escrever sobre o tema.

A relação Membro de Junta/Executivo é menos ou mais conflituosa, dependendo dos interesses que envolvem a instituição. Veja o exemplo das Juntas Missionárias – JMN e JMM - da Convenção Batista Brasileira. Dirigi-las é um grande desafio, tanto em decorrência de suas finalidades e estrutura, quanto por serem a menina dos olhos dos batistas. Creio, entretanto, que a probabilidade de conflitos na JMN é maior, pois atua em espaços semelhantes aos dos campos estaduais e os interesses nem sempre coincidem.

Membros dessa Junta são eleitos para administrar a instituição, mas também são cobrados como representantes dos interesses de suas convenções estaduais. Assim, podem sofrer pressões, por exemplo, no sentido de conseguirem mais obreiros da JMN para seus campos. Esse fato os influencia no modo de exercerem seus papéis, pois os colocam no centro de interesses às vezes diferentes: os da Junta e os de seus campos. Isso sem falar dos problemas, nos Estados, entre missionários e obreiros ou igrejas, que afetam as relações Junta/líderes estaduais, com rebatimento, inclusive, nas assembléias convencionais.

Em outras instituições, as possibilidades de conflitos também são múltiplas. Nos colégios batistas, por exemplo, há interesses por emprego, salários, uso de espaço físico, bolsas de estudo, patrocínio de eventos e, de vez em quando, pela qualidade do ensino e serviços! Neles e em outras instituições, seus dirigentes ganham visibilidade, facilitando candidaturas político-partidárias, ascensão denominacional ou suposta influência sobre o voto de seus liderados. Isso abre espaços para barganhas em períodos eleitorais (denominacionais e nacionais) e conflitos extremamente nocivos à causa.

É provável que, entre as causas da falência da JUERP, fatores como esses, além dos relacionados à escolha de livros (principalmente de escritores que atuam na Junta!) ou linhas de pensamentos a serem publicados, influenciaram na crise.

Essas possibilidades, somadas aos problemas de personalidade, de diferenças de compreensão da realidade e, sobretudo, de falta de respeito ao espaço ocupado pelo outro, fazem com que a permanência prolongada na função de executivo, em certas instituições, se torne um imenso desafio, um eterno ato de marabalismo.

É flagrante o desrespeito às atribuições estatutárias da parte de alguns. As Convenções definem e distinguem com “clareza cristalina” as atribuições dos Executivos e dos Membros das Juntas. Entretanto, se há executivos que extrapolam, há também membros que não se contentam em exercer suas atribuições. Por terem o poder de demitir o Executivo, usurpam seus poderes, tornam-se dominadores, opressores até, transformando num inferno a vida dos que administram.

Isso não desmerece nossas instituições ou líderes, pois não significa que tais práticas sejam dominantes. Mas alerta-nos e nos estimula a sermos menos ingênuos em nosso envolvimento cooperativo.

Profissionais e solidários (2005)

“Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao pai de vocês, que está nos céus”. (Mateus 5.16)


Conheci Emerson, oftalmologista, quando pastoreei a Igreja Batista Emanuel em Boa Viagem, no Recife. Ele tornou-se membro da Igreja no período em que reestruturávamos a área de atuação social e criávamos o NASCE - Núcleo de Atuação Social Cristã Emanuel. Antes, porém, de falar sobre como ele nos inspirou, creio ser importante esclarecer a proposta para o NASCE que estava no coração dos que participaram de sua organização.

O NASCE nasceu para ser um espaço de solidariedade. Foi criado com personalidade jurídica autônoma, tendo a Igreja como mantenedora. Foi estruturado pensando na possibilidade de atuar, também, em convênio com organizações governamentais e não governamentais. A idéia central, porém, era possibilitar aos membros da Igreja um espaço no qual pudessem compartilhar seus conhecimentos em favor não somente dos empobrecidos que vivem há anos abaixo da linha de pobreza, mas também, dos empobrecidos por desemprego ou arrocho salarial, como ocorre eventualmente com pessoas de classe média. O NASCE, portanto, foi criado para ajudar necessitados, da igreja ou não.

Diante disso, profissionais de diversas áreas, sensibilizados e solidários, se dispuseram a cooperar. Uns ofereciam serviços médicos, psicológicos, jurídicos, outros ainda em diversas áreas de educação – alfabetização, línguas, culinária, nutrição, música, corte e costura, artes, reparos elétricos e hidráulicos, reflexão sócio-política, etc. - ou simplesmente orientando tecnicamente em questões ligadas, por exemplo, à aposentadoria.

Emerson, porém, não podia dar expediente no projeto, inclusive porque isso exigiria equipamentos indisponíveis. Assim, ofereceu-se para participar abrindo espaço em sua agenda de atendimentos, no consultório, para x consultas semanais a pessoas encaminhadas pelo NASCE. O processo era simples: a pessoa procurava o projeto, comprovava sua necessidade e o dirigente se encarregava de agendar diretamente no consultório. Assim, as pessoas eram atendidas nas mesmas condições de todos os demais clientes seus. Se não bastasse isso, ele realizava x cirurgias mensais sem ônus para o paciente.

Isso serviu de inspiração para diversos outros médicos e profissionais da Igreja que, embora não pudessem ir à sede do projeto, passaram a abrir espaço em seu ambiente profissional para atender necessitados, como manifestação de solidariedade.

Conheço pessoas que são contrárias à mobilização das igrejas para questões sociais. Um dos argumentos usados é que o trabalho social seria função do Estado, cabendo às igrejas somente cuidar da dimensão espiritual da vida. Para elas, a Parábola do Bom Samaritano (Lucas 10:25-37) não significa nada mais do que oferecer uma resposta à questão “quem é o meu próximo?”. Entretanto, a Parábola nos diz muito mais do que isso. Diz, inclusive, que não devemos fugir, diante de alguém com necessidade.

A concentração de renda é a lógica do sistema sócio-econômico vigente e o empobrecimento da imensa maioria, sua conseqüência natural. Exemplo disso é que 1/3 da riqueza mundial está concentrada nos Estados Unidos e 1/3 da riqueza brasileira, em São Paulo. Estudar o sistema em busca de alternativas e lutar politicamente por seu aperfeiçoamento, visando transformá-lo em ferramenta de justiça social, deve ser compromisso e alvo de todos.

Enquanto, porém, mudanças significativas não se tornam realidade no país, nossa criatividade e recursos individuais e comunitários devem ser usados para minimizar os malefícios da estrutura vigente na vida dos empobrecidos. E Deus se agradará disso! (Amós 5.21-24)

A carência nacional é imensa e há muita gente passando de fininho, como fizeram o sacerdote e o levita da Parábola, não por “coincidência”, exatamente os líderes religiosos de então. Émerson – um médico - resolveu agir diferente, fazendo alguma coisa, como o Bom Samaritano. E o fez não por crer que sua salvação dependeria disso, mas simplesmente, por solidariedade. E nós, o que temos feito, como manifestação de solidariedade, através da nossa profissão?

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Líderes conservadores ou de esquerda? (2001)

Em artigo publicado recentemente no Diário de Pernambuco, intitulado "Economistas de esquerda", Alexandre Rands Barros defendeu que três fatores básicos distinguem os economistas de esquerda, dos conservadores: "I. preocupação com a melhoria na distribuição de renda; II preocupação com a equidade das oportunidades individuais; III preocupação com a mudança nas relações econômicas e sociais básicas". (O texto completo está disponível aos interessados via e-mail). Sua leitura me levou a pensar em nós líderes, perguntando: somos, socialmente, conservadores ou de esquerda? Estamos preocupados com as questões sociais ou fazemos coro com os que dizem que não devemos nos envolver com essa dimensão da vida?

No meio batista, pelo investimento sério que tem sido feito numa educação teológica fundamentada em hermenêutica bíblica de boa qualidade, há uma crescente consciência do papel social da igreja. O que, entretanto, defendemos ou o que nos distingue, socialmente, como líderes? Qual tem sido, na prática, nosso posicionamento frente aos graves problemas sociais?

Ninguém pode ser classificado exclusivamente como conservador ou de esquerda. Cada pessoa, ainda que se enquadre predominantemente numa dessas tendências, pode adotar posturas conservadoras em algumas questões e de esquerda, noutras. Porém, quando o que está em discussão é a realidade social brasileira, não dá para titubear ou ficar sobre o muro. Ou nos posicionamos com clareza, no discurso e na prática, ou seremos mornos e passaremos para a história como socialmente irrelevantes, mesmo tendo estado em evidência no círculo denominacional.

Nem todos temos consciência de qual vertente predomina em nossos discursos e ações. Alguns por serem meros ativistas, outros por preguiça mental e outros ainda, por fazerem parte da minoria beneficiária do sistema vigente, não priorizam tempo para refletir sobre suas crenças, palavras e ações. Da triste realidade estampada nas manchetes diárias, são meros contempladores dos descaminhos da sociedade ou apenas usuários delas, como argumento de retórica, para fundamentar a desesperança nesta vida e a concentração de energias na espera do futuro, do céu.

De cada um de nós, é requerido que analise o discurso e a prática de Jesus, diante da realidade social do seu tempo, a fim de que sejamos seus imitadores. Foram diversas as realidades nas quais Jesus se envolveu. Ele lidou com questões espirituais, físicas, éticas, emocionais, morais, religiosas, etc.. Equivocadamente, destacamos uma dessas áreas, maximizando-a como se fosse a única. O pior é que, as vezes, enfatizamos exatamente a dimensão oposta, a da exigida na situação em que estamos inseridos. Exemplo: alimentamos a alma quando o corpo esta faminto ou nos preocupamos com o corpo, quando a alma está precisando de alento. Como Jesus, devemos ser sensíveis às necessidades que precisam ser atendidas, em cada contexto, a fim de cumprirmos adequadamente a nossa missão.

Precisamos ter coragem para confrontar nosso status quo. O "não vos conformeis com este mundo", de Paulo, deve servir de alerta permanente. Somos tendentes a acomodação, principalmente quando as circunstâncias nos são favoráveis. Nos esquecemos de que nem sempre a boa realidade, eventualmente vivida por nós, representa a realidade da maioria do povo brasileiro. Por isso, urge que nos posicionemos pela "melhoria na distribuição da renda, pela equidade das oportunidades individuais e pela mudança nas relações econômicas e sociais básicas". Se esta postura for classificada de esquerda...

sábado, 20 de junho de 2009

A Gol e eu


Vejam leitoras, como funcionam as coisas no Brasil.



Viajei a Belo Horizonte no dia 10 passado para falar, no dia seguinte, no Workshop “Transformação”, promovido pela Convenção Batista Mineira. A viagem estava prevista para 16h50, pela Gol. Saí de casa com 1h e 30 de antecedência, mas um engarrafamento fez com que chegasse ao Aeroporto apenas 20 minutos antes, em vez dos 30 necessários. Fui impedido de “embarcar” e tive que pagar praticamente uma nova passagem para voar aproximadamente 3 horas depois.



Ontem, pela mesma empresa, fui a Maceió, falar à I. B. do Farol, num culto surpresa pelos 10 anos de pastorado de Roberto Amorim, à frente daquele igreja. Saí de casa com 1h e 30 de antecedência, cheguei uma hora antes, tudo transcorreu como manda o figurino com um detalhe apenas: o vôo previsto para decolar às 13h50, deixou o Aeroporto às 15 hs, portanto com 1h10 de atraso. Quando já estávamos chegando a Maceió, com um pedido de desculpas, fomos informados que houve um problema de tráfego em virtude de reformas na pista de Salvador.




A questão é: na primeira viagem, cheguei 10 minutos depois do recomendado e 20 antes da saída e perdi a passagem; na segunda, a empresa atrasou e tudo que recebi foi um pedido de desculpas coletivo, claro. Por que só um lado é penalizado quando não cumpre o contratado?



Na aviação brasileira coisas esquisitas acontecem. Uma passagem para o mesmo trajeto é mais cara se comprada no Brasil do que no exterior. Houve tempo em que, estando no Brasil, alguém podia comprar a passagem mais barata, lá fora, enviar o código para quem estava aquil viajar Brasil-Eua-Brasil. Proibiram isso.




Além disso, em viagens para o exterio, pelo menos Europa ou EUA, somos obrigados a comprar ida e volta, mesmo se não pretendemos voltar, simplesmente porque a passagem só de ida é infinitamente mais cara do que ida e volta.




Curiosa, ainda, é a norma – em lento processo de mudança até o final do ano – que impede as empresas de concederem descontos promocionais para viagens à Europa ou EUA ou mesmo a oferecem preços mais baixos.




Voltado às experiências que citei inicialmente, e que considero injustiça, parece que, pela falta de concorrência e de respeito pelo povo, por parte das autoridades públicas, tudo que se pode fazer é, sempre que for possível – quase sempre impossível pela precariedade de concorrência -, não viajar pela Gol.


?

sábado, 23 de maio de 2009

Pastores ou Executivos?

Um reflexão sobre o conflito entre economia e espiritualidade na igreja
O pastorado está sendo contaminado e engolido pela economia da religião. Evidência disso é a centralização da atenção ministerial em números, estatísticas e megalomania patrimonial. Aumentar a qualquer preço a quantidade de clientes nos cultos é a meta prioritária, sendo secundário se, no dia-a-dia, tais pessoas continuam vivendo na UTI da existência.
Diante disso um novo perfil de pastor está sendo exigido: o de especialista em propaganda e venda de promessas vãs. Pastores preparados para apascentar, que usa cajado e vara, com inteligência, conhecimento e amor, em favor da libertação das pessoas têm poucas chances de serem requisitados neste novo mercado eclesiástico.
Nos templos deste novo mercado, os discursos e celebrações são aparentemente libertadores, pela catarse emocional proporcionada, mas, de fato, são verdadeiros “afeganistões” de ópio. O discurso pseudo-missionário de “povoar o céu” é nocivo, na medida em que é desprovido de métodos e motivações espirituais. (Por favor, não venham com jargões, dizendo que o que importa é que o evangelho seja pregado, descontextualizando as palavras paulinas!)
Quando necessitam de pastor, igrejas do neoliberalismo religioso usam “critérios claramente empresariais”, como escreveu Rubem Alves (Dogmatismo e Tolerância, Ed. Paulinas, SP, 1982). Tais critérios visam selecionar, no mercado, aqueles que demonstram ser mais capazes na condução dos negócios da igreja.
Ao permitir que a função ministerial seja transformada na de um empresário da fé, o pastor se desqualifica para excercer sua vocação espiritual e minimiza sua capacidade de oferecer respostas adequadas para problemas das demais dimensões da vida. Então, diante dos crescentes e complicados problemas humanos, o uso de respostas superficiais - ação demoníaca para tudo, por exemplo – torna-se cada vez mais comum.
Alguns pastores entram nessa “roda viva” sem perceber que suas ações são mais econômicas do que espirituais. Cedendo à pressão no sentido de apresentarem resultados relativos a aumento de adeptos, templos, congregações ou dinheiro, deixam em segundo plano a missão de ajudar pessoas à administrarem suas vidas de tal forma que priorizem o cultivo da espiritualidade e manifestações de solidariedade.
Não defendo que pastores devem virar eremitas ou se trancarem num mosteiro. A idéia é que tenhamos clareza das diferenças entre Pastor e Executivo, a fim de que não nos deixemos pisotear pelo rolo compressor da economia. Devemos nos capacitar para interagir com todas as dimensões da vida, sem perder de vista o eixo em torno do qual gira nossa atividade.
Pastores precisam de mais tempo para oração, meditação bíblica e reflexão. Para oração, porque temos muito a dizer a Deus a respeito do que se passa em nossas vidas, famílias, igrejas e comunidades. Meditação bíblica, porque não há na face da terra coletânia inspirada e tão rica de textos que registrem tantas e tão diferenciadas experiêncais humanas com Deus. Reflexão, porque na avaliação crítica do que praticamos, dizemos e lemos está a chave para modificarmos a realidade interna e externa de nossas vidas.
Esse tempo, aos olhos dos economistas da religião é improdutivo. Imaginem: enquanto os membros da igreja ganham o pão de cada dia através da produção de bens e serviços, o pastor trabalha no campo da espiritualidade, isolando-se num escritório, usando parte do tempo para ler, orar e meditar. Isso, para supervisores da linha de produção da fé é vagabundagem, é vida fácil! Trabalho mesmo, dizem, é o deles que resulta em produção material ou aumento de capital.
Levantar a voz em defesa de igrejas caracterizadas por espiritualidade não empresarial é um imperativo se quizermos ajudar a reduzir a massa de infelizes, sufocados dentro das paredes da religião. Do contrário, em vez de libertação, seremos agentes de enganação, exploração e opressão. Por isso, é fundamental diferenciarmos atividades espirituais de econômicas em nossa ação pastoral.
(Texto produzido em 2004)

domingo, 10 de maio de 2009

O dízimo

Já dei dízimo por imitação, medo e obrigação. Depois aprendi a fazê-lo por experiência de graça e consciência de causa.

Por imitação, porque cresci vendo meu pai, a despeito do curto salário, sendo fiel na devolução do dízimo; por medo, pois num determinado momento da vida o argumento introjetado em minha mente era que, se não o devolvesse, seria privado da graça de Deus; por obrigação, porque membros da Igreja têm o dever, inclusive estatutário, de sustentar a igreja da qual são parte.

Porém, a melhor das minhas fases de dizimista é a que vivo hoje: a de dar por experiência de graça e consciência de causa. Essa fase é fruto de dois fatores: primeiro, a compreensão da história do dízimo e segundo, a compreensão e engajamento em causas divinas.

Em relação à primeira, descobri que o dízimo não foi criação da Bíblia. Era prática antes mesmo do surgimento do povo judeu. Abraão, que segundo Paulo aparece no cenário histórico 468 anos antes do estabelecimento da lei de Moisés e, portanto da estruturação jurídica da nação judaica, deu o dízimo. Ele o fez num tempo de graça e porque assim se fazia entre os do seu tempo.

Descobri ainda que, no caso de Israel, ele foi criado para sustentar a tribo de Levi. A tribo de Levi era a tribo de Moisés. Essa tribo administrava os interesses do povo judeu. Como Israel se estruturou em bases religiosas, os familiares de Moisés cuidavam dos cerimoniais do templo, além do direito, da saúde pública, da educação, enfim. Então, a fim de que pudesse se dedicar a isso, a tribo de Levi era remunerada pelos membros das demais onze tribos, através do dízimo de tudo o que eles produziam. E, logicamente, tudo isso foi construído usando-se a linguagem religiosa.

Com o advento do cristianismo, uma religião que, em vez de tribal era global, as razões históricas do dízimo perderam o significado. Restou o conhecimento de que Jesus não era contrário à prática do dízimo para as finalidades para os quais ele fora criado e os registros em textos da época, canônicos ou não, de como a igreja-povo procedia para manter-se e alcançar seus objetivos.

Em relação à segunda - compreensão e engajamento em causas divinas -, à medida que fui aprofundando a compreensão da finalidade da existência da igreja, das causas por ela defendidas, da compatibilidade de tais causas com o caráter de Jesus, da possibilidade democrática de administração das coisas da Igreja de tal forma que os recursos fossem investidos em causas realmente divinas, passei a faze-lo com o coração livre e feliz.

Desde que cresci na compreensão da doutrina e de doutrina, deixei de me preocupar com versículos bíblicos para sustentar tal prática e passei a contribuir pelo prazer de ser um cooperador em causas divinas.

Reconheço que nem sempre o dinheiro do dizimo é usado da forma que deveria, segundo meu ponto de vista. Porém, também aprendi a conviver com o jogo democrático das igrejas batistas. Assim, em vez de colocar a bola debaixo do braço quando o jogo não acontece do meu jeito, optei por participar ativamente, apresentando minha compreensão das coisas e ouvindo a compreensão dos outros, na tentativa de fazer prevalecer um uso do dinheiro que represente compromisso sólido com os valores do Reino de Deus.

Por ser um jogo democrático, vez por outra aparece alguém que burla ou tentar burlar as regras. Isso porém não deve invalidar o jogo que, em geral, é benéfico. Corrijam-se as distorções e continue-se a dizimar, digo, a jogar. Afinal, investimentos em coisas ruins não faltam neste planeta. Por que não investir em causas divinas?

Por que será que nos paises de esquerda os cristãos são tão perseguidos?

IV

Por que será que nos paises de esquerda os cristãos são tão perseguidos?

Esta pergunta é um pouco mais complexa. Ela exige algumas definições preliminares, por exemplo:

Que definição você estaria usando para o conceito esquerda?

A que países de esquerda você se refere?

- A china poderia ser definida como politicamente de esquerda e economicamente de direita e lá há perseguição, certo?

- A índia parece ser economicamente de direita e lá há perseguição religiosa, certo?

- A maioria das ditaduras do oriente médio é de direita e lá há perseguição política, certo?

- O Brasil se orienta pela liberdade religiosa, mas há seguimentos evangélicos que perseguem os seguidores de cultos afro e há aqueles que perseguem irmãos da mesma denominação religiosa, mas que não rezam por suas cartilhas importadas do fundamentalismo predominante na Convenção do sul dos Estados Unidos, certo?

A outra questão seria: qual é a sua definição do conceito cristão?

Para alguns, cristão são somente aqueles que seguem seu modo de interpretar a Bíblia; para outros, aqueles que estão debaixo do mesmo guarda-chuva religioso, da mesma marca denominacional.

Se há perseguição lá fora, ninguém pergunta o tipo de cristão que está sendo perseguido. Se é aqui dentro, só nos interessa se fizerem parte do grupo de afinidade mínima com aquilo que cremos.

Ainda assim tentaria dizer que cristãos podem ser perseguidos por pelo menos duas razões:

1) Por levarem a sério os valores do reino de Deus, lutando para que eles se tornem realidade na sociedade em que estão – tais cristãos – inseridos. Estes, independente da marca religiosa, sempre serão perseguidos;

2) Por confundirem valores do reino de Deus com estrutura de viabilização de projetos sociais e se posicionarem politicamente a favor ou contra este ou aquele grupo dominante ou dominado.

Penso que não há um sistema ou partido político que seja um retrato perfeito do reino de Deus, nem do diabo. Há aqueles que evidenciam mais um do que outro, mas todos apresentam virtudes e defeitos, em maior ou menor grau. Se queremos ser cristãos relevantes para o mundo, devemos deixar claro que nossa posição não é contra ou a favor a este ou àquele sistema ou partido, mas críticos daquilo que, seja em que sistema ou partido for, contraria claramente os valores do reino de Deus.

E isso deve ser feito com o máximo de diálogo possível e demonstração de boa vontade para com a coletividade e não somente com os detentores ou prisioneiro do poder

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O custo da falta de educação

Nos primeiros 35 dias de 2009, aproximadamente 7 pessoas foram assassinadas por dia, na região metropolitana de Salvador. Drogas são a principal causa apontada.

O Brasil vai investir 35 bilhões de reais na realização da Copa do Mundo de Futebol, em 2014, segundo a FGV. O investimento representa 230% (2 vezes + 30%) acima do orçamento previsto para educação em 2009.

A Bahia, juntamente com Pernambuco, é o estado brasileiro no qual o poder judiciário é o mais lento no país. Salvador deverá investir 235 milhões na reforma da Fonte Nova, se for escolhida como uma das sedes.

O futebol está para o Brasil assim como missões para a CBB. O investimento dos batistas em educação provavelmente também. A idéia reinante em parte da liderança batista é simples: salva-se individuos do inferno futuro, mesmo que as igrejas caminhem num "inferno" presente por ineficiência e ineficácia adminitrativa e falta de investimento em educação teológica e cristã.

Em termos de prioridade, nos batistas somos um retrato do Brasil. Ou o Brasil é um retrato nosso?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Meu problema com uma operadora de celular

Oi, você já teve algum problema com operadora celular? Eu acabo de ter um.

O problema inicial foi meu. Efetuo os pagamentos dos investimentos mensais que faço através de débito automático. Cartões de crédito, energia elétrica, previdência social e telefones são pagos entre 1 e 12 de cada mês, com concentração entre os dias 5 e 7.


Antes de sair de férias no dia 1, entrei em minha conta pela internet, somei o valor do que venceria naqueles dias e transferi o dinheiro da conta de poupança (onde meu salário é depositado) para a conta corente (onde os débitos são pagos).


Viajamos tranquilos, nos instalamos na casa da matriarca, lá em Garrrrça e, somente depois que a grana do bolso acabou, procurei um caixa eletrônico. Aí começou minha novela, pois descobri que havia errado nas contas, a CC ficou sem saldo suficiente e as contas do telefone retornaram por falta de saldo.


Imeditamente transferi novos valores, mas a operadora não reapresentou as contas. Então, fiquei sem poder fazer ligações.


Inicialmente ligava para os número indicados pela operadora, mas nada de conseguir. Viajamos para Brasília e, no caminho, entrei em Itumbiara (GO) fui ao BB, a gerente disse-me que não me preocupasse pois a operadora reapresentaria. Continuei a viagem tranquilo.


Em Brasília tudo continuou igual. A operadora não reapresentou a cobrança, o telefone de acesso indicado não atendia nem ligando do fixo do Hotel, nenhum caminho encontrado pra resolver via internet e assim passei os dias viajando, sem poder fazer ligações.


Imagine, sem celular, como faria os acordos com os amigos para almoçar, compartilhar carona? Como encontrar Gláucia em meio a multidão? Bobagens, é verdade, mas a irritação se dava por estar na era da internet e não conseguir resolver algo simples como pagar uma conta.


Voltei pra Salvador sem poder fazer ligações, torcendo pra não ter problemas na estrada e, chegando em casa, comecei tudo de novo.


Em Salvador os número de atendimento da operadora funcionaram, mas a atendente era virtual. Ela até se esforçava para me ajudar, mas nenhuma das palavras para as quais foi programada a ouvir e apontar caminhos fazia parte exatamente do vocabulário do meu problema.


A impaciência aumentava quando me lembrava que eu estava "falando" com uma máquina burra e não com uma mulher de carne e osso. Me sentia ricículo! Interjeiçoes variadas brotavam de minha alma, mas meu superego, representado pelo pastor que sou, não permitia que eu dissesse, mesmo a uma máquina, aquilo que meu ego recomendava.


Com algum tempo de experiência descobri que, se usasse seguidamente palavras diferentes das que ela esperava, surgia na "boca dela" a alternativa de ser encaminhado a atendente de carne e osso. Eureka!


Assim procedendo cai nas mãos, digo, nos ouvidos, de uma mulher. Nunca ansiei tanto por falar aos ouvidos de uma mulher!


O problema é que ela me disse: o sistema está fora "do ar" e somente poderemos saber se o senhor pagou a conta, daqui a meia hora, quando ele voltar. E arrematou um dolorido gerundismo: quando o sistema retornar vou estar checando sua informação.


Liguei uma hora depois pra não dizer que estava impaciente. Novo processo com a virtual. Novo tempo enganando-a pra ser encaminhado a uma de carne e osso e nova resposta que o sistema estava fora "do ar".


E assim se repetiu diversas outras vezes!


Perdi as estribeiras, perdi a batalha e o telefone voltou a funcionar somente quando o sistema da operadora quiz.

Oi, você quer saber o nome da operadora?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Abaixo e acima da Linha do Equador

Leia e tire suas próprias conclusões:
STF relaxa prisão de 18 investigados por máfia dos jogos; alguns já tinham habeas corpus
STJ solta presidente do TJ-ES e mais 6 investigados por venda de sentença

Justiça torna indisponíveis bens de Garotinho, Rosinha e de mais 26
Até quando?

Enquanto isso. no lado de cima da Linha do Equador

Ex-diretor da Nasdaq é preso acusado de fraude financeira
http://economia.uol.com.br/ultnot/valor/2008/12/12/ult1913u99089.jhtm
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SÃO PAULO - O ex-diretor da Nasdaq e dono de uma consultora de investimentos e uma corretora, Bernard Madoff foi preso ontem, acusado de liderar um esquema milionário de fraudes financeiras.O executivo confessou aos agentes do FBI ter fraudado negócios que chegaram a custar US$ 50 bilhões aos clientes de sua empresa. "Não há explicações inocentes. Eu paguei investidores com dinheiro que não existia e esperava ir para a cadeia", disse o empresário quando estava sendo preso.

O esquema de Madoff era chamado de "Ponzi" e consistia em uma falcatrua de pirâmide financeira, que envolvia grandes rentabilidades para os investidores iniciantes, pagas com o dinheiro dos investidores mais antigos. O ex-diretor da Nasdaq afirmou ontem que sua consultoria era uma "grande mentira".

Em novembro, a consultoria de Madoff tinha cerca de US$ 17,1 bilhões em ativos sob sua administração. Pelo menos metade dos clientes eram hedge funds. A companhia também administrava recursos de pessoas físicas de alta renda e de bancos.

Madoff, 70, operava os negócios de consultoria separadamente da sua corretora, Bernard L. Madoff Investment Securities, segundo o Departamento de Justiça norte-americano. A corretora negociava cerca de 50 milhões de ações por dia e tinha clientes como a General Electric e o Citigroup.

Madoff deve pegar no máximo 20 anos de cadeia e pagar uma multa de US$ 5 milhões.
Bandido de colarinho branco exite em todos os lugares. A diferença está nas leis, no judiciário e na certeza de que haverá punição!

sábado, 29 de novembro de 2008

Não há discriminação contra a mulher no Brasil

O discurso é uma coisa, os dados, outra.

Segundo a Revista Veja de 26.11.2008:

"As empresas estão substituindo empregados homens com nível superior por mulheres. Motivo: elas ganham menos.

Em 2007, a contratação de mulheres com nível superior completo ou incompleto superou a de homens em 130%

A razão é que o salário das mulheres com esse nível é menor que o dos homens em 43,5%

Em média, o salário de um homem com diploma universitário é de R$ 4.370,00

O salário de uma mulher com diploma universitário é de apenas R$ 2.470,00".

Bem, no Brasil também não há discriminação racial !!!

Orçamento da Cidade do Salvador em 2009

As prioridades da cidade do Salvador, na ótica do prefeito João Henrique, já aprovadas pela Câmara de Vereadores, para 2009.

Saude = 26,34% = R$ 764.697, milhões
Urbanismo = 21,14% = R$ 613.633,00 milhões
Educação = 14,30% = R$ 415.124,00 milhões
Previdência Social = 8,78% = R$ 254.912,00 milhões
Encargos Sociais = 8,36% = R$ 242.833,00 milhões
Administração = 7,83% = R$ 227.289,00 milhões
Transporte = 3,90% = R$ 113.142,00 milhões
Legislativa = 3,11% = R$ 90.317,00 milhões
Assistência Social = 1,48% = R$ 40.021,00 milhões
Comércio e Serviços = 1,16% = R$ 33.726,00 milhões
Judiciária = 0,70% = R$ 20.299,00 milhões
Segurança Pública = 0,54% = R$ 15.552,00 milhões
Cultura = 0,41% = R$ 11.778,00 milhões
Indústria = 0,40% = R$ 11.738,00 milhões
Habitação = 0,35% = R$ 10.106,00 milhões
Comunicações = 0,31% = R$ 8.840,00 milhões
Direitos da Cidadania = 0,25% = R$ 7.373,00 milhões
Reserva de Contingência = 0,24% = R$ 7.000,00 milhões
Trabalho = 0,22% = R$ 6.338,00 milhões
Desporto e Lazer = 0,13% = R$ 3.846,00 milhões
Gestão Ambiental = 0,05% = R$ 1.489,00 milhões

Total = 2,9 bilhões

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Perdoa-nos as nossas dívidas

Nunca os americanos oraram tanto o Pai Nosso como atualmente.

Nunca a necessidade de perdão (das dívidas) foi tão reconhecida!!!

Um verdadeiro avivamento espiritual está se desencadeando.

Está imagem, publicada no inglês Financial Times, ilustra:

Forgive us our debts

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A Economia Mundial


"E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda." (Mt. 7.27)