quarta-feira, 25 de junho de 2014

Participação na futura diretoria da Convenção Batista Baiana

Desta segunda-feira até sábado, 5 de julho, representantes de mais de 600 igrejas batistas filiadas à Convenção Batista Baiana poderão estar reunidos em Itabuna para mais uma Assembléia Anual dessa organização que já conta mais de 130 anos de existência. No evento, chega ao fim o mandato de dois anos na diretoria, a mim conferido pela instituição.

Ao longo desses quase 31 anos de ministério pastoral batista, sempre mantive algum tipo de envolvimento convencional. Presidi organizações de naturezas diversas como seção estadual de Ordem de Pastores, Associação Nacional de Escolas Batistas,  Comissão Predial Batista; participei da presidência das convenções de Alagoas e Pernambuco; fui executivo de Colégio Batista; ensinei em seminários;  participei de Juntas administrativas de Seminário, de juventude, de evangelização e também Conselho da CBB, além de uma infinidade de comissões/GT como de reformas de estruturas e de estatutos, de indicações, de renovação de juntas e conselhos, etc, etc, etc.

Em nunhum desses cargos ou funções participei apenas para "compor". Sempre procurei encontrar uma razão que justificasse os recursos de energia, tempo e dinheiro investidos e uma finalidade de interesse coletivo para não me sentir oportunista, muito menos "rainha da Inglaterra".

Com a diretoria da CBBA não foi diferente. Permiti que meu nome fosse indicado à diretoria somente quando enxerguei uma necessidade real que poderia ser suprida com a minha "co-laboração". 

Portanto, ao aceitar a indicação já tinha uma visão, em termos gerais, do que precisaria ser feito. Não tinha idéia da natureza dos obstáculos a serem superados, com quantas pessoas contaria ou que qualidade de oposição enfrentaria, mas isso não seria problema pois, quanto mais se sabe sobre onde e como se pode chegar, mais segurança se sente. Se, além disso, trabalha-se com um grupo com boa vontade, predisposição para o bem, perseverança, abnegação e, sobretudo, sensível aos valores espirituais do Reino, não há como não dar certo.

Agora, pensando no futuro, olhando pra frente, sentindo a realidade, ouvindo pessoas, percebemos um caminho a ser percorrido. O trabalho conduzido pela diretoria que se despede foi apenas de recuperar uma estrada para possibilitar novos avanços com maior velocidade e segurança. Ou, em outras palavras, foi apenas de recolocar o trem nos trilhos.

Penso que possibilitar a chegada de mais missionários a populações que precisam do evangelho; revitalizar igrejas que estão debilitadas; fortalecer o preparo de lideranças para diversas necessidades do Reino e das igrejas locais; aprofundar a qualidade e quantidade de ações de responsabilidade social; recuperar o Acampamento Batista (CENTRE) e iniciar a construção de novo espaço que abrigue a Secretaria Geral da CBBA e seus órgão, o Seminário de Salvador e a Escola Kate White, são objetivos e metas que merecem prioridade.

Sempre que me perguntam se continuarei na diretoria, respondo que essa não é uma decisão primeiramente minha. É uma escolha da Assembléia. A mim compete apenas decidir, diante de Deus, se devo disponibilizar-me ou não a concorrer para algum cargo, em caso de indicação. Essa tem sido a moral batista.

Cargo pelo cargo não me atrai. Seus encargos sim. Ajo por ideais. Sempre me disponibilizarei se acreditar que posso dar conta das atribuições. Portanto, em qualquer cargo da diretoria ou fora dela, continuarei trabalhando, pois os objetivos citados não são uma plataforma político-eleitoral de um grupo, mas desafios de todos os batistas da Bahia que querem ver o evangelho sendo compartilhado e vidas, por ele, sendo restauradas.

Creio que Deus continua agindo. A nós cabe perceber  onde e como, para nos afinarmos e, como cooperadores, agirmos com toda a  força que ele nos dá.

http://youtu.be/nWnvja7u1t8

sábado, 14 de junho de 2014

Quem tem acima da média pode lutar contra a pobreza?

Estava aqui pensando, antes de sair pra almoçar, que o primeiro livro que retirei da biblioteca do STBNB quando cheguei lá em 79, foi "Jesus Cristo Libertador", de L Boff. Nem sabia do que se tratava, nem nada de Teologia da Libertação. O título - a tal da liberdade - me atraiu.

Lembrei-me também agora, lendo comentários sobre política, (parece que o Brasil está dividido entre petistas, antipetistas e apetistas, até porque nenhum partido ou pessoa conseguiu até aqui tornar-se um novo eixo catalizador de respostas aos problemas graves do país), lembrei-me, repito, do primeiro livro que comprei no Recife, na então Livraria Rangel, entitulado "Suécia, uma democracia social". 

Pura curiosidade, intuição, "vocação", enfim...

Não militava em nada político-social. Era um adolescente chegando do interior sem noção de política ou teologia. Só "pensava" que sabia de Bíblia por ter sido professor de EBD aos 14 anos baseando meus estudos das aulas exclusivamente nos comentários das revistas da JUERP. O foco era o futuro, o pós morte física total.

Voltando ao início do pensamento. Foi no livro de capa azul e amarela, de cujo autor não me lembro o nome agora, que li um diálogo entre um ex-ditador de Portugal e um ex-primeiro-ministro suéco, mais ou menos assim:
- Como vai Portugal, perguntou o sueco.
- Vai bem, retrucou o ditador, mas ainda precisamos acabar com os pobres.
- Aqui na Suécia, teria respondido o Primeiro Ministro em tom de brincadeira, queremos acabar com a pobreza.

Sutil diferença.

Isso me ocorreu porque leio alguns criticando pessoas que, tendo um padrão sócio-econômico acima da média, lutam pelo fim da pobreza injusta (injusta porque justa é a pobreza dos que, franciscanamente, optam por um estilo de vida independente ao máximo, do ter). Um ex-professor meu ironizava um ex-diretor de Visão Mundial que, trabalhando contra a pobreza, mantinha um padrão de vida econômico-financeiro acima da média.

Ora, ninguém luta para que todos nos tornemos pobres. Lutamos para que todos possam viver com dignidade. Em alguns momentos dando o pão, noutros ensinando a pescar e noutros, ainda, ensinando sobre porque rios produzem mais ou menos peixe e uns pescadores têm mais e melhores equipamentos de pesca do que outros. 

É nessa última parte de atuação que o bicho pega. Nas duas primeiras, sentimos alívio de consciência, nos sentimos bondosos e até poderosos, porque o outro depende de nós. Mas, na última, estamos abrindo caminho para que o outro se liberte colocando no palco das discussões as diferenças de poder, a igualdade essencial dos seres humanos, etc. É aí que nossa zona de conforto é incomodada. Aí o pau quebra!


Bora almoçar? Vc paga!

sábado, 7 de junho de 2014

O pão nosso, feito pela dona Nena, de cada dia.

Minha mãe faz um pão extraordinário, conhecido a milhares de quilómetros de Garça, para além das fronteiras do país. Pão e Nena são tão unidos que as palavras que ela ensinava aos netos em idade de colo era "luna dame pan...".

Aos 84 anos ela continua preparando a massa, colocando no forno (à gás) e servindo à mesa quase que diariamente.

Recordo-me da cena desde quando tínhamos que ajudá-la a cortar a lenha, colocar no forno de barro, acender o fogo, esperar queimar, limpar o forno, colocar a massa sobre folhas de bananeira, depois tirar com uma "pá", colocar numa bacia de alumínio,  cobrir com um pano de cozinha e esperar ficar menos quente pra comer vendo a manteiga derretendo nele. (Quando ela inventava de colocar torresmo na massa, era insuperável!)

Isso sem falar na preparação da massa e na ansiedade que gerava esperar o pedacinho de massa deixar o fundo do copo com água, sinalizando que estava pronta pra ir ao forno.

Se o pão era tão bom, tão concorrido, por que ela não o vendia? Por que não fez dele um negócio, uma fonte de renda? Muitas vezes me perguntei isso. Cheguei a pensar numa marca, numa embalagem...

Só depois de muitos anos entendi que o negócio dela não era fazer pão, muito menos fazer dinheiro com ele; que o que ela gostava mesmo não era de fazer pão. O que ela gostava mesmo era de ver a família e amigos em torno da mesa da cozinha dela, rindo, discutindo às vezes em alta temperatura, disputando a vez de falar, falando em voz alta bem ao estilo espanhol, mas todos ali juntos "na alegria e na tristeza".

O pão sempre foi só um meio, uma desculpa, um detalhe, bem diferente do pão "sagrado" da "santa ceia" das liturgias eclesiásticas de nossos dias. A paixão dela, na verdade, sempre foi o ajuntamento, a aproximação, a família, família sem fronteiras de sangue, raça, cor, religião... curtindo em torno do pão.

Tenho pra mim que nisso está sua principal semelhança com Jesus, Jesus que no caso dela não é só um discurso, mas uma "encarnacion".

Que julho chegue logo!

domingo, 1 de junho de 2014

A vitória da honestidade, da justiça e da verdade


Enquanto aguardava um amigo para jantar, recebi um telefonema informando-me da sentença da Juíza de Direito Maria de Fátima Silva Carvalho, referente a "Ação Cautelar Inominada com a Solicitação Urgentíssima de Liminar" movida pelo Ministério Público do Estado da Bahia contra a minha pessoa, pedindo afastamento meu e das diretorias da Igreja e CECOM, por 180 dias.

A referida ação tinha o mesmo conteúdo de ação movida há 3 anos e meio pelo mesmo advogado, contrariado por decisões legítimas e legalmente democráticas da Igreja. (A diferença foi a inclusão, no processo, de uma carta de 2012, assinada por 2 ex-dirigentes da CBBA e o fato de um pastor batista, funcionário do MP, aceitar a hipótese de ser o possível interventor). 

Não me surpreendeu a ação desta pessoa que desde a derrota anterior não põe os pés na IBG.

Intriga-me, sim, como alguém consegue convencer um Promotor Público a assumir mentiras tão absurdas como verdades suas, sem nunca ter visitado o CECOM ou a IBG. 

Que poder é esse? Até parece haver mais, entre o céu e a terra, do que pode imaginar nossa vã filosofia, como diria o poeta!

Graças a Deus mais uma vez ele não logrou êxito. Mas, certamente, não desistirá. Essa atitude, porém, serve-me de alerta pra empenhar-me ainda mais em ser, ao mesmo tempo, cuidadoso e agradecido pois, parafraseando Goethe, o diabo é aquele que, querendo fazer o mal, acaba fazendo o bem.

Eis a sentença final: "Acolho a preliminar de ilegitimidade passiva e julgo por sentença extinto o presente feito sem resolução de mérito por falta de condições da ação, com amparo no art. 267, VI do CPC".

Obrigado à minha família, igreja e amigos que, em todo tempo, oraram e apoiaram-me de maneira extraordinária. 

Obrigado ao escritório Vasconcelos Advogados pela dedicação mais do que profissional. 

A Deus toda honra, glória e poder !

Em tempo: 
Art. 267 - Extingue-se o processo, sem resolução de mérito: (Alterado pela L-011.232-2005)

VI - quando não concorrer qualquer das condições da ação, como a possibilidade jurídica, a legitimidade das partes e o interesse processual;

sábado, 31 de maio de 2014

O restabelecimento da saúde financeira da Convenção Batista Baiana


Em um empreendimento - inclusive familiar - a saúde financeira é a base de tudo. Ela retrata o nível de organização interna, a disciplina nos procedimentos; o acerto naquilo a que se propos, além de possibilitar o cumprimento das obrigações fiscais, trabalhistas e previdenciárias e transmitir confiabilidade aumentando o interesse dos clientes e investidores, etc, etc, etc.

Aproximando-se o momento de prestar contas aos Batistas da Bahia, por dois anos à frente da CBBA, agradeço a todos que auxiliam no Escritório, aos administradores, ao escritório "Bomfim Contabilidade", ao "Vasconcelos Advogados", às igrejas cooperadoras, aos batistas servos-voluntários, à diretoria e conselheiros que, cada um em sua área de ação, possibilitaram que os indicadores fossem os que estão sendo apresentados.

Eles ainda não são o que deveriam ou gostaríamos, mas percebe-se que a instituição está no caminho certo. 2014 refletirá um quadro ainda melhor.

Com essas condições, a CBBA poderá voltar a concentrar seu foco na razão do sua criação, no essencial de sua missão, em suas atividades-fim.

Ore pela próxima Assembléia e confiemos que o olhar divino está sobre bons e maus e abençoa de maneira especial aqueles que se declaram e se empenham em viver como seus filhos.


Confira os dados da situação financeira através de gráficos em:
http://batistabaiana.org/cbba/index.php/home/area-financeira/relatorios-financeiros-mensais

Em tempo: O Conselho Fiscal da CBBA, formado por pessoas eticamente idôneas, tecnicamente capazes e escolhidas soberanamente pela Assembléia de Membros, está recomendando a aprovação das contas sem ressalvas

quarta-feira, 14 de maio de 2014

A Escolha do Ministro de Adoração


A expressão “ministro de adoração” é discutível se avaliada estritamente do ponto de vista teológico. Nesse campo do conhecimento, adoração é entendida como uma atitudedo ser humano perante o criador, expressa através de todas as múltiplas dimensões da vida.

Embora as atribuições do referido ministro estejam circunscritas a aspectos relacionados à liturgia e música, o uso da expressão “ministro de adoração” não é inadequado, pois a liturgia não apenas é, em tese, uma expressão de adoração, mas através dela visa-se também estimular pessoas a viverem a adoração em toda a sua plenitude. Nesse sentido, o uso de tal designação é aceitável.

Definições a parte, o fato é que há quase um ano estamos sob a liderança de uma “Ministra Interina de Adoração” e agora, com a mudança dela para Ilhéus, necessitamos agilizar o processo de escolha de uma pessoa para assumir efetivamente o cargo.

Em nossa igreja, o Ministro de Adoração tem, dentre outras, as seguintes responsabilidades:



1. Elaboração, coordenação e execução dos programas de culto de quarta-feira, domingos e ocasiões especiais, em comum acordo com o pastor-presidente;

2. Formação e renovação do repertório musical utilizado nos cultos, inclusive avaliando as letras das músicas, em seus aspectos teológicos e ideológicos;

3. Supervisão das atividades de coros graduados (infantis, adolescentes, jovens e adultos), relacionadas à Igreja;

4. Supervisão das atividades de grupos musicais (Contraponto, Graça em Arte e Adoração, etc) relacionadas à Igreja;

5. Supervisão das atividades das bandas e vocais de apoio (backing vocals) relacionadas à Igreja;

6. Promoção ou supervisão de cantatas;

7. Elaboração de escalas mensais para revezamento de instrumentistas, vocais de apoio (backing vocals) e mensagens musicais através de solos, grupos ou Coros;

8. Supervisão das atividades de sonoplastia e imagem nos cultos;
9. Supervisão da agenda de espaços de ensaios musicais;

10. Supervisão e manutenção dos equipamentos musicais;

11. Aprovação do uso das verbas financeiras destinadas pela Igreja ao ministério;

12. Fomento do interesse pela música proporcionando oportunidades para educação musical através de Oficinas, congressos, etc;

13. Administração de conflitos entre integrantes de seu ministério, em comum entendimento com o pastor-presidente.

Não é tarefa do Ministro, elaborar programações de atividades particulares tais como casamentos, aniversários, formaturas, chás de cozinha, funerais e outras do gênero. Em atividades desse gênero seu papel é orientar os que buscam sua ajuda e participar, na condição de membro da igreja, de acordo com sua disponibilidade.

Percebe-se facilmente, portanto, que nenhum ser humano seria capaz de realizar pessoalmente todas essas tarefas com qualidade técnica e manutenção da própria qualidade de vida, seja pela quantidade versus tempo, seja pela quantidade versus número de membros e de iniciativas musicais na Igreja. Por isso falamos em termos de responsabilidade e não de realização.

A realização depende em parte dos casos, de colaboradores dispostos e disponíveis para o serviço, voluntária e responsavelmente, e, em todos os casos, de comprometidos com o evangelho de Jesus Cristo, conscientes de sua missão, cujos dons são colocados a serviço do Reino de Deus, em resposta ao amor de Deus que alcançou seus corações.

Assim sendo, é essencial que um “Ministro de Adoração”, além do conhecimento e domínio técnico de música, seja comprometido espiritualmente com a pessoa de Jesus Cristo; empenhado numa vida cheia do Espírito Santo edisposto a aperfeiçoar-se em liderança de “servos-artistas”(que, como todos nós em nossos dons, tendem mais a se expressarem como artistas do que como servos).

É essencial, finalmente, que ele reconheça as idiossincrasias da Igreja Batista da Graça; seu desejo de “ser uma igreja acolhedora, contemporânea e distribuída em pequenos grupos; comprometida com o discipulado cristão visando transformações individuais e sociais; que valoriza a família com prioridade para crianças, idosos e pessoas com necessidades especiais” e seu compromisso de “anunciar Cristo através de atitudes, palavras e ações”.

Comprometa-se a orar por este processo de escolha, para que o resultado esteja afinado ao agir de Deus neste tempo e local.

sábado, 10 de maio de 2014

Fragilidade e força maternas

A fragilidade dos filhos é, a meu ver, uma das marcas mais fortes impressas na mente do ser mãe. Sua compreensão dessa fragilidade não é teórica, é vivencial. Elas, como ninguém,sabem o quanto e até quando eles precisaram delas, pois estiveram presentes durante sua infância e juventude.

Mesmo numa sociedade em que também saem de casa em busca do sustento financeiro da família, elas continuam em primeiro lugar no ranking de proximidade.Daí mães de 80 anos, chamarem filhos de 60 de “meu menino”, “minha menina”. Aos olhos delas filhos sempre serão assim e isso não é ruim, exceto se, por distúrbio, elas não permitirem que eles sigam suas vidas, por não acreditar que são capazes de se defender, de prover seu próprio sustento.

A meu ver, essa proximidade faz com que elas tenham maior consciência da fragilidade humana e as tornam, de modo geral, mais sensíveis, cuidadosas, talvez até se arriscando menos do que os pais. Mas, se quem estiver correndo risco são os filhos, elas se tornam verdadeiras leoas, se expõem à morte por eles.

Assim sendo, o que me impressiona nas mães é essa mistura de força e fragilidade. Força real, fragilidade aparente. Sim, pois embora, por uma única expressão de Pedro as mulheres foram estigmatizadas como sexo frágil, estigma compreensível numa sociedade que dependia da força física bruta, o fato é que são tão e quiçá mais resistentes do que os homens.

Essa minha percepção pode até não ser comprovada através de metodologia científica e nem é minha intenção que seja. Ela é fruto de experiência como filho de uma mãe exemplo de fragilidade e força. Uma mãe de seis filhas e dois filhos que sempre manteve em dia as tarefas domésticas comuns e ainda trabalhava pelo aumento da renda familiar;que perdeu o marido relativamente jovem, quando apenas duas das filhas estavam casadas, mas que soube manter a família unida e todos os filhos tementes a Deus e batalhadores do próprio sustento.

Ela – minha percepção – é também fruto de conviver nesses 31 anos de casado com uma mãe que deu tudo de si para que seus filhos – que também são meus – crescessem e se tornassem pessoas íntegras, autônomas, que proporcionam infinitamente mais alegrias do que preocupações.


Nesse sentido, deixo aqui este meu singelo reconhecimento àquelas que merecem toda nossa reverência, todo nosso respeito, todo nosso amor, nossas mães.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Geração Graça e a experiência litúrgica


Linhas gerais do que pretendemos com culto infantil no domingo à noite na sala 1.10
Inicio 11 de maio – Dia das Mães – 19hs


Indiscutíveis os benefícios do projeto  “Geração Graça” às crianças e à Igreja. Um projeto dominical com 3 horas de duração, envolvendo momentos de cânticos, oficinas variadas, classes de histórias bíblicas, brinquedoteca, etc, não poderia deixar de ser bênção para todos os participantes, das crianças aos adultos voluntários.

O que nos chamou a atenção, entretanto, foi avaliar e concluir que nossas crianças recebem esta grande bênção aos domingos pela manhã, na IBG e chegam à adolescência sem uma experiência litúrgica sólida. É que a igreja não oferecia, até aqui,  alternativa para elas à noite e mantê-las em culto de adultos durante 90 minutos é um desafio.


Em face disso, decidimos oferecer uma alternativa de CULTO INFANTIL na parte da noite, com início e fim coincidindo com o horário do prestado pelos adultos, na sala 1.10, também conhecida como sala de Oração do piso um, no corredor da educação, entre os sanitários masculino e feminino.

 A idéia é:

1.       Ter um supervisor – pastor de crianças - responsável geral pela atividade que terá 90 minutos de duração;

2.       Ter uma equipe de suporte – um adulto para cada 10 crianças - se revezando dominicalmente;

3.       Ter uma equipe de crianças treinadas e supervisionadas na:

3.1. Elaboração do programa do culto – assunto e liturgia – que siga o calendário de ênfases da IBG, como meses de missões, natal, aniversário da IBG, EBD ou dias como das mães, da mulher, do pastor, dos pais, etc.
3.2. Escolha e ensaio das músicas do louvor, sob a liderança de equipe de adolescentes de 13 a 15 anos que passaram pelo “Geração Graça” e se destacaram na música,  mesclada com crianças;
3.3. Escolha de solistas, duplas, trios, quartetos ou corais infantis para apresentarem mensagem dominical;
3.4. Escolha de instrumentistas crianças ou adolescentes para servirem de apoio;
3.5. Escala do (a) pregador (a) infantil de cada domingo;
3.6. Escala do recolhimento e contagem dos dízimos;
3.7. Escala de crianças para oração;
3.8. Escolha de adulto para ao final do culto dar uma palavra que resume o aprendizado daquele culto;


A idéia, portanto, não é ter adultos para fazer culto para as crianças, mas ter adultos ensinando e supervisionando crianças na elaboração e execução do culto e se responsabilizando apenas por uma palavra de 10 minutos, ao final, resumindo o que foi aprendido e desafiando as crianças ao desafio.


Este é um sonho antigo do qual gostaria de participar pessoalmente, como pastor, no mínimo uma vez por mês. E você, poderá nos ajudar na realização deste sonho?

terça-feira, 15 de abril de 2014

E a vida continua

Se há uma lição evidente na narrativa bíblica relacionada à ressurreição de Jesus, essa é a de que a vida continua. O texto nos diz que Jesus foi crucificado, morreu, foi sepultado e ao terceiro dia ressuscitou.

Sim a vida continua. Assim tem sido ao longo de milhões de anos, não só em relação à vida humana, mas também em relação a todas as suas múltiplas manifestações. Elas estão aí e a história, como a concebemos e conhecemos, comprova.

Ninguém pense que a morte é o fim da vida. A morte é uma atriz coadjuvante que tão somente evidencia a robusta realidade da vida. Vida e morte são apenas duas faces de uma mesma moeda que coexistem. Assim como não há moeda de uma face só, também não há como separarmos os fenômenos “vida e morte”.

Não morremos. Apenas nos transformamos. Isso não é um discurso religioso de consolo, de “autoajuda”. É um fato. O russo Mikhail Lomonossov  teria reconhecido o princípio da conservação, 14 anos antes de Antoine Laurent de Lavoisier grafar:  “Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.  Mas, se preferimos a linguagem bíblico-religiosa, eis as palavras de Paulo:

“Mas alguém pode perguntar:
"Como ressuscitam os mortos?
Com que espécie de corpo virão? "

Insensato!
O que você semeia não nasce a não ser que morra.
Quando você semeia, não semeia o corpo que virá a ser, mas apenas uma simples semente, como de trigo ou de alguma outra coisa.
Mas Deus lhe dá um corpo, como determinou,

e a cada espécie de semente dá seu corpo apropriado.

Nem toda carne é a mesma:

os homens têm uma espécie de carne,
os animais têm outra,
as aves outra,
e os peixes outra.
Há corpos celestes e

há também corpos terrestres;
mas o esplendor dos corpos celestes é um,
e o dos corpos terrestres é outro.
Um é o esplendor do sol,

outro o da lua,
e outro o das estrelas;
e as estrelas diferem em esplendor umas das outras.

Assim será com a ressurreição dos mortos.

O corpo que é semeado é perecível e ressuscita imperecível;
é semeado em desonra e ressuscita em glória;

é semeado em fraqueza e ressuscita em poder;
é semeado um corpo natural e ressuscita um corpo espiritual.

Se há corpo natural, há também corpo espiritual.”
( I Cor. 15:35-44)

Embora a vida tenha poder natural de recuperação, nós, seres humanos, cooperamos para que ela “floresça” ou “murche”. E, lamentavelmente, temos contribuído mais para sua destruição do que para sua manutenção e fortalecimento.

A ressurreição de Jesus, entretanto, está aí para revigorar nossa esperança. A morte é apenas uma curva acentuada na trajetória da vida, jamais o retrato do fim. Pelo contrário, marca o início de outra forma de vida. Nesse sentido Jesus também se pronunciou:

“Digo-lhes verdadeiramente que,
se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só.
Mas se morrer, dará muito fruto.”
(Jo. 12.24)

Se isso é verdade no plano físico, não o é menos, no plano espiritual. Mesmo que o viver de um ser humano ou de toda uma sociedade apresente mais sinais de morte do que de vida, a ressurreição nos lembra de que se nos “aliarmos” a Deus em favor da vida, ela prevalece sobre a morte. E a morte final não será vista como final, mas como um reinício noutro formato.

Nesse espírito, celebremos a ressurreição de Jesus, pois, além do significado teológico salvífico que nos traz, há nela também um significado existencial, psicológico, não menos importante, que nos inspira a continuar investindo nesta dádiva denominada vida abundante, alcançada em Jesus, o Cristo.

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quinta-feira, 10 de abril de 2014

Campanha para Reforma da Cozinha–refeitório - CECOM / Igreja Batista da Graça.SSA

Há quase 10 anos iniciamos um processo de revitalização patrimonial estratégica que constou de: 

1) expansão da área de estacionamento, novo cercado e guarita; 
2) novo corredor de acesso  ao edifício de educação; 
3) novos sanitários; 
4) cantina; 
5)recuperação de todas as salas de aula; 
6)  climatização delas;  
7) construção de novo berçário; 
8) construção 6 salas novas;  
9)  bateria de chuveiros coletivos; 
10) dois kitnets; 
11) revitalização do auditório, inclusive projeto acústico; 
12) novo espaço para livraria, biblioteca e cantina mais ampla; 
13) reforma da praça do auditório;
14) rampas de acesso à praça da Graça e à Unidade de Saúde;
 15) salão de jogos e
16) quadra esportiva e 
17) restauração da iluminação do estacionamento; 
18) recuperação da estrutura metálica da cobertura da Praça da Graça.

Há ainda 5 itens para que o processo todo se complete: 
1) reforma da cozinha refeitório; 
2) colocação de cerâmica na rampa de acesso à Unidade de Saúde, com uma manta asfáltica para eliminar infiltração na sala de jogos;
3) Vestuários e sanitários da quadra esportiva; 
4) colocação de manta asfáltica na cobertura da Unidade de Educação;
5) restauração da Praça da Graça e  
6) recuperação da fachada externa de todo o prédio composto de 7 blocos com até 5 pisos cada. 

São projetos de custo infinitamente mais baratos do que o que fizemos até aqui e trarão grandes benefícios práticos à caminhada do CECOM e da Igreja.

BENEFÍCIOS ESTRATÉGICOS DA COZINHA-REFEITÓRIO

O que iniciaremos agora é a reforma da cozinha-refeitório.  Ela possibilitará: 

1)  aulas de empreendedorismo na área de alimentos que vão desde a produção até administração e comercialização de alimentos (já recebemos um kit-cozinha completo e novo) promovidas pelo CECOM; 
2) espaço adequado para refeições dos funcionários do CECOM e IBG; 
3) atividades de culinária do Geração Graça; 
4) melhores condições para hospedagem de eventos diversos do CECOM e da IBG;
5) pequenas reuniões de grupos do CECOM e da IBG, seguidas de lanche; 
6) realização de pequenas festas de aniversário ou casamento (além da Praça da Graça); 
7) espaço adequado para produção de refeições para grandes ou pequenos encontros de comemorações do CECOM e de comunhão da IBG; 
8) condições mais adequadas para realização de encontro de jovens, amigos e casais com Cristo;
9) e ainda teremos o Terraço da Graça, um novo espaço multiuso criado na cobertura da cozinha-refeitório.

Além da melhoria operacional das atividades do CECOM e da IBG nessas áreas e da consequente melhoria nos canais de convivência e comunhão da Igreja e na evangelização,  o CECOM poderá se beneficiar com receitas oriundas do uso do espaço para atividades particulares, agendadas dentro das normas estabelecidas e, quem sabe, não tenhamos um pequeno restaurante oferecendo serviços à igreja aos domingos e durante a semana!

Queremos ter um espaço muito limpo, bem iluminado e com acabamento fino, criando um ambiente no qual desde o mais empobrecido ao mais enriquecido, todos se sintam muito bem.

Parta isso precisamos de duas coisas: 1) que os não dizimistas se comprometam a ser; 2) que todos definamos um valor extra que poderá ofertar nestes 3 meses, o qual poderá ser dado em até 3 parcelas.

Preencha a ficha anexa (nome, e-mail, telefone, valor, datas e sua relação com a IBG (membro, agregado ou visitante)). Nesta semana iniciaremos pela fé, mais esta obra.

Assim sendo, solicitamos que você se coloque diante de Deus em oração, peça a ele que o ajude a enxergar os benefícios desta obra para o desenvolvimento do seu reino através da IBG e CECOM e “lembre-se: aquele que semeia pouco, também colherá pouco, e aquele que semeia com fartura, também colherá fartamente. Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.E Deus é poderoso para fazer que lhes seja acrescentada toda a graça, para que em todas as coisas, em todo o tempo, tendo tudo o que é necessário, vocês transbordem em toda boa obra.”(IICor.9:6-8)

domingo, 6 de abril de 2014

"As rosas não falam" (ou, quando a dor individual é necessária ao bem-estar coletivo)

Se alguém diz que sente prazer quando fere o outro, ou é sádico ou está dominado por profundo sentimento de vingança, fruto, por exemplo, de injustiça, desrespeito ou humilhação que acredita ter sofrido.

Não faz parte dos objetivos de vida das pessoas em estado minimamente saudável, querer ferir, até porque sabem que, como dizia sua avó, "que com ferro fere, com ferro será ferido".

A convivência humana, conquanto traga consigo um potencial diversificado e imenso de experiências prazerosas, é acompanhada de elemento pontuais, pontiagudos, que machucam, fazem sangrar e até matam.

Digredindo.



A rosa é um dos mais interessantes exemplos disso. Apreciamos rosas. Paramos para olhar quando nos deparamos com uma. A estética produz prazer. Basta um olhar. O olhar não exige maior aproximação. 

Além da estética,  a rosa também nos proporciona prazer pelo olfato. Seu perfume é agradável, por isso o inalamos com produndidade, seguindo-se, geralmente, algum tipo de exclamação.

O paladar também pode ser usado para extrairmos prazer da rosa. Chás de rosa são conhecidos por sua leveza, suavidade, sabor e aroma. Fala-se também do mel de rosas, mas nunca experimentei.

Além da estética, do perfume e do sabor, a rosa também possibilita um outro meio de prazer: o tato. (Quem nunca pegou uma e a roçou levemente no nariz, deslizando pelo rosto, que atire a primeira pétala). Isso porém exige aproximação máxima. Mais do que isso, exige que seja pega pelo caule e aqui reside um problema. Parece que, consciente de sua libidinosidade, sua força atrativa, ela criou algo em si que nos alerta: espinhos. Sem eles, elas poderiam ser "mal-tratadas" e mais facilmente destruidas pelo instinto possuidor alheio.

As rosas, então, oferecem tudo que o ser humano gosta, mas não tudo que o ser humano precisa. As rosas, já dizia e cantava Cartola, não falam! Se falassem, estragaria a magia! Sim, pois falar e ouvir exige perfeição. Por falta dela - da perfeição -, diria o autor bíblico, tropeçamos.

As palavras são um diferencial que nos torna melhores e piores do que as rosas. Com boa autoestima e cuidado próprio, podemos proporcionar ao outro tudo que uma rosa oferece. (E se tivermos boa vontade para cultivar ou dinheiro pra comprar o que nos é oferecido para melhoria do espírito, do intelecto, do corpo, etc, nos tornamos imbatíveis!). Mas, as palavras...

As palavras veiculam informações que nos fazem reagir com alegria ou tristeza, prazer ou dor, aproximação ou afastamento, aceitação ou rejeição. O tom e volume usados para pronunciá-las evidenciam o tipo do nosso caráter em sentido psicológico; o tipo de relação que está se estabelecendo entre pessoas e o objetivo que se quer alcançar ao usá-las. Quanto menos os corações estão afinados, mais elevado é o volume de voz; quanto mais afinados, menos precisamos dela.

Voltando à idéia inicial.

Nos ferimos e isso já sabemos. A questão que me fez viajar nas palavras é que as feridas causadas por quem está em evidência, liderando, podem ser em maior quantidade do que de quem está em situação oposta. Ferir não é essencial, nem inerente ao exercício da liderança, porém, muita vez, o líder se encontra em circunstâncias nas quais precisa escolher entre ferir um ou muitos, uns ou todos.

Didaticamente falando, quando um líder percebe que um está fazendo mal a todos e após dialogar percebe que esse um não manifesta sinais de mudança de atitude, resta-lhe decidir pelo mal menor que é, se inevitável, ferir um pra proteger o todo. Quanto mais essa decisão é adiada, mais profundas poderão se tornar as feridas da coletividade. 

Se a política do bem-estar próprio está acima dos interesses da coletividade, este líder adia sua decisão e se beneficia da função, sugando tudo que pode, até o bagaço. 

Portanto, avalia-se o resultado das ações de um líder não somente destacando a natureza dos ferimentos e a quantidade dos que se sentiram feridos, mas também a natureza e quantidade dos que deixaram de ser feridos pelas ações de quem foi afastado.

A ênfase a indivíduos feridos, em detrimento da coletividade sujeita aos ferimentos por eles provocados é equivocada e coloca em dúvida a finalidade da avaliação.

Uma rosa é muito importante, mas, se sendo cuidada não apresentar melhoras, é podada quando apresenta riscos comprovados ao jardim. Elas podem não falar, mas ferem!

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Jejum


Jejum não é magia, não é abracadabra. Deus não se dobra à greve de fome. 


Jejum é manifestação humana, é simbolismo, é demonstração de foco em uma necessidade espiritual, em detrimento da corporal.



É iniciativa individual, brotada de um coração contrito, não um programa eclesiástico, movido à base de propaganda.



É um ato secreto de quem, ao sair "do quarto", lava o rosto, coloca um sorriso nos lábios, pois sabe em quem tem crido e não precisa fazer publicidade.



Não é uma alavanca que move o coração de Deus. É um coração alavancado pela confiança em Deus.



Tenho dito! Bons dias!

Pastores de referência


Um dia desses um pastor da minha idade lamentava, em tom crítico, que não temos mais pastores "de referência", como antigamente.

Lembrei-lhe, então, que eles ou morreram ou sairam de cena e a desafiadora realidade é que agora somos nós, da nossa faixa etária, que temos que ter consciência de que uma geração de pastores jovens tá surgindo, buscando pastores da nossa idade pra se espelharem.

Ficamos órfãos e nos tornamos "pais". Não adianta chorar a orfandade. 

A questão é: que tipo de referência somos? "... ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova." (Mateus 15:14 ARC)

Não era primeiro de Abril


Uma, suponho, professora, há pouco, num corredor totalmente descongestionado de um confortável Supermercado climatizado, conversando ao celular:
- Já chegou algum aluno aí? É que tô aqui num congestionamento danado e não sei se chegarei a tempo.

Lembrei-me de João Cabral de Melo Neto: "O cidadao que nasceu com a aptidao pra usar as palavras, a primeira obrigação dele é dizer a verdade"

Convivendo com incertezas


"É por isso que sofro essas coisas. Mas eu ainda tenho muita confiança, pois sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar, até aquele dia, aquilo que ele me confiou." (2 Timóteo 1:12 NTLH)

Este hino norteou minha adolescência e juventude, como meu segundo preferido do "Cantor Cristão". 

Talvez ali me preparava para conviver pacificamente com incertezas ao optar pela luta por ideais em vez da passividade.

Sim, aprendi a conviver com incertezas e a não condicionar minhas certezas presentes a incertas garantias futuras.

"Sou como um barquinho cruzador, mas quem me conduz, é o Senhor"

Ninguém pense que estará me fazendo mal ao tirar-me alguma coisa ou de alguma situação tida como boa. Será perda de tempo. Continuarei feliz com o que estiver em minhas mãos, mesmo que seja o nada; com o espaço que me sobrar, mesmo que seja lugar nenhum, pois não é nisso que decidi colocar minha confiança. Foi uma d e c i s ã o consciente!

segunda-feira, 31 de março de 2014

O riso de Iracema

De repente acontece um vendaval. Ventos fortes sopram de diversas direções. Telefonemas não param de chegar em quantidade e velocidade tal que não há tempo para respirar

Se isso não bastasse, uma surpresa acontece. Diante do que poderia ter sido, ela é até aliviante. Nem gerou adrenalina! Trata-se de um vulcão inativo que ressuscitou, trazendo à superfície suas lavas que produzem destruição. Sua temperatura é menor do que do último vómito, a tonalidade do produto levemente diferente, mas seus efeitos sobre seres vivos são aterrorizadores.

A fonte originária é cheia de podridão. Impressiona-nos olhar pra ela: altiva, poderosa, brilhante, escorregadia, mas o cheiro infernal de enxofre por ela produzido é horripilante. Como água, o que dela brota desliza entre espaços, montanha abaixo, mas não traz vida, não faz brotar flores, não permite que pássaros se alimentem, nem que os vivem ao redor descansem. Apenas mata tudo que encontra em seu caminho.

Sua natureza entronizada e destruidora, não respeita nada, nem ninguém. Faz muito barulho, muita fumaça, fumaça negra, com leves traços brancos que sobe almejando o céu, mas suas portas estão fechadas para ela.

Como que magoada, amargurada pela rejeição, espalha-se pela atmosfera em busca de um lugar, mas ninguém a quer. Então, enquanto a chuva não lava a atmosfera, ela prejudica aviões, torna imunda habitações, adoece seres vivos, faz murchar as plantações.

Fujo do seu mal cheiro, de seus efeitos diabólicos. Saio apressado em busca de aconchego nos braços que acolhem, onde minha'lma se encolhe e meu coração se recolhe. Mas, no meio do caminho aparece Iracema. Ela vem maltrapilha, fedorenta, desdentada, com um imenso sorriso no rosto.

- Divá, Divá, veja o que estou fazendo.
- Iracema, sinto muito, tô cansado, tô com pressa, digo, querendo sair de fininho.
- Mas é só um minutinho, retruca ela.
De repente "a voz" sussura no fundo da minh'alma
- Pare, escute-a.

Obedeço a voz, sento-me num banco e ela, feliz, se senta ao lado e começa, empolgada, a mostrar sua última produção, o próximo presente que me dará. Com dezenas de folhas velhas nas mãos, ela explica tudo com palavras difíceis e sem nexo. Indiferente à minha realidade, ela passa a mostrar a capa de sua obra de arte.
- Esta é a capa do livro que vou lhe dar domingo, diz ela esperando minha aprovação.

Com o coração amolecido, com a sensação de estar ouvindo a voz de Deus através dessa criatura marginalizada, perguntei-me se o louco ali não seria eu.

A capa do "livro" esta pronta, com desenhos feito à lápis, copiados de modelos diversos. Pergunto o que significa, mas ela não consegue explicar. Diante disso, decidi não priorizar a decodificação com ela. Apenas, meio que egoisticamente, prestei atenção ao significado daquilo pra minha vida, enquanto fugia das lavas, da poeira do vulcão.

Agora, com o coração calmo, em paz, dou-lhe uma palavra de incentivo pela produção do seu "livro". Olho bem nos olhos dela e digo: - Ore por mim. Ela olhou-me surpresa e respondeu: - Vou fazer uma prece pro Senhor ... e domingo te dou o livro.

Segui pro carro agradecido pelo riso de Iracema, a "louca"  que, em sua loucura, trouxe paz ao meu coração, em meio a erupção
de um morto que tenta ressuscitar, sem incomodar-se com os efeitos destrutivos do seu sinal de vida.



sábado, 22 de março de 2014

Sujeição das mulheres aos homens?

Mulheres, não se aflijam com os textos que serão a base das mensagens deste domingo, 23, na série "A mensagem de Pedro"! (1. ("Aflições que glorificam a Deus", em I Pd 2:18-21 e "Testemunho conjugal eficaz", em I Pd 3:1-7).


1. O verbo usado por Pedro para sujeição das mulheres (I Pd 3.1) é o mesmíssimo usado para sujeição de escravos (I Pd 2:18) e ele mesmo - Pedro - trata tal tipo de sujeição como injusta (I Pd 2:19). O foco do texto é outro.

2. O verbo usado por Pedro para falar de escravos e mulheres, é o mesmíssimo usado em Ef. 5:21 ("Sujeitem-se uns aos outros, por temor a Cristo." (Efésios 5:21 NVI). Portanto, sujeição MÚTUA, fruto da relação com Jesus e não por competição de gênero.

3. Não existe verbo nenhum no texto grego original de Paulo ("Mulheres, (sujeite-se) cada uma a seu marido, como ao Senhor, (Efésios 5:22 NVI)). Por isso, tanto esse texto (5:22) que é usado por homens e mulheres machistas para impor às mulheres que se sujeitem aos homens, quanto o relacionado aos homens ("Maridos, ame cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se por ela" (Efésios 5:25 NVI)), estão vinculados ao 5:21.

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Em tempo 1: Fiquei muito feliz com a decisão da diretoria da Convenção Batista Brasileira, em comum acordo com a Internacional Mission Board, em relação ao missionário-professor do STBSB que, a título de combater o ministério pastoral feminino apresentou uma interpretação inaceitável do papel da mulher na igreja, como publiquei, à época em que o video (retirado) foi publicado no youtube.

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Em tempo 2: Sugiro que nós pastores levemos nossas mães, esposas, filhas e irmãs no sangue e da igreja, à sessão da Ordem Estadual, quando for colocar em pauta a determinação da Ordem de Pastores Batistas do Brasil, quanto à aceitação de mulheres pastoras em seus quadros.

Isso pelo menos nos fará refletir melhor ao expormos argumentos relacionados ao gênero feminino! 

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Leia também:
1.http://blogdoedvar.blogspot.com.br/2009/07/paulo-machista-e-conservador-2004.html

2.http://blogdoedvar.blogspot.com.br/2009/04/ameaca-cidadania-da-mulher-batista.html 


(Publicado inicialmente no Facebook, em 22.03.14)