sábado, 20 de junho de 2009

A Gol e eu


Vejam leitoras, como funcionam as coisas no Brasil.



Viajei a Belo Horizonte no dia 10 passado para falar, no dia seguinte, no Workshop “Transformação”, promovido pela Convenção Batista Mineira. A viagem estava prevista para 16h50, pela Gol. Saí de casa com 1h e 30 de antecedência, mas um engarrafamento fez com que chegasse ao Aeroporto apenas 20 minutos antes, em vez dos 30 necessários. Fui impedido de “embarcar” e tive que pagar praticamente uma nova passagem para voar aproximadamente 3 horas depois.



Ontem, pela mesma empresa, fui a Maceió, falar à I. B. do Farol, num culto surpresa pelos 10 anos de pastorado de Roberto Amorim, à frente daquele igreja. Saí de casa com 1h e 30 de antecedência, cheguei uma hora antes, tudo transcorreu como manda o figurino com um detalhe apenas: o vôo previsto para decolar às 13h50, deixou o Aeroporto às 15 hs, portanto com 1h10 de atraso. Quando já estávamos chegando a Maceió, com um pedido de desculpas, fomos informados que houve um problema de tráfego em virtude de reformas na pista de Salvador.




A questão é: na primeira viagem, cheguei 10 minutos depois do recomendado e 20 antes da saída e perdi a passagem; na segunda, a empresa atrasou e tudo que recebi foi um pedido de desculpas coletivo, claro. Por que só um lado é penalizado quando não cumpre o contratado?



Na aviação brasileira coisas esquisitas acontecem. Uma passagem para o mesmo trajeto é mais cara se comprada no Brasil do que no exterior. Houve tempo em que, estando no Brasil, alguém podia comprar a passagem mais barata, lá fora, enviar o código para quem estava aquil viajar Brasil-Eua-Brasil. Proibiram isso.




Além disso, em viagens para o exterio, pelo menos Europa ou EUA, somos obrigados a comprar ida e volta, mesmo se não pretendemos voltar, simplesmente porque a passagem só de ida é infinitamente mais cara do que ida e volta.




Curiosa, ainda, é a norma – em lento processo de mudança até o final do ano – que impede as empresas de concederem descontos promocionais para viagens à Europa ou EUA ou mesmo a oferecem preços mais baixos.




Voltado às experiências que citei inicialmente, e que considero injustiça, parece que, pela falta de concorrência e de respeito pelo povo, por parte das autoridades públicas, tudo que se pode fazer é, sempre que for possível – quase sempre impossível pela precariedade de concorrência -, não viajar pela Gol.


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2 comentários:

juziani 21 de junho de 2009 11:08  

Esse exemplo que passaste pela Gol já experimentei, aliás é amargo engolir, mas quero lembrar que o Cód do Consumidor garante o reembolso do contrário, só temos que explorar esses direitos!

Willians Moreira 21 de junho de 2009 18:07  

Pois é, Edvar!
Que falta para você recorrer ao Procon? Ou isto também não funciona neste caso?