100% fiéis para abençoar vidas
Não escrevo para ditar rumos. Escrevo porque estou construindo rumos, abrindo caminhos ...
Postado por edvardeoliveira@gmail.com às 15:06:00 1 comentários
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Postado por edvardeoliveira@gmail.com às 21:38:00 3 comentários
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(Os homens, da esquerda pra direita são: Dácio Vieira, juiz, José Sarney, acusado de corrupção, Agaciel Maia, ex-diretor do Senando, demitido por envolvimento em corrupção e Renan Calheiros, ex-presidente demitido por acusações de corrupção. Detalhe: o referido juiz - ex-consultor jurídio do Senando - proibiu o Estadão de divulgar as bandalheiras que estão acontecendo no Senado)Por outro lado
temos o pós-pentecostalismo dominando a mídia, assumindo o rosto "evangélico" e girando em torno do mesmo "deus" - como pode ser visto no vídeo abaixo - que causa a corrupção no senado: o dinheiro.
Postado por edvardeoliveira@gmail.com às 10:23:00 5 comentários
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Postado por edvardeoliveira@gmail.com às 16:52:00 0 comentários
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Quando você entra num templo ou numa sala de um mall, onde pessoas se reúnem para fins religiosos, seja para meditação espiritual, cerimônia fúnebre, casamento, formatura ou mesmo uma celebração cotidiana – culto, missa ou sei lá o que - tenha certeza absoluta de que, para que aquele espaço estivesse à sua disposição, alguém tirou dinheiro do bolso e investiu ali; alguém pagou a aquisição ou o aluguel, sua limpeza e conservação, energia elétrica, água, etc. etc. etc. E mais: pagou não somente as despesas patrimoniais, mas também as organizacionais. Tempo e conhecimento foram investidos para que as coisas acontecessem. Quanto maior for a exigência de tempo e conhecimento dos organizadores, maiores são os investimentos. Portanto, afirmar que a entrada é gratuita, sempre é relativo. Pode ser gratuita para o convidado, mas alguém pagou as despesas.
Há muito trabalho voluntário nas instituições religiosas, verdadeiras manifestações de amor daqueles que acreditam na importância do que realizam, mas há, também, trabalhos que exigem tamanha dedicação de tempo, conhecimento e ação específicos que, sem investir em algúem para fazê-lo, não aconteceria. Assim, a diferença entre o trabalho religioso voluntário e o remunerado, não está no amor de quem o faz, mas nas exigências de tempo requeridas. Portanto, gostando ou não, também as atividades religiosas têm um custo financeiro. Se nada se faz sem dinheiro, em qualquer lugar do planeta, que diremos em sociedades capitalistas nas quais “time” - e tudo mais – “is money”?
Nós brasileiros não aprendemos a contribuir generosa e regularmente para igrejas porque nossa cultura religiosa não é democrática. O sistema de governo da religião dominante no Brasil excluiu, durante séculos, a participação decisória dos fiéis a ela agregados. Suas decisões, tomadas de cima para baixo, e suas finanças administradas sem participação comunitária, criaram uma religiosidade paternalista na qual as pessoas se acostumaram a usufruir dos serviços, sem tomar conhecimento do custo e origem dos recursos. Essa ausência de participação nas instäncias administrativas, gerou religiosos depreocupados e, pior, contrários até, ao levantamento de sustento, comum à cultura das igrejas evangélicas. (Durante séculos, essa religião dominante beneficiou-se, legal mas incorretamente, da condição de “Igreja Oficial”, mantendo-se, também, com dinheiro de cidadãos protestantes, de outras religiões ou sem religião, sob o nome de dinheiro público).
O triste é que, na contramão e negando a história, cresce o número de igrejas com a marca indevida de “Evangélica” que excluem os fiéis da administração financeira, deixando todo o dinheiro nas mãos do pastor, bispo, apóstolo, vice-deus... Isso ocorre, em parte, porque há pessoas que devolvem seus dízimos ou dão suas ofertas, mas preferem não tomar conhecimento de como são aplicados, deixando isso por conta da “igreja”. A questão é: quem é essa “igreja”? Aqui entra, outra vez, um problema da cultura religiosa brasileira. Nela, a palavra igreja é associada a templo ou uma cúpula. Originalmente, porém, igreja é povo e não templo ou cúpula. Portanto, sua administração deve ser, democratica, como têm feito, ao longo de séculos, igrejas batistas, presbiterianas ou congregacionais, por exemplo.
Os líderes das igrejas deveriam ser os maiores interessados na administração transparente e democrática das finanças, primeiro, porque isso reflete melhor a concepção bíblico-teológica do sacerdócio individual do cristão e, depois, porque é um meio de protegerem-se de qualquer difamação,afinal, onde as coisas não são claras, a fumaça pode intoxicar.
Ninguém deve financiar uma instituição religiosa movido por chantagem, medo de penalidades espirituais ou como investimento particular à espera de retorno. Nem deve pensar que todas as igrejas agem como empresa visando lucro financeiro. Ainda há muitas igrejas que não se contaminaram com a paranóia do ter; ainda há pessoas que cultivam o altruismo e o senso de coletividade.
Não deixe de participar de uma igreja se estiver em crise financeira. Pastores que nos olham com um cifrão nos olhos são exceção. Lembre-se de que o melhor investimento é o que fazemos na vida espiritual, pois, como disse Jesus, “ a traça e a ferrugem não destroem e os ladrões não arrombam nem furtam” (Mt. 6.19-21). Seus efeitos, portanto, são eternos!
Vale lembrar, pra terminar, que, nos Estados Unidos, dinheiro dado às igrejas pode ser descontado na declaração de Impostos. Sendo assim, no início do ano, exerça seu direito de solicitar à Instituição para a qual fez doações, uma declaração do total contribuído, para apresentar ao “leão” norte-americano.
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Postado por edvardeoliveira@gmail.com às 22:56:00 0 comentários
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Postado por edvardeoliveira@gmail.com às 21:14:00 0 comentários
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Já dei dízimo por imitação, medo e obrigação. Depois aprendi a fazê-lo por experiência de graça e consciência de causa.
Por imitação, porque cresci vendo meu pai, a despeito do curto salário, sendo fiel na devolução do dízimo; por medo, pois num determinado momento da vida o argumento introjetado em minha mente era que, se não o devolvesse, seria privado da graça de Deus; por obrigação, porque membros da Igreja têm o dever, inclusive estatutário, de sustentar a igreja da qual são parte.
Porém, a melhor das minhas fases de dizimista é a que vivo hoje: a de dar por experiência de graça e consciência de causa. Essa fase é fruto de dois fatores: primeiro, a compreensão da história do dízimo e segundo, a compreensão e engajamento em causas divinas.
Em relação à primeira, descobri que o dízimo não foi criação da Bíblia. Era prática antes mesmo do surgimento do povo judeu. Abraão, que segundo Paulo aparece no cenário histórico 468 anos antes do estabelecimento da lei de Moisés e, portanto da estruturação jurídica da nação judaica, deu o dízimo. Ele o fez num tempo de graça e porque assim se fazia entre os do seu tempo.
Descobri ainda que, no caso de Israel, ele foi criado para sustentar a tribo de Levi. A tribo de Levi era a tribo de Moisés. Essa tribo administrava os interesses do povo judeu. Como Israel se estruturou em bases religiosas, os familiares de Moisés cuidavam dos cerimoniais do templo, além do direito, da saúde pública, da educação, enfim. Então, a fim de que pudesse se dedicar a isso, a tribo de Levi era remunerada pelos membros das demais onze tribos, através do dízimo de tudo o que eles produziam. E, logicamente, tudo isso foi construído usando-se a linguagem religiosa.
Com o advento do cristianismo, uma religião que, em vez de tribal era global, as razões históricas do dízimo perderam o significado. Restou o conhecimento de que Jesus não era contrário à prática do dízimo para as finalidades para os quais ele fora criado e os registros em textos da época, canônicos ou não, de como a igreja-povo procedia para manter-se e alcançar seus objetivos.
Em relação à segunda - compreensão e engajamento em causas divinas -, à medida que fui aprofundando a compreensão da finalidade da existência da igreja, das causas por ela defendidas, da compatibilidade de tais causas com o caráter de Jesus, da possibilidade democrática de administração das coisas da Igreja de tal forma que os recursos fossem investidos em causas realmente divinas, passei a faze-lo com o coração livre e feliz.
Desde que cresci na compreensão da doutrina e de doutrina, deixei de me preocupar com versículos bíblicos para sustentar tal prática e passei a contribuir pelo prazer de ser um cooperador em causas divinas.
Reconheço que nem sempre o dinheiro do dizimo é usado da forma que deveria, segundo meu ponto de vista. Porém, também aprendi a conviver com o jogo democrático das igrejas batistas. Assim, em vez de colocar a bola debaixo do braço quando o jogo não acontece do meu jeito, optei por participar ativamente, apresentando minha compreensão das coisas e ouvindo a compreensão dos outros, na tentativa de fazer prevalecer um uso do dinheiro que represente compromisso sólido com os valores do Reino de Deus.
Por ser um jogo democrático, vez por outra aparece alguém que burla ou tentar burlar as regras. Isso porém não deve invalidar o jogo que, em geral, é benéfico. Corrijam-se as distorções e continue-se a dizimar, digo, a jogar. Afinal, investimentos em coisas ruins não faltam neste planeta. Por que não investir em causas divinas?
Postado por edvardeoliveira@gmail.com às 14:39:00 0 comentários
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