sexta-feira, 8 de junho de 2012

Decisão = de-cisão

Como muito bem lembrou um amigo, no facebook, toda de-cisão implica em cisão. 
Não há como fugir.
 Podemos até, por insegurança, covardia ou outro motivo qualquer, adiar ou colocar a "bomba" no colo alheio, mas que gerará cisão, gerará. 
 Não por acaso, mesmo sendo o Príncipe da Paz, Jesus afirmou: " "Não pensem que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Pois eu vim para fazer que " 'o homem fique contra seu pai, a filha contra sua mãe, a nora contra sua sogra; os inimigos do homem serão os da sua própria família' " (Mt. 10.34-36). 
Isso em face da inevitável necessidade de tomarmos de-cisões. 
Veja o caso: "Outro discípulo lhe disse: "Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai". Mas Jesus lhe disse: "Siga-me, e deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos"." (Mt. 8.21-22). 
 Seria, então, exagerado dizer que quem não tem coragem para tomar de-cisões, não está apto para seguir a Jesus? 
M I S E R I C Ó R D I A !!!

Vereadores e Líderes de Associações e Comunidades - 08.06.12 - 47/100 dias de oração pelo Brasil

“Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e pacífica, com toda a piedade e dignidade.” (I Tim. 2.1-2)


Há uma dimensão da vida humana cujo índice de rejeição está tão elevado que não desejamos sequer orar pelos que nela atuam: a política. O exercício do poder sem o devido respeito e valorização ao significado da palavra autoridade, presente entre parcela significativa dos que exercem cargos eletivos, tem feito com que não acreditemos em “políticos”, nem queiramos nos envolver com a política, seja ela partidária ou comunitária.

 Podemos apontar duas razões para isso: 1) poucos dos que se elegem o fazem visando trabalhar para que “tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda piedade e dignidade”(II Tim. 2.1-2); 2) por entendermos, equivocadamente, que a presença de cristãos na política seja inadequada em face da corrupção.

 O problema é que essa aversão à participação política consciente faz com que os cargos sejam ocupados por quem não leva as implicações do evangelho a sério. Pior ainda, por coerência à crença na Bíblia, somos constrangidos a nos sujeitarmos a governantes e autoridades (Tt 3.1) cuja conduta é incompatível com a ética que defendemos para todos. 

Além disso, justamente porque desprezamos a participação política, nos tornamos despreparados para o exercício da cidadania e presas fáceis de candidatos que enxergam igrejas e demais estruturas denominacionais como currais eleitorais.

 Com a ajuda de líderes que transformam eventos religiosos em palanques, somos iludidos por alguns que se dizem defensores de interesses evangélicos, mas, muita vez, se posicionam de maneira oposta aos desafios do evangelho.

Sabemos que, através de debates, acordos e votação, são aprovadas leis que afetam interesses públicos e regem nossas vidas. Então, da liberdade de ir e vir, de pensar, crer e falar, passando pela qualidade da água, comida, roupas, transporte, energia elétrica, educação, saúde, enfim, tudo sofre influência determinante da política por nós desprezada.

Quando Israel foi derrotado pelos moradores de Aí e a liderança pôs-se a orar, Deus disse a Josué: “"Levante-se! Por que você está aí prostrado?... "Vá, santifique o povo!”” (Js. 7.10,12). Isso quer dizer que Deus quer oremos pelos vereadores, líderes de associações e comunidades, pelos que estão investidos de autoridade, mas não em detrimento, em prejuizo, da ação.

 E bom que desejemos uma nação santa, isto é, saudável. É muito bom que, em oração, estejamos focados nessa busca. Será melhor ainda que, sob a orientação divina, nos levantemos para agir.

Abraços do seu pastor,

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Transcopa - 07.06.12 - 46/100 dias de oração pelo Brasil

Uma das atividades ministeriais que têm nos trazido muita alegria nas últimas semanas é o início do funcionamento da Escolinha Esportiva do Centro Comunitário Batista Clériston Andrade - CECOM - da Igreja Batista da Graça. São 40 crianças que, sob a liderança de Celson Amorim da Encarnação e Oltânio Santana de Oliveira (vice-presidente do CECOM), estão desenvolvendo atividades esportivas, semanalmente, em nossa Quadra. Se o fato em si é importante, ele ganha ainda mais significado quando relembramos a história.

Quando pastor da Igreja Batista Emanuel em Boa Viagem, Recife, sonhei com uma quadra no estacionamento da Igreja, mas não tive oportunidade de usufruir pessoalmente ou concretizar um ministério nela. Sempre que pensava na possibilidade de tê-la, a comunhão da igreja e o desenvolvimento de atividades voltadas para crianças empobrecidas da periferia de Boa Viagem, eram os motivos principais. Porém, assim que o piso foi concluído, deixei o Recife e passei dois anos fora do Brasil. Ao chegar ao Salvador, visualizei o mesmo para o estacionamento da IBG/CECOM.


O mais interessante, porém, estava por vir.


Ainda estávamos na fase de trocar idéias com membros sobre o assunto, sem qualquer projeto arquitetônico ou das atividades a serem desenvolvidas, quando, após ter sido preletor do acampamento de jovens da IBG, no carnaval de 2009, o preletor, Pr. Jonson Tadeu, da I.B. do Trapiche, em Maceió, voltou à IBG. Na ocasião, falou-nos mais detalhadamente do projeto esportivo que desenvolvia em sua igreja e do trabalho na Coalisão Brasileira de Ministérios Esportivos ; deu-nos sugestões de como aproveitar melhor o espaço para a quadra no estacionamento e falou-nos, também, do projeto da CBE, já em fase de preparação, para atuar nas cidades sedes da Copa de 2014.


A partir daí, sob a liderança do Pr. Nilton Marcelino (empossado pastor de jovens em agosto de 2009), passamos a planejar a hospedagem da Conferência Internacional de Ministérios Esportivos, que ocorreria em nossa igreja, em janeiro de 2010. 


Curiosamente, nesse mesmo período, Celson Amorim (hoje coordenador do ministério de esportes da Igreja e voluntário do CECOM), capitão da Marinha e já envolvido com o CEFLAL 
(Centro de Formação de Líderes Para América Latina), estava se transferindo para Salvador e visitando a IBG.

Esses dois fatos - a vinda do Pr. Jonson e a chegada de Celson - passaram a ser vistos não como coincidência, mas como evidência de que Deus tinha muito mais a ver com isso do que pensávamos.


Visualizando a Copa de 2014 e as Olimpídas de 2016 e o que isso significaria em termos de investimentos em esportes e oportunidade de evangelização (no sentido amplo da palavra), passamos a trabalhar mais intensamente em torno da idéia. 


Em outubro de 2010 iniciávamos um projeto de reformas que mexeria profundamente na área externa do CECOM/IBG. A forma generosa como os membros da igreja reagiram com suas ofertas, confirmou ainda mais nossa convicção de que estávamos no caminho certo.

Mesmo em meio a turbulências vividas no final de 2010 e início de 2011, a igreja manteve-se focada no projeto. Hoje a quadra é realidade, crianças já estão sendo abençoadas com a Escolinha Esportiva (além da comunhão de membros, agregados e amigos); parcerias em função da Copa estão sendo analisadas pela presidência do CECOM e estamos atentos à direção dos ventos para aproveitar todas as possibilidades decorrentes dos eventos esportivos mundiais que serão realizados no Brasil nos próximos anos.


Para nós da IBG, a Copa é uma boa motivação e oportunidade de avanços no sentido de impactar a cidade com o evangelho de Jesus, mas nossa maior motivação são as crianças que, antes e depois da Copa, poderão ser abençoadas por um projeto sócio-esportivo-espiritual de manutenção relativamente baixa e impactos espirituais e sociais incalculáveis.


Por isso, ao orarmos hoje pela "Transcopa", agradeçamos pela resposta da IBG ao agir de Deus e, por cada vida que, de maneira direta ou indireta, possibilitou e continua possibilitando a concretização de tão importante momento de nossa história. Mais ainda: oremos pelo agir de Deus através de nós, especialmente em questões relacionadas à Copa do Mundo de Futebol, em 2014, que terá Salvador como uma de suas sedes.


Abraços do seu pastor,

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Aplicação dos Recursos Públicos - 06.06.12 - 45/100 dias de oração pelo Brasil

Dos 12 meses de trabalho que realizamos por ano, 5 são para gerar receitas para o Estado. Em outras palavras: quem ganha 12 mil por ano, entrega o equivalente a 5 mil para ser administrado pelo governo. Não percebemos isso porque, no Brasil, os impostos - exceto, por exemplo, o IPTU e IPVA -  estão embutidos nos valores das compras de produtos ou serviços que fazemos (e, alguns, algumas empresas recolhem de nós, mas não repassam às Receitas).

Assim, por falta de noção, quando muito, rimos dos casos de corrupção e dizemos: não tem jeito não, no Brasil foi e sempre será assim. E continuamos trabalhando para sustentar e até enriquecer corruptos.

É importante orar pela melhoria do uso desses recursos, que nos custam em torno de 1100 horas de trabalho por ano, pois nos comprometemos com aquilo pelo que oramos. Depender de Deus, porém, para que uma mudança ocorra, parece-me um equívoco, pois isso coloca sobre os ombros dEle,
retirando dos nossos, a responsabilidade pela malversação do dinheiro que entregamos ao governo, para ser administrado em favor da sociedade, especialmente dos menos favorecidos (ou empobrecidos) pelo sistema.

Se alguém deve ser responsabilizado pela malversação do dinheiro público, esse alguém somos nós. Nós não exercemos nossos direitos de cidadania. Sequer lutamos por mudanças nas leis ou pela aplicação adequada delas ou, ainda, por mudança no processo de julgamento dos que descumprem as leis, para que seja transparente, justo, rápido e exemplar. Somos passivos e rotulamos de esquerdistas, revolucionários, rebeldes, revoltados e outros adjetivos mais, os que trocam o silêncio, a omissão, pelo grito, pela ação.


Sequer temos coragem de lutar pela transparência na aplicação do dinheiro público das igrejas locais e das convenções batistas (apresentar Balanço Patrimonial anualmente não atende ao quesito transparência). Sim, o discurso de alguns que declaram que o dinheiro das igrejas e das convenções são de Deus, tem aparência de piedade, de espiritualidade, mas se tornam um meio de não reconhecermos que ele também é público e sua aplicação deve ser transparente.


Se não somos capazes de cobrar transparência na aplicação dos recursos das igrejas, das convenções e instituições batistas (e de todas as igrejas), que moral nós temos para chegar diante de Deus em oração, pedindo a ele que, num toque de mágica, transforme a realidade da corrupção, malversação dos recursos públicos do país?


Lamentamos o caso Demóstenes Torres, Cachoeira e sua gang, mas sequer estamos acompanhando como tem sido a postura dos senadores eleitos por nós. Temos televisão transmitindo ao vivo as CPIs e Assembléias do Congresso. Isso nos interessa? Temos meios eletrônicos que facilitam a manifestação de opinião aos senadores por nós eleitos. Será que faremos uso disso, por exemplo, quando da decisão da cassação ou não do Senador pego em corrupção?


A falta de consciência e interesse de quem trabalha para sustentar o sistema e a falta de iniciativa dos que são eleitos para administrar os recursos são a causa da malversação dos recursos públicos, sejam religiosos, condominiais, municipais, estaduais ou federais.


A qualidade de vida do povo brasileiro também passa pela transparência da informação de como os recursos são aplicados. Isso possibilita não só maior fiscalização, mas também debates em torno do que, de fato, deve ser prioridade.


Oremos sobre o assunto, mas não transfiramos a Deus, aos políticos ou a quem quer que seja a responsabilidade pela corrupção. Ela é, primeiramente nossa!


Abraços do seu pastor,

terça-feira, 5 de junho de 2012

Santidade e Integridade dos Líderes Espirituais - 05.06.12 - 44/100 dias de oração pelo Brasil

Se santidade é sinônimo de salvação na linguagem sacerdotal e se salvação, soteria no grego, tem sentido também de cura, remédio, sinto-me ainda mais à vontade para afirmar que santidade e integridade não são duas coisas que experimentamos ou vivenciamos separadamente, mas que integridade é decorrente de santidade.

Em outras palavras, integridade, seja em seu sentido ético, seja em seu sentido psicológico, é decorrente de uma vida saudável, ou santa, como diriam os sacerdotes.


Se uma pessoa foi alcançada pela cura (salvação na linguagem religiosa), ser integra é um desdobramento natural. Pode não ser perfeitamente integra, da mesma forma que a salvação que alcançamos na graça de Deus não se manifesta em sua plenitude neste tempo, segundo os ensinos das Escrituras que servem de parâmetro para nós cristãos. Mas o desejo e empenho para manifestá-la em nossas vidas é coerente com a experiência de salvação ou, santidade, que declaramos.


Reconheço que as palavras não têm exatidão matemática e que o significado pode variar de acordo com o contexto no qual são usadas. Mas, de uma maneira geral, santidade é sinônimo de salvação na linguagem sacerdotal e, como pode ser observado em sua história, nos textos bíblicos, ela se relaciona à saude nas diversas dimensões da vida.


Então, a probabilidade de um líder espiritual não ser santo e, por isso, não manifestar-se íntegro, é bastante reduzida, se comparada com a de um líder religioso. Presume-se que o líder espiritual seja alguém que, efetivamente, foi tocado por Deus em sua vida. Já o líder religioso, pode ser tão somente um profissional de serviços religiosos, que manipula bem os símbolos da religião e administra adequadamente as questões relacionadas à instituição para a qual trabalha.


Não é comum que se faça tal distinção - entre lider espiritual e religioso -, mas ela é essencial para quem se declara salvo e quer manifestar, dentre outras, a integridade.


Hoje estamos orando por nossos líderes. Observemos se suas vidas manifestam espiritualidade ou religiosidade, nos termos aqui descritos. Peçamos a Deus para que eles possam transceder o mero ritual e profissionalismo religioso e busquem viver a espiritualidade em sua profundidade, a fim de que sejam saudáveis e também instrumentos de Deus para a saúde do povo e da sociedade na qual está inserido.


Abraços do seu pastor,

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Povos Ribeirinhos da Amazônia - 04.06.12 - 43/100 dias de oração pelo Brasil

O estímulo aos batistas brasileiros para orarem hoje pelos povos ribeirinhos da Amazônia é um indicador importante do Deus a quem as igrejas batistas do Brasil se empenham em servir. Explico com um caso.

Há alguns anos participei do processo de plantação de uma igreja numa comunidade extremamente empobrecida de uma região metropolitana. Na caminhada, conversando com um pessoa, fui informado de que determinada igreja havia se instalado lá, mas resolveu fechar suas portas porque o retorno financeiro não justificava o investimento feito.


Mamon - palavra hebraica que pode ser traduzida como dinheiro -  era o deus dessa igreja. O objetivo dessa igreja não era alcançar pessoas para abençoá-las, mas alcançar seus bolsos para  explorá-los.


Quem conhece as regiões ribeirinhas da Amazônia (tive este privilégio porque Gláucia é do Amazonas e já preguei em 4 igrejas daquele Estado, além de outras de mais 5 estados da região amazônica), sabe que, se alguém vai até seus moradores pensando no dinheiro que deles pode tirar, ficará decepcionado. Só tem interesse de investir em tais regiões quem é norteado pelo amor de Deus, não pelo amor ao dinheiro.


Quem se dispõe a ir, sabendo das condições de vida daquelas populações, o faz por uma profunda consciência de missão, inclusive porque são pessoas de quem pouco se fala e pouco são incluidas nos discursos de reflexão teológica ou de motivação missionária, como é o caso dos toxicômanos, dos sem-teto ou sem-terra, por exemplo.


Admiro, portanto, quem se dispõe a deixar grandes centros urbanos para compartilhar  a fé, o amor e a esperança, de diversas maneiras, com pessoas destas regiões. O mínimo que podemos fazer é orar por quem lá reside e por quem se sente vocacionado a ajudá-las. Participemos, então, do esforço cooperativo para que suas condições de vida, inclusive espiritual, possa ser alterada para melhor.


Abraços do seu pastor,

Deputados e Senadores - 03.06.12 - 42/100 dias de oração pelo Brasil

Neste 42º dia de oração pelo Brasil, no qual somos desafiados a orar por Deputados e Senadores, gostaria de recomendar que, em vez de orar por Deputados e Senadores de uma maneira geral, comece orando pelos Deputados (1 estadual e 1 federal)  e  2 Senadores nos quais você votou na última eleição, mesmo que não tenham sido eleitos.

Você se lembra os nomes deles? Se não se lembra, acaba de ser reprovado em um importante ítem de cidadania.


Se somos reprovados nisso, nossa oração perderá o sentido, sabe por quê? Porque, se nem me lembro em quem votei, isso evidencia que não dou valor ao que fiz. Se não dou valor ao que fiz, por que Deus deveria responder algum tipo de pedido que fizermos nesse sentido?  Se não somos capazes de valorizar e fazer o que deve ser valorizado e feito, porque Deus faria algo em nosso lugar?


Todas as áreas de nossa vida sofrem influência das decisões que Deputados e Senadores tomam ou deixam de tomar. Portanto, ignorância ou desinteresse político são palavras que não podem fazer parte de nosso vocabulário.


Claro que sei o quanto estamos decepcionados com o Congresso Nacional. Claro que sei que o comportamento de parcela significativa de Deputados e Senadores não dignifica suas funções. Claro que sei, também, que o sistema eleitoral brasileiro possibilita a eleição de políticos não necessariamente pela quantidade de votos que recebeu, mas pela quantidade de votos que seus partidos receberam. Sabemos de muitas coisas que são desfavoráveis ao nosso interesse pela política partidária. Nem por isso devemos tirar de nossos ombros a responsabilidade, no mínimo em relação aos nomes que ratificamos nas urnas dentre os indicados pelos partidos.


Faça um exercício de memória e ore pelos Deputados e Senadores nos quais votou. Depois ore por todos os que foram eleitos para nos representarem no Congresso Nacional.


Abraços do seu pastor,

sábado, 2 de junho de 2012

Nordeste, o desafio que clama: "Quem me valerá"? - 02.06.12 - 41/100 dias de oração pelo Brasil

Já declarei meu amor pelo nordeste, em texto disponível neste blog. Porém, são os mais de 30 anos vividos na região, tendo nascido e criado no interior paulista (e Gláucia no interior do Amazonas), e recebido várias consultas para exercer o ministério em outros lugares, que atestam o que declaro nesse texto. Aqui nasceram nossos dois filhos e somos, portanto, nordestinos por opção.

Na condição de pastor e atuando em cargos e funções de liderança denominacional, conheço todas as suas capitais (morei em 3 delas) e uma infinidade de cidades pelos interiores
da região, exceto de dois estados. Posso dizer, portanto, do que há de belo e do que há de doloroso produzido muito mais pela postura ético-político-administrativa das lideranças do que pela índole da população (e muito menos pela idolatria, como certo professor norte-americano tentou nos convencer).

Convivi com a religiosidade do sudeste brasileiro, inclusive observando as romarias feitas, por exemplo, a Aparecida do Norte, por isso me incomoda as referências, geralmente condenadoras, pejorativas até, quando o assunto é nordeste.


 Pouco se fala da "pobreza religiosa" e das lendas que também permeiam o imaginário de habitantes de regiões interioranas dos estados mais ricos econômico-financeiramente.

O tom usado por alguns, quando se referem a um tipo de religião presente na Bahia não é o mesmo quando a referência é ao Rio Grande do Sul, onde a presença deste tipo de prática religiosa é até maior.

Alguns nem se dão conta de que o viés ideológico-cultural em nós introjetado, movido por preconceito econômico-financeiro, fala mais alto do que a realidade.
E nós, do lado de cá, ouvimos, pouco avaliamos, pouco reagimos. 

Já desenvolvi ojeriza a vídeos que usam a condição empobrecida na qual muitos vivem, visando levantar oferta sem objetivo claro e inequívoco de intervir em tal condição. Chega de oferecer a convivência com um inferno presente em troca de um céu futuro. A questão aqui não é a teologia do céu ou do inferno, mas a psicologia temporal e a ideologia política que tem norteado a visão resumida na frase: a desgraça presente do outro não merece atenção, em face da glória celestial futura.

O Deus revelado em Jesus quer que tenhamos vida plena, sem exclusão ou supervalorização de quaisquer de suas dimensões
, caracterizada por amor, justiça, comunhão, solidariedade. A definição de uma escala de valores dessas dimensões visando omissão na defesa da importância e ação em favor de alguma delas é diabólica.

Hoje, ao orarmos pelo nordeste, reflitamos diante de Deus sobre como nossos pensamentos, sentimentos e ações podem ser usados para ajudar na mudança da qualidade de vida desta região
, pelo menos em nosso raio de influência, pois ela também faz parte do mundo amado por Deus.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Projetos Sociais das Igrejas - 01.06.12 - 40/100 dias de oração pelo Brasil

Meu entendimento e interesse pela atuação social da igreja nasceram com a minha chegada ao STBNB, em 1979.

Das palavras incentivadoras do Pr. Harald Schaly, em sala de aula, mostrando ser absurdo uma igreja investir tanto dinheiro em construção para os prédios serem utilizados uma ou duas vezes por semana, brotaram minhas primeiras idéias e imagens do que poderia ser feito.


Coerente com seus ensinos, em 1973 a Igreja Batista Emanuel em Boa Viagem, Recife, havia criado a Creche Raio de Sol e a mantinha em parceira com organização alemã gerenciada no Brasil pela "Amparo ao Menor Carente - AMENCAR", projeto que abrigava 200 crianças, das 7 da manhã às 5 da tarde, com atividades lúdicas e educacionais e alimentação.


Interessar-me pela ação política demorou mais alguns meses. Foi surgindo de conversas sob as mangueiras e da leitura de Jesus Cristo Libertador, de Leonardo Boff, primeiro livro que retirei da biblioteca do STBNB, para entender o assunto. Não tinha idéia de quem seria o autor. Foi uma escolha pelo título.


De lá pra cá, com maior ou menor intensidade, sempre me interessei pelo assunto.


Na Igreja Batista do Pinheiro, Maceió, igreja já em processo avançado de engajamento social, incentivamos a criação do Projeto Oasis que envolvia uma série de atividades na área. Na Igreja Batista Emanuel, em 1987, encontrei a Creche funcionando e assim permaneceu. Deixei a Emanuel para dirigir o Colégio Americano Batista e, ao voltar, 8 anos depois, a igreja, sob a presidência do Pr. Josias Bezerra, havia iniciado uma transição em suas ações sociais, em função de que encerrou a Creche e iniciou outros tipos de serviços. Nesse período incentivamos a criação do "Núcelo de Atuação Social Emanuel - NASCE", para facilitar parcerias com poderes públicos.


Na Flórida, em face do contexto social, esta área foi menos priorizada, mas a decisão de vir para Salvador também sofreu influência do trabalho social desenvolvido pela Igreja que criou, em 1974, sob a presidência do Pr. Djalma Torres, o "Centro Comunitário Batista da Graça - CECOM", hoje C.C. B. Clériston Andrade.


Na Convenção Batista Brasileira, fiz parte do Comitê de Ação Social (órgão que, até então, ainda engatinhava no cumprimento de suas atribuições regimentais, como todos os demais)


Hoje, 33 anos depois, tenho consolidado em mim, tanto os pressupostos bíblico-teológicos para o envolvimento da igreja nesta área, quanto uma boa experiência em organizações e palestras sobre o assunto que me deixam muto à vontade para lidar com ele.


Trago uma firme convicção, inclusive bíblico-teológica, de que Deus não criou o mundo visando interessar-se apenas em tirar a "alma" de cada indivíduo do inferno e colocá-la no céu, no futuro. Deus achou muito bom tudo que criou, amou sua criação e nos desafia a sermos sal e luz deste mundo.


As formas de cada indivíduo ou igreja exercer esse papel podem variar, mas deixar de agir é uma heresia bíblico-teológica. Agir, em termos sociais, não é uma escolha, é um imperativo da vida e ensinos de Jesus. Decidir atuar ou não, como se o social fosse um nicho de mercado no qual se investe ou se deixa de investir em função de tradição ou experiência ou valor que agregaria ao empreendimento religioso, é um tremendo equivo. É uma demonstração de que somos regidos pelas leis do mercado e não pelo evangelho de Jesus.


Em tempos nos quais igrejas se transformaram em empreendimentos regidos pelo quantativismo, pela disputa de mercado, pela conquista de prestígio e poder, tempos nos quais há quem trate o social como uma arapuca para "pegar almas" e, até, para conquistar votos em período de eleições, o grande desafio é espelhar-se em Jesus.


Oremos, então, para que Deus desperte seu povo, a fim de que compreendamos que atuação social não é uma alternativa, é expressão do amor de Deus presente em nós.


Abraços do seu pastor,



Em tempo: em 1980, participei da implantação e trabalhei como tesoureiro do Projeto Social da Igreja Batista Imperial (Eli Fernandes de Oliveira) em parceira com a Visão Mundial

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Seminaristas - futuros líderes das igrejas - 31.05.12 - 39/100 dias de oração pelo Brasil


Abordar este assunto tem sido um dilema para mim. Primeiro, porque é evidente a distância entre discurso e prática na denominação (= igrejas + instituições + organizações), sobre a importância da educação teológico-ministerial; segundo, porque através dela se trava, nos bastidores, uma batalha a meu ver político-ideológica travestida de preocupação bíblico-teológica.

Pior é que a maioria esmagadora dos membros de nossas igrejas parecem não se dar conta da importância do assunto. É como se a devoção pela qual se interessa na igreja nada tenha a ver com o pensamento teológico, com a formação ministerial do seu pastor. Mas tem tudo a ver.

A formação teológica determina nossa visão de mundo, nossa compreensão dos problemas pelos quais passam os indivíduos, nossa relação com as estruturas sociais vigentes, nossas prioridades na administração eclesiástica, etc. É a visão que temos de Deus, da Bíblia, do ser humano, de igreja, por exemplo, que determina o conteúdo da mensagem que anunciamos, o estilo de liderança que praticamos e até mesmo a escala de valores e prioridades que adotamos.

Então, cada vez que nos sentamos num "banco de igreja" e ouvimos um sermão, uma palestra, uma aula de escola bíblica, estamos nos expondo a uma cosmovisão daquele que usa da palavra. Tanto isso é verdade que os bereanos ouviam a mensagem de Paulo com interesse, mas a conferiam com o que as Escrituras diziam (At. 17.11). Para mim, a importância desse registro é mostrar-nos que aquilo que ouvimos, venha de quem vier, pode e deve ser confrontado com o que norteia nossa vida. (cf também I Tes. 5.20-21; I Jo. 4.1) No caso dos Bereanos, as Escrituras disponíveis. No nosso caso, o Novo Testamento, pois ele é a interpretação cristã do chamado, também não por acaso, Velho Testamento (Bíblia do judaismo).

Percebe porque a questão "educação teológico-ministerial" não deve ser do interesse somente de pastores ou de alguns dirigentes denominacionais?

Quando um aluno chega em uma escola de educação teológico-ministerial, geralmente sua cabeça é a cabeça do pastor que o acompanhou até ali (especialmente daquele que o conduziu ao evangelho) e sua cosmovisão é, geralmente, a mesma da igreja com a qual caminhou. Seus sonhos estão fundamentados naquilo que viu e ouviu,
durante seus anos de igreja, a respeito do que é ser cristão, ser igreja, ser cidadão neste mundo, etc. Na escola de educação teológica (seminário) seus horizontes se ampliam e se aprofundam, pois ele está sendo preparado para liderar e não para ser papagaio de pirata ou boneco de ventríloquo.

No "seminário" ele deve ser exposto com mais profundidade às diversas formas de pensar a fé, justamente para que construa convicções sólidas. Se sua forma de pensar não pode ser confrontada numa sala de aula com professores que são seus irmãos na fé, melhor seria abandoná-la, pois, no ministério ele se deparará intensamente com pensamentos divergentes e, ou se tornará um cínico, dando respostas nas quais não acredita, ou falará de coisas que, de fato, fazem parte de sua construção espiritual.

O objetivo de um seminário confessional é, basicamente, preparar pessoas em duas direções. Primeira, para trabalhar com o ser humano e, segunda, para liderar uma instituição chamada igreja (com todas as implicações de qualquer empreendimento legal). Quando priorizamos o preparo do aluno para atender os interesses mercadológicos da instituição e deixamos em segundo plano o preparo para trabalhar com gente, estamos sendo incoerentes com a vida  e ensinos do Jesus que anunciamos.

As brigas políticas em torno da educação teológica geralmente se dão em função dos interesses instituicionais e não do preparo do aluno para transformar em ações seu amor "a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo", ainda que tais brigas sejam travestidas de linguagem piedosa.

É necessário que oremos pela formação dos futuros líderes de nossas igrejas e que lutemos pela priorização disso no uso dos recursos denominacionais disponíveis. Ela afeta profundamente nossas vidas, nossa ação no mundo e não só a instituição chamada igreja.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

"Brasília, Capital da Esperança" - 30.05.12 - 38/100 dias de oração pelo Brasil



Neste 38º dia de oração pelo Brasil, nossos corações estão voltados para Brasília, a capital do Brasil.

Com um projeto inicial para 60.000 habitantes, hoje abriga em torno de 2, 5 milhões de pessoas, das quais, em torno de 50% não são originalmente de lá. Com uma maioria inicial originária de Minas e Goiás, hoje, segundo informações, a maioria dos que pra lá se mudam é de estados do nordeste. Brasília apresenta muitos aspectos favoráveis àqueles que lá residem, mas também tem seus problemas.

Entretanto, incluir Brasília como alvo de orações hoje, não se deve apenas ao fato de ser uma cidade, mas por ser a capital do país. De lá, em tese, saem as decisões que mais diretamente afetam a população brasileira
, oriundas dos poderes legislativo, executivo e judiciário.

Sua identificação como "capital da esperança"
, conforme registro feito pelo Pr. Josué Mello Salgado, em texto publicado no roteiro  "100 dias que impactarão o Brasil", vem  de "hino mais popular e mais interpretado" sobre a cidade.

Num certo sentido ser "capital da esperança" é verdadeiro, pois de lá se espera decisões que tragam benefício para o povo brasileiro. Porém, a cultura de esperar que melhorias das condições de vida se deem em função de iniciativa dos que governam o país é um dos grandes equívocos que temos cometido como brasileiros. A história comprova que parcela significativa, daqueles que nós enviamos para Brasília através do nosso voto, para trabalhar em favor do povo brasileiro, trabalha em favor de si mesmos, de interesses de grupos e até de organizações criminosas, segundo temos visto tão acentuadamente nesses dias através das mídias.

Além disso, precisamos desenvolver a cultura de que os governantes são eleitos para administrar os interesses públicos do país e não para serem nossos padrinhos ou despachantes. Deles devemos cobrar que cumpram suas atribuições, na forma da lei. Pela melhoria de nossa vida, individual e coletivamente, somos nós que devemos lutar, inclusive politicamente, em vez de esperar com a mão estendida, como pedintes, soluções do "pai governo".

Não seria heresia, então, usar aqui as palavras de Pedro:
"Portanto, estejam com a mente preparada, prontos para agir; estejam alertas e coloquem toda a esperança na graça que lhes será dada quando Jesus Cristo for revelado." (I Pd. 1.13)

 A razão de nossa esperança, portanto, deve ser a graça de Deus manifesta em Jesus Cristo. Ela é "âncora da alma, firme e segura" (Heb. 6.19) e não nos decepciona (Rom. 5.5).

Preparemos-nos, pois, "
para responder a qualquer pessoa que (nos) pedir a razão da esperança que há em (nós)" (I Pd. 3.15). E oremos pelos moradores de Brasilía, especialmente por aqueles cujas atribuições lhes conferem poder para tomar decisões que influenciam os rumos de nossas vidas e do país, para melhor ou para pior.

Abraços do seu pastor,

terça-feira, 29 de maio de 2012

Arrependimento e Conversão no Senhor Jesus Cristo - 29.05.12 -37/100 dias de oração pelo Brasil

A decisão de Judas de devolver aos sacerdotes as 30 moedas de prata que recebeu como pagamento por sua traição é motivo de divergência entre os estudiosos do Novo Testamento. É que, embora a palavra grega que aparece no texto (Mt. 27.3), expressando a reação de Judas diante da condenação de Jesus, seja "metameletheis" e não "metanóias", há divergência nas traduções. Umas a traduzem por "arrependimento", outras por "remorso" e outras, ainda, por "compungiu-se".

É claro que, se um dos princípios de interpretação bíblica mais conhecidos é o que diz que não se pode construir uma doutrina usando somente um versículo, muito menos poderíamos julgar uma vida usando somente uma palavra.

Porém, o que leva grande número de estudiosos a defenderem que, no caso de Judas, não houve arrependimento, mas apenas uma mudança de sentimentos, foi o fato de que, 1) embora Judas tenha percebido a bobagem que fez -
"Quando Judas, que o havia traído, viu que Jesus fora condenado..."   (Mt 27.3) - ; 2) embora,
Então Judas, o que o traíra, vendo que fora condenado
Mateus 27:3......"  essa percepção o tenha levado a
 tenha devolvido o dinheiro recebido pela traição - "devolveu aos chefes dos sacerdotes e aos líderes religiosos as trinta moedas de prata..." (Mt 27.3) - ; e, 3) embora, ainda, tenha reconhecido o seu pecado - "E disse: "Pequei, pois traí sangue inocente"."(MT 27.4) - a consequência disso, em vez de produzir nele a decisão de iniciar uma nova vida, levou-o ao suicídio - "Então Judas jogou o dinheiro dentro do templo e, saindo, foi e enforcou-se". (Mt. 27.5).

O peso do erro reconhecido por Judas foi agravado com as palavras dos líderes religiosos: "E eles retrucaram: "Que nos importa? A responsabilidade é sua"." (Mt. 27.4).  Porém, ainda que eles tenham colocado a responsabilidade pela morte de Jesus sobre Judas; ainda que tal responsabilidade também tenha sido colocada sobre o povo israelita (At. 3.15) e sobre os líderes judeus (At. 5.30;), diferentemente disso, a teologia da morte de Jesus, como a vemos no Novo Testamento, em vez de colocar a responsabilidade pela morte de Jesus sobre os ombros de uma pessoa ou de um grupo, a coloca sobre os ombros de todos nós.

Emitir, então, juizo de valor sobre a salvação de Judas é fácil para aqueles que entendem salvação como uma equação matemática, na qual "a soma da palavra bíblica tal + a palavra bíblica qual + a reação da pessoa "Y" é = a...".  Porém, salvação é uma manifestação graciosa de Deus, que conhece as intenções, os motivos, dos corações. Para ele, o que é impossível aos homens torna-se possível (Mt. 19.26). Assim, prefiro  não entrar no julgamento de Judas.

O que posso dizer, à luz das consequências da  "metameletheis" em Judas e das consquências de "metanóia" em "N" casos registrados no Novo Testamento é que "metanóia" produz vida enquanto "metameleteheis" produziu suicídio.

Sim, arrependimento é uma reação que ocorre no interior da vida humana, através da qual tem início um processo de mudança de mentalidade a respeito de nós mesmos e da nossa relação com Deus, com as pessoas e com o mundo que nos cerca. Essa nova mentalidade é geradora de vida, por isso afeta todas as dimensões, levando o arrependido a não conformar-se com condutas, leis, estruturas de pensamento ou de organização social geradoras de morte.

Essa  inconformação movida pela mudança de mentalidade, não nos torna juizes arrogantes, prepotentes, do mundo, nem vendedores de um produto religioso, muito menos profetas do pessimismo, mas cooperadores humildes de Deus no sentido de
"pregar boas novas aos pobres", "proclamar liberdade aos presos", "recuperação da vista aos cegos", "libertar os oprimidos" e de estar sempre atentos, por saber que "aquele que julga-se firme, cuide-se para que não caia" (I cor. 10.12).

Arrependimento, portanto, é uma reação contínua. Sob o domínio da confiança na graça de Deus, cada vez que o arrependido depara-se com situação que pode produzir morte, sua reação o move em sentido contrário, no sentido de caminhar para e com Jesus, pois, como ele mesmo disse, "quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva". (Jo. 7.38).

Ao orar por arrependimento e conversão no senhor Jesus Cristo, comecemos por nossas próprias vidas, verificando se nossas atitudes, palavras e ações são geradoras de vida ou de morte; se nossos posicionamentos diante da realidade são produtores  de vida ou de morte. Feito isso, oremos então para que cada pessoa ao nosso redor seja contagiada por esta nova mentalidade que pode ser alcançada na relação graciosa com Jesus, o Cristo.

Abraços do seu pastor,

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Analfabetismo - 28.05.12 - 36/100 dias de oração pelo Brasil

Uma música que marcou minha vida a partir do final da década de 70, foi publicada sob o número 552 do "Hinário Para o Culto Cristão", produzido e vendido pela Convenção Batista Brasileira.

É pouco conhecida e cantada em nossos cultos.

Como "definiu-se" que atuação social não é o "nosso nicho de mercado" denominacional, ocupação com questões sociais acaba sendo, para alguns, apenas estratégia de "missões" (o que exatamente se quer dizer com esta palavra?).

O hino toca no problema do analfabetismo, não de maneira romântica, mas em uma de suas mais sérias implicações. Leia:

Que estou fazendo se sou cristão

Letra: João Dias de Araújo
Música: Décio Emerique Lauretti


"Que estou fazendo se sou cristão,
Se Cristo deu-me total perdão?
Há muitos pobres sem lar, sem pão,
Há muitas vidas sem salvação.
Meu Cristo veio pra nos remir,
O homem todo, sem dividir:
Não só a alma do mal salvar,
Também o corpo ressuscitar.


Há muita fome no meu país,
Há tanta gente que é infeliz,
Há criancinhas que vão morrer,
Há tantos velhos a padecer.
Milhões não sabem como escrever,
Milhões de olhos não sabem ler:
Nas trevas vivem sem perceber
Que são escravos de um outro ser.
 
Que estou fazendo se sou cristão,
Se Cristo deu-me o seu perdão?
Há muitos pobres sem lar, sem pão,
Há muitas vidas sem salvação.
Aos poderosos eu vou pregar,
Aos homens ricos vou proclamar
Que a injustiça é contra Deus
E a vil miséria insulta os céus."


O problema do analfabetismo, colocado nessa música, não são apenas os prejuizos sofridos pelas pessoas nesta condição, tais como não saber ler a linha do ônibus ou um aviso de perigo ou uma receita médica, ou a Bíblia, por exemplo; nem o fortalecimento da baixa-autoestima, pelo preconceito social do qual o analfabeto é vítima;  nem, ainda, o fato de não poder competir por uma vaga no mercado de trabalho que ofereça melhores condições, enfim. O destaque é: "Nas trevas vivem sem perceber que são escravos de outro ser".

O analfabetismo, seja ele em relação à escrita, à leitura ou  à politica, torna-nos presas fáceis de pessoas e sistemas autoritários, exploradores, opressores. Analfabeto, então, não é somente quem não sabe ler ou escrever, mas quem não sabe interpretar o que lê e nem tem noção das consequências, inclusive políticas, de sua condição.

Tenho observado, por exemplo, o processo de analfabetismo teológico a que estão sendo submetidas algumas escolas de formação ministerial da denominação batista, nos últimos anos. A impressão que tenho é que, para alguns, seminário de teologia deve ser escola técnica de formação de mão de obra qualificada para atender as exigências do mercado religioso-denominacional, especialmente relacionada a quantitativismo.

A pretexto de combater o que chamam de "academicismo" ou um suposto inimigo chamado "liberalismo" (você sabe a extensão e alternativas de significado dessa palavra?), nossas escolas de formação teológica estão sob pressão, parece que, para serem transformadas em "Escola Bíblica Dominical' (com todo respeito à EBD) um pouco mais equipada, com professores remunerados e objetivos mais tecnicamente específicos. Gente que pensa, exceto se o pensamento não divergir, não é bem vinda.

Oremos então, pelo fim do analfabetismo em suas diversas formas de manifestar-se, visando possibilitar a todos, a participação na construção de uma vida melhor com Deus e com os semelhantes, em todas as dimensões. E nos comprometamos com aquilo pelo que oramos.
Abraços do seu pastor,

Escolas e Universidades Brasileiras - 27.05.12 - 35/100 dias de oração pelo Brasil

Fui convidado a participar de uma reunião, em um hotel de ponta, na qual um senador com histórico relacionado à educação falaria sobre qualidade na educação. Dentre seus argumentos para justificar a falta de qualidade, um chamou minha atenção. Disse ele que, uma vez que os salários pagos aos professores diminuiram sensivelmente, ensinar deixou de ser interessante às filhas da classe abastada, portanto as bem educadas, e as vagas passaram a ser ocupadas por pessoas da "periferia", sem preparo adequado.

Em outra ocasião, foi da boca de um pai que, ao comentar o sucesso financeiro do filho que havia terminado o 2º grau e parou de estudar, ouvi: "estudamos pra ganhar dinheiro. Se ele já está ganhando dinheiro, pra que estudar mais?" (O problema não é parar de estudar, ainda que isso seja uma decisão equvocada numa época de rápidas e profundas transformações científico-tecnológicas, mas a justificativa para tal)


O que há em comum, nos dois casos é, além da ignorância, o dinheiro como eixo do processo ensino-aprendizagem.


Não tenho nada contra o dinheiro, exceto sua divinização e transformação em eixo central de motivação para o desenvolvimento dos processos educacionais.


É claro que um bom salário é boa motivação para o trabalho. Porém, um bom salário, por si só, é capaz de, no máximo, fazer com que o professor coloque um largo sorriso no rosto e pare por aí. Ele - salário - não é o único, nem o mais importante diferencial entre uma aula ruim e outra de boa qualidade. 


Quanto a estudar para ganhar dinheiro, devemos nos lembrar que uma pessoa pode ganhar muito dinheiro sem ter aprofundado seus estudos, mas sua vida não ser de boa qualidade, especialmente no essencial, no permanente.


Dinheiro, portanto, não deve ser a única, muito menos a motivação central das escolas. Construir valores que fortaleçam a dignidade humana, em termos individuais e sociais e conhecimentos que nos ajudem a minorar a dor uns dos outros; desenvolver competências e tecnologias que nos permitam realizar bem aquilo que produza vida saudável, confortável e prazerosa para  todos; conscientizar-nos de como as relações interpessoais e sociais são estabalecidas, do papel que podemos e devemos exercer na sociedade, da função da ética para nortear e preservar a vida, do tipo de relação que devemos manter com o dinheiro e, especialmente, da importância do conhecimento e reconhecimento da dimensão espiritual da vida, por exemplo, são mais importantes do que apenas ensinar ou estudar para ganhar dinheiro.


Reconheço, por exemplo, a importância do ensino tecnico-profissionalizante. Vejo-o, porém, com desconfiança, quando é oferecido quase que exclusivamente para atender interesses econômicos (leia-se, via-de-regra, interesses dos proprietários de empresas ou seus acionistas), colocando como grande vantagem para a população o fato de ter emprego e renda e, pior, usando isso como ideologia para solução de problemas sociais, quando há outras áreas da vida cuja importância para a realização humana e bem estar social também exigem prioridade e investimento em educação.


A discussão então, não é sobre o papel ou a importância do dinheiro na vida humana, mas sobre o uso dele como motivação central para o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem e quem efetivamente ganha ou perde com isso.


Igrejas cujo parâmetro de desenvolvimento são os números (de batismos, de membros, de missionários, de congregações, de receita, etc.) e cuja motivação para suas atividades é o aumento de membros, de patrimônio ou finanças, demonstram que suas vidas giram em torno de critérios da mesma natureza dos adotados pela educação realizada em torno do dinheiro. Sua eficácia espiritual em nada contribui para o desenvolvimento humano, exceto, talvez, para uma pequena parcela da população.


Igrejas assim não poderão contribuir efetivamente para a construção de uma socieade na qual o dinheiro não seja "deus", na qual a realização do ser humano integralmente está gritando por socorro.


Ao orarmos hoje pelas escolas e universidades, oremos pela mudança de mentalidade dos que estão decidindo a educação brasileira, inclusive das igrejas, e pelo envolvimento do "povo de Deus" na luta por educação voltada para todos, em todas as dimensões da vida.


Abraços do seu pastor,

sábado, 26 de maio de 2012

Libertar o Brasil da corrupção e dos negócios ilícitos - 26.05.12 - 34/100 dias de oração pelo Brasil

"Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom." ( Mateus 6:24)

Não acredito que se possa combater a corrupção, em termos espirituais, sem entendimento e obediência às palavras de Jesus a respeito da nossa relação com o dinheiro. Entendo que a compreensão das palavras de Jesus - "Não podeis servir a Deus e a Mamon" - é a chave que modifica todo o sentido de nossa existência e afeta nossos relacionamentos com as pessoas, as coisas e o meio ambiente.

Qualquer pessoa que aprofunde o entendimento sobre o significado de tais palavras e as leve a sério concordará com Robert Kiyosaki e Sharon Lechter
,  paradoxalmente capitalistas conhecidos pelo livro "Pai Rico, Pai Pobre", pelo menos quando afirmam que devemos controlar o dinheiro e não ser controlados por ele.

Ainda que a ideologia não seja a mesma, as palavras deles clareiam uma idéia essencial das palavras de Jesus: controlará nossa vida quem for reconhecido por nós como nosso Deus.

Corrupto é a pessoa que, na prática, definiu que o dinheiro é o deus de sua vida. Não importa quanto tenha, nem que malefícios isso possa causar à sua vida, à humanidade ou ao meio ambiente. Não importa a ética ou as leis de uma sociedade. O importante é ter, seja qual for o preço a ser pago, pois o dinheiro é o deus de sua vida e sobre ela exerce pleno controle.

Isso, entretanto, não significa que, para resolvermos a questão da corrupção, nada mais precise ser feito senão "evangelizar", visando a conversão de cada indivíduo ao "senhorio de Deus".

Por esse raciocínio, não seria necessário nos ocuparmos com a elaboração, manutenção e aplicação de leis para garantir uma infinidade de direitos humanos. Bastaria um constante e ininterrupto processo de  "evangelização" e tudo se resolveria.

Significa que, em que pese o reconhecimento de que a base espiritual dos nossos problemas seja a ausência de reconhecimento do senhorio, da autoridade de Deus sobre nossas vidas e que a evangelização (não confundir com a  conquista de adeptos religiosos interessados somente em fugir do fogo do inferno para em viver em ruas de ouro e cristal nos céus) seja o caminho para que nossa relação com Deus se modifique, outras ações são necessárias, em termos sociais. Sem tais ações, os efeitos maléficos da insubmissão a Deus destruirão a vida.

Penso que o combate à corrupção deve passar por um permanente processo evangelizador visando levar pessoas a conhecerem, reconhecerem e se comprometerem com os valores espirituais personificados em Jesus, bem como por uma ação política determinada das pessoas que reconhecem o "senhorio de Deus", personificado em Jesus, no sentido de desenvolverem leis, estruturas organizacionais e sistemas de controle que minimizem os efeitos maléficos que o "Senhorio da riqueza", personificado no dinheiro, exerce sobre a vida humana.

Leis como a de responsabilidade fiscal e do acesso à informação, bem como projetos de lei
, em discussão no Congresso Nacional, como o que regulamenta o lobby político (as ações visando influenciar os poderes públicos); que institue o financiamento público de campanha, acabando legalmente com o financiamento privado e o que criminaliza as empresas que participam de atos de corrupção são iniciativas que visam aumentar a transparência e as penalidades, para tornar a vida em sociedade mais saudável, minimizando os efeitos do "senhorio do dinheiro".

Neste dia em que estamos orando para "libertar o Brasil da corrupção e dos negócios ilícitos", não podemos deixar de rever
, diante de Deus, nossa teologia, bem como nossa ética. Isso é essencial na construção de uma vida melhor, de um país melhor.

Abraços do seu pastor,
Edvar

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Hospitais - Motivo constante de nossa intercessão -- 25.05.12 - 33/100 dias de oração pelo Brasil

Certo dia, ainda no final da adolescência, Dona Nena, minha mãe, perguntou-me se eu visitaria determinada pessoa que estava hospitalizada. Respondi declarando não gostar de ir a hospital. Ela replicou perguntando: mas, você não vai ser pastor?

Claro que me senti chantageado. Como querer ser pastor e não gostar de ir a hospital?

Desde então, em vez de desenvolver o gosto de ir a hospital, descartei a idéia de que poderia ser um pastor completo (ideal de adolescente!). Passei a trabalhar em função de um alvo mais modesto: fazer o meu melhor visando ser um bom pastor.

Se, então, me ouvir dizendo que vou a hospital com prazer, tenha certeza: estarei mentindo. Vou porque minha presença pode ser boa - e geralmente é - para alguém. Ou porque precisei pra mim mesmo!

Penso que profissional de saúde deve gostar de saúde, gostar de gente mas, de hospital, apenas mais do que pessoas como eu. Enquanto a maioria das pessoas vai a hospital por necessidade, geralmente sofrendo, profissional de saúde vai, ou para realizar seu sentido de "vocação", ou por consciência de missão, ou para "fazer" seu sustento, ou, o que o faria muito mais feliz, por todas as razões anteriores.

Condições favoráveis à saúde diminuem a probabilidade, mas não elimina a possibilidade de se precisar de hospital. Por isso, se meu sentimento desfavorável a hospital aumenta em mim a valorização de sua importância, minha admiração pelos profissionais que nele atuam se dá pelo reconhecimento da importância humana e relevância social do trabalho nele desenvolvido.

Afirmar aqui que a priorização da saúde pública no Brasil não faz parte da agenda da quase totalidade daqueles que os partidos políticos indicam e nós ratificamos pelo voto, seria repetitivo. Por isso, neste dia, devemos sim, orar pelos hospitalizados e pelos profissionais que atuam nos hospitais, mas também e, sobretudo, por nós mesmos, para que nos empenhemos mais no sentido de sermos cidadãos mais conscientes.

Isso significa não somente ser mais cuidadoso na hora de votar, mas também mais informado e engajado, por todos os meios, em lutas que tornem o Brasil mais saudável, em todas as áreas, inclusive, portanto, na de saúde e, especificamente, no cuidado com os hospitais.

Abraços do seu pastor,

quinta-feira, 24 de maio de 2012

CPI do Demóstenes, Cachoeira & Cia

Ontem conversava com um amigo e irmão na fé sobre a CPI do Demóstenes, Cachoeira & Cia. 

 Lamentava profundamente, pelo que representa, simbólicamente, a presença de  Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, atuando como advogado do denunciado como maior criminoso do Brasil presente na mídia nos últimos dias.


Compreendo que o profissional do direito se sustenta do que recebe para defender os interesses de seus clientes e não para defender a ética, a moral ou a justiça, como valores abstratos. 

Reconheço, também que qualquer individuo tem o direito de contratar advogado para defender seus direitos. 

Percebo, inclusive, o componente inibidor que o ex-ministro representa para nossos políticos, por conhecer como poucos os esgotos do poder. 

Até causa indignação, o componente circense e marqueteiro de uma CPI e o tratamento de "bobos da corte" dado por alguns dos "nossos representantes" a nós, cidadãos-eleitores (vide Vaccarezza). 

Ainda assim, lamento e fico indignado...

Sistema Prisional - 24.05.12 - 32/100 dias de oração pelo Brasil



Foi em meados da minha adolescência que tive a primeira oportunidade de visitar a Cadeia Pública de Garça. Naquela época os índices de violência eram infinitamente baixos (ou menos perceptíveis pela ausência das moderna tecnologias de comunicação) e os casos que chamavam a atenção, pela atrocidade, eram poucos.

Os presos da Cadeia de Garça, a cidade onde nasci e fui criado no interior de São Paulo, eram de baixa periculosidade. Isso facilitava nosso acesso à Delegacia, aos domingos, para levar uma palavra de Deus às vidas dos presidiários. Fazíamos isso sem burocracia.

Entrávamos, na maioria jovens, entregávamos literatura, conversávamos com os mais interessados, orávamos por eles e, com alguns, amizades eram construídas e cartas eram trocadas, pois, naquela época, a existência de PCs ou celulares nem passava por nosso sonhos.

Claro que sempre havia o receio, sempre havia a dúvida quanto à sinceridade deles e ao que se poderia fazer por eles, ao sairem. O apoio após cumprimento de pena geralmente continua frágil.

Depois daqueles anos voltei a um presídio em 2004. Foi em Miami, na Flórida. Uma jovem brasileira que havia saido do país por problemas com a justiça americana, conseguiu novo visto e retornava regularmente ao país especialmente para fazer compras. Em uma das vezes foi surpreendida ao chegar ao Aeroporto e levada diretamente à prisão. Motivo: se não me falha a memória,
quando da renovação do visto, agora com o nome de casada, não teria informado ao consulado,  que já havia tido problemas com a justiça daquele país (ou coisa parecida).

O presidio era como o que vemos na maioria dos filmes americanos. O trâmite para visitas era bastante organizado desde a inscrição, na chegada, passando por detector de metais e revistas pessoais, na qual os objetos proibidos de serem levados para dentro, como aparelhos celulares, ficavam com a fiscalização.

Acompanhados por um policial, erámos dirigidos ao elevador que nos levaria ao andar onde a pessoa encontrava-se. Ele ficava nos observando enquanto conversávamos com a pessoa, por telefone, separados por um vidro. O ambiente era bastante limpo, todos os presos uniformizados e a ala, feminina, era formada, se não me engano, por pessoas com problemas com a imigração.

Por mais bem tratadas que as pessoas fossem, o drama de estar e sentir-se preso era evidente na fala da pessoa por nós visitada.

Claro que, tendo conhecido uma cadeia numa cidade do interior de São Paulo, no final da década de 80 e um presídio em Miami, no início do século XXI, não tenho como imaginar a realidade dos presídios brasileiros, nos dias em que vivemos.

Tudo o que sei, das condições predominantes extremamente desfavoráveis, sei pelos meios de comunicação.

Lamentavelmente, por não haver investimento adequado na educação, seja formal ou familiar;
por termos um modelo econômico-social que favorece a concentração e não o compartilhar justo do resultado do trablaho e renda; ; por termos um sistema judiciário lento e com imensas possibilidades de corrupção; por termos nos tornado, como igreja, mais em agência de serviços religiosos do que espaço e encontro para crescimento espiritual,  enfim, por esses e por outros motivos que podem ser lidos em trabalhos de especialistas abundantemente disponíveis, o sistema prisional, em vez de ajudar na recuperação, tem se tornado uma escola de pós graduação para bandidos, um lugar para aprofundamento de neuroses.

Trabalhar com este grupo, hoje estimado em 500 mil habitantes, é um desafio que exige muito amor, esperança e fé. Sim, são três ingredientes essenciais. Além disso, maturidade, perspicácia, conhecimento da realidade e muita disposição para servir não podem ficar de fora, pois, trabalhar com presidiários é trabalhar com pessoas cuja manifestação da pecaminosidade humana impressiona.


1. Oremos pela sociedade que prioriza e alimenta valores éticos que, em vez de contribuir para vivermos de forma pacífica, agrava a situação;

2. Oremos pelos governantes, para que sejam sensíveis e capazes de estabelecer prioridades adequadas e sejam honesto no uso dos recursos, para ajudarem a minimizar a criminalidade no país;
3. Oremos pelos que fazem parte do sistema judiciário e que pensam os processos de aprisionamento, rogando a Deus que façam o seu melhor visando a recuperação dos presos;
4. Oremos pelas igrejas, para que se enxerguem não como empresas prestadoras de serviços religiosos, nem se movam por uma teologia enlatada e exclusivamente escatológica, mas que perceba e assuma seu papel de sal e luz neste tempo, neste lugar, a fim de contribuir, seja preventiva, seja curativamente para que os índices de criminalidade sejam reduzidos.

Abraços do seu pastor,