sábado, 1 de agosto de 2009

Prova de Integridade

1 Samuel 24.1-12
“E disse aos seus homens: O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, ao ungido do Senhor, que eu estenda a minha mão contra ele, pois é o ungido do Senhor” (v.6).

Diariamente temos motivos para nos lembrarmos da palavra integridade, não por ser muito citada, mas por ser pouco levada a sério. Na verdade, nos acostumamos tanto com sua escassez, nas ações de parte de nossas lideranças, que sua inexistência parece ser o normal.

Integridade, porém, é elemento essencial à manutenção da existência humana num nível de qualidade saudável. Sua falta é o mesmo que ausência de honestidade, respeito mútuo, verdade, sinceridade, justiça e outros ingredientes que dão sabor agradável à vida.

Davi é um personagem bíblico que pode ser considerado íntegro. Como todo ser humano ele não era perfeito. Também cometeu equívocos. Porém, à luz das narrativas de sua história, percebemos tratar-se de pessoa cujo coração era inclinado a agir de maneira integra. Seus desvios não se constituiam regra, nem retratavam inclinação proposital para o mal.

Vítima de mentiras, foi perseguido pelo rei Saul que estava decidido a matá-lo. Durante a perseguição, Davi teve oportunidade para matar o perseguidor, mas optou por não fazê-lo em respeito à condição de ungido do Senhor, do monarca. Tal decisão serviu para provar sua inocência, elevou o respeito dos soldados por ele e o fez entrar para a história como um exemplo de integridade a ser seguido.

É fundamental que, além de procurarmos ser exemplos de integridade em nossas ações, alertemos aos que nos rodeiam da necessidade de valorizá-la no dia-a-dia. Para isso devemos, em espírito de oração, dizer: “que o Senhor me guarde de faltar com a integridade em meus relacionamentos interpessoais”.

(Texto produzido para a Revista manancial 2009 da UFMBB e publicado na 1ª quinzena de maio)